Salve, salve galera! Manda LP mais uma vez depois de
conseguir algum tempinho nos meus afazeres. E nesse tempo conseguido, resolvi me
dedicar a falar de duas coisas: a primeira, que é retratada no post de hoje é
mais um filme da coluna Veredito. A segunda, que se tudo correr como planejado
virá semana que vem, será um textinho de boa sobre filmes no geral.
Mas sem mais demora, vamos logo para o Veredito de 007
Contra Spectre:
"James Bond (Daniel
Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe,
M (Ralph Fiennes), tenha
conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas
atividades e que Q (Ben Whishaw)
instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba
sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda
de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação
pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre."

O agente double “o” seven é uma figura bem conhecida ao
longo de todos os seus filmes, não à toa o personagem permite que atores entrem
e saiam do papel, uma vez que James Bond tornou-se muito maior do que qualquer
ator. Então para começar, concordo com uma opinião que li em um dos grandes sites, o
filme tem um tom de como se quisesse finalizar a franquia. Isso Fez com que eu me perguntasse. Qual a necessidade
disso? Uma vez que o personagem é maior do que o ator, fazer algo desse tipo
reduz esse intuito. Posso afirmar sem sombra de duvidas que as histórias eram mais interessantes quando eram arcos
fechados, únicos, com começo, meio e fim em um só filme.
O que complica ainda mais, é que é de um jeito bem truncado que o diretor Sam Mendes se
presta a fazer o processo de amarração da franquia Craig: primeiro exemplo, ele faz um movimento meio que sem nexo para despertar
um trauma do agente, mas que parece ser feito tão na má vontade que o pensamento que fica é de que era melhor nem ter colocado. No segundo exemplo vê-se que vem dos primeiros filmes o vilão,
interpretado de jeito contido por Christoph Waltz, mas há só um
punhado de reminiscências, organizadas como plot twist, não basta
para recuperar a dimensão trágica do personagem, apresentada em Cassino Royale. No filme eles
abrem uma questão e de repente deixam de lado, algo que diga-se de passagem
deveria ser muito importante. Estou tentando ao máximo tocar em pontos que podem dar spoiler, ta difícil pacas.
Falando um pouco sobre atores agora, Daniel Craig está em ótima forma fazendo suas cenas de ação, quero dizer, ele corre e corre e em momento algum demonstra sequer estar ofegante, de forma que demonstra uma frieza mesmo diante das situações mais adversas. O problema é que nunca antes ele pareceu tão cansado, seja de representar o papel, seja do que for, dava para ler isso nos olhos do ator, por traz de qualquer expressão que ele fizesse.
Léa Seydoux entra no papel de bond girl e até que está bem, inclusive com momentos em que mostra alguma sedução e outros onde exibe algum tipo de força, ela está bem, para algo de padrão mediano. Quero dizer, ela não é nenhuma Rebecca Ferguson, em nenhum sentido, mas faz bem seu papel. É bem provável que eu é que tenha me acostumado mal neste caso em particular, com uma protagonista em filme de espionagem que faz de tudo um pouco, literalmente (é a bela, a agente, a motociclista, a lutadora, engana o protagonista) e agora qualquer coisa abaixo disso me pareça sem sal...
Dave Bautista, aparece inicialmente como um vilão clássico da série de filmes, porém rapidamente torna-se pouco aproveitado, isso porque os vilões do 007 costumam a ter um tom meio irreal, quem aí não se lembra do Jaws e seus dentes de aço no Rio de Janeiro? Bautista aparece no começo do filme munido com um acessório interessante: pontas de aço nos dedos. Infelizmente seus dedos com pontas metálicas são usados apenas uma vez, e então, no confronto direto com Bond eles nem aparecem mais em suas mãos.
Léa Seydoux entra no papel de bond girl e até que está bem, inclusive com momentos em que mostra alguma sedução e outros onde exibe algum tipo de força, ela está bem, para algo de padrão mediano. Quero dizer, ela não é nenhuma Rebecca Ferguson, em nenhum sentido, mas faz bem seu papel. É bem provável que eu é que tenha me acostumado mal neste caso em particular, com uma protagonista em filme de espionagem que faz de tudo um pouco, literalmente (é a bela, a agente, a motociclista, a lutadora, engana o protagonista) e agora qualquer coisa abaixo disso me pareça sem sal...
Dave Bautista, aparece inicialmente como um vilão clássico da série de filmes, porém rapidamente torna-se pouco aproveitado, isso porque os vilões do 007 costumam a ter um tom meio irreal, quem aí não se lembra do Jaws e seus dentes de aço no Rio de Janeiro? Bautista aparece no começo do filme munido com um acessório interessante: pontas de aço nos dedos. Infelizmente seus dedos com pontas metálicas são usados apenas uma vez, e então, no confronto direto com Bond eles nem aparecem mais em suas mãos.
Mas não serei apenas negativista, o filme tem coisas muito
legais, eu estava assistindo na segunda vez com um amigo meu, e ele virou pra
mim e disse:
“É o Vaticano! Como eles conseguiram filmar no Vaticano?”
Além de toda a primeira cena, desde a parte do helicóptero no
México até cada detalhe do dia dos mortos que impressionam a gente um bocado. Uma coisa é certa, os cenários são incrivelmente bem trabalhados principalmente na cena de abertura, onde trilha sonora, cenário e sequencia de ação trabalham muito bem juntas.
É um filme ruim? De forma alguma, é só que sendo James Bond é esperado algo pelo menos um pouco acima da média, o que não ocorre, muito devido a má vontade de roteirista e diretor.
Por mais que eu não quisesse, infelizmente eu terei de fazer uma comparação com um outro filme desse ano que na minha opinião foi muito melhor. Acho até que vocês sabem qual...
Por mais que eu não quisesse, infelizmente eu terei de fazer uma comparação com um outro filme desse ano que na minha opinião foi muito melhor. Acho até que vocês sabem qual...
Não, nem vou citar as cenas sem duble, vou citar apenas um
personagem, Ilsa. Algum tempo depois de MI5, bem depois que digeri o filme, eu percebi algo muito impressionante. A personagem meio que trouxe uma nova forma de as atrizes agirem em filmes protagonizados por homens, onde não necessariamente elas roubam a cena, roubam o brilho e sim trabalham em conjunto com os mesmos a fim de tornar a franquia melhor. E desculpem-me, mas façam mais filmes com personagens como a Ilsa, sim? Onde tanto ela quanto Ethan brilham de maneira muito igualitária.
Selo Cameron: É um filme mediano, não acrescenta muito, nem traz nada que impressiona de fato, seja a trilha do Sam Smith, ou os efeitos, ou mesmo os carros.