Salve, salve galera! Olha o LP aqui mais uma vez, dando sequência a coluna de filmes indicados ao óscar e que sequer foram mencionados. No post de hoje eu trago até vocês Minority Report, A Nova Lei. Que na real só entra aqui nessa lista porque eu assisti recentemente, mas eu tenho certeza que com o tanto de piadas que já fizeram sobre ele todo mundo já deve ter ouvido falar também.

Mais um filme bem famoso na cultura pop.
Por que esse filme merece estar aqui?
Dirigido por Steven Spielberg, com
um roteiro escrito e baseado na obra de Philip
K. Dick, basicamente pela pegada em termos de discussão filosófica que esse
filme traz. Um crime pode ser considerado um crime, quando uma pessoa não chega
a cometê-lo? Essa é inclusive uma prerrogativa abordada no filme que levanta
uma questão interessante.
Não creio que a parte do protagonista,
seja lá uma parte que mereça destaque nessa minha resenha, uma vez que Tom faz um policial padrão, linha dura,
com um esqueleto no armário, mas que acredita cegamente no sistema. Acho que a
coisa só parte para ficar mais interessante a partir do momento em que ele vê o
próprio sistema se voltar contra ele. Depois que tudo isso acontece, Steven Spielberg mostra porque é um
diretor tão bom,
conseguindo tirar uma das melhores atuações de Tom Cruise que eu já vi, além de seu
ótimo controle nos efeitos e fechando ainda por cima ele contratou vários
engenheiros para poder fundamentar as construções do filme.

Cruise: Vejo esse filme como
uma das melhores atuações do ator. É bem legal, o policial viciado que se vê refém
do próprio sistema pelo qual ele deu a vida, enquanto corre pra provar sua inocência,
essa virada é o que torna a trama tão interessante.
Farrell: Jovem, o ator faz aqui
o papel de antagonista. Eu acho engraçado, ver como esses atores eram jovens. Principalmente
se você for assistir os últimos lançamentos deles e for ver esse filme. E como
sucesso de crítica, esse filme ajudou a solidificar a carreira do jovem Collin que está de certa forma odiável e
ao mesmo tempo compreensível em seu papel, você entende suas motivações e sabe
que ele está cumprindo seu dever, embora tenha no fundo uma pontinha de prazer em
estar perseguindo Anderton.
Talvez
uma das principais razões pela qual esse filme deva figurar nessa lista seja
toda a discussão que ele traz consigo, algo que nos põe a refletir sobre os
limites do que podemos entender como ética. Vale a pausa pra reflexão com todo certeza.
Sem falar o sem fim de referencias que ele acabou por gerar, talvez na época, devido ao sucesso de Matrix ele não tenha recebido a devida atenção, porém esse é, sem sombra de duvidas um filme que merece seu reconhecimento pela contribuição que prestou ao cinema.
“Por que
pegou a bola?
Porque ia cair.
Tem certeza?
Tenho.
Mas não caiu. Você pegou. O fato de você pegar, não muda o fato de
que ia cair.”