Nós nos erguemos para proteger os humanos. Porém, esse é o
problema de se lutar pela verdade e justiça, as vezes parece que a luta não acaba.
Ainda assim um dia a batalha sem fim vai se encerrar e não haverá mais ninguém para
cobrar justiça.
Estive fora por todos esses dias devido a uma doença. Que já
está no passado e agora eu me reúno mais uma vez a Liga da Justiça para falar
do último lançamento da DC, Mulher Maravilha.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta pela Alê, Carol,
Clay, Juju, Pâm, Teca e pela Tami e por este símbolo de esperança que vos escreve.
E finalmente a DC pode se ver livre das perseguições desaforadas
do Rotten Tomatoes, o que não é definidor, mas ajuda um bocado uma vez que este
tem 92% no tomatometro, o que quer que isso signifique. E aproveitando a boa
maré, o post de hoje será dividido em atuação e roteiro e alguns easter eggs,
porque não pode faltar.
“Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana
Prince (Gal Gadot) nunca saiu da
paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o
piloto Steve Trevor (Chris Pine) se
acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes
está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o
conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de
seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.”
Roteiro: Eu confesso que tive muito receio com
relação a esse filme. Pra começar eu sou fã da DC, sempre fui e sempre serei, o
problema é que a Warner Bros é uma empresa e como qualquer empresa precisa
gerar lucros se quiser sobreviver. Eu adoraria que ela continuasse com seus
filmes inteligentes, ousados e dark, porém o grande público não fica agradado e
não vai ao cinema o que não gera receita. A Warner precisava se reinventar de
alguma forma e escolheu um filme não muito fácil para isso.
Nós sabemos da representatividade que existe nesse filme e o
peso que ele carregava, pelo simples fato de que se falhasse, os filmes com
protagonistas femininas seriam novamente jogados ao limbo em ambas as editoras.
Se vocês derem uma rápida pesquisa na net verá que o roteirista que encabeçou
tudo isso é o novo deus da detective comics, Geoff Johns e vou reiterar isso quantas vezes for preciso, esse
cara vai levar a gente ao nosso merecido lugar.
Sim o roteiro é simples. Sim, ele faz uso de uma formula de história
de origem bem conhecida por todos e por isso acho difícil alçar esse como a
melhor adaptação da Warner não chamada O Cavaleira das Trevas, com certeza é a
mais coerente e encanta pela simplicidade, agora melhor? Acho os acontecimentos
do roteiro todos bem justificados, desde o amor dela pelas batalhas que só
aumenta por ser superprotegida, até a descoberta dos poderes e sem dúvida a
necessidade de partir atrás do Steve pra caçar o deus da guerra. E a gente tem
de enfatizar que existe sim uma diferença de tom entre esse filme e Batman v.
Superman e nem digo na paleta de cores, já que isso não influencia tanto quanto
você ver o vilão enfiando uma lança no peito do protagonista que sofreu o filme
inteiro por ninguém acreditar nele.
Neste filme Patty
Jenkins bebeu muito da fonte do Superman de 1978, uniu com um elenco bem
diversificado, tanto na ilha paraíso, quanto em meio aos homens e isso
contribuiu e muito para a conexão de quem assiste com o que está rolando na película.
E o melhor é que cada um dos elementos do filme casa bem com a história,
estando todos orbitando em torno da guerra que é o que molda de fato o caráter da
Diana, talvez no fim das contas o grande contraponto da heroína tenha sido a primeira
guerra mundial e não Ares, que infelizmente em conjunto com a Dra. Veneno e o
general Ludendorff ficam um pouco abaixo do longo cardápio de grandes vilões
que o estúdio costuma apresentar.
É galera, vale ressaltar as cenas de comedia que o filme
possui e que na verdade funcionam que é uma beleza. Não no padrão Marvel que
tem a péssima mania de enfiar tantas piadas no roteiro que acabam prejudicando
o andamento do clímax do mesmo. Ao passo que tem de se destacar a maneira com a qual a diretora leva a historia da ilha paraíso, um lugar idílico, colorido e belo, para o reino dos homens.
Perguntas: Se ela termina o filme acreditando no amor,
porque ela não nos ajudou na segunda guerra?
E vocês se lembram do meu funeral lá em Batman vs Superman?
Ela diz ao Batman que os homens fizeram um mundo onde ficar juntos era impossível,
como diabos ela fala isso, depois de acabar o filme acreditando no amor?
Personagens:
Gal Gadot: Não,
eu não vou ficar falando aqui que ela lacrou, que ela é diva e blá, blá, blá
porque eu nem considero isso elogio de gente. Mas sim, a Gal deitou no papel, não tem como negar pelo simples fato dela ter
entregue duas personagens distintas tanto no BvS quanto no seu filme solo.
Sendo em um mais cansada, mais desgastada e no outro mais ingênua, além de
fisicamente conseguir representar bem o que nos vemos em diversas mídias, como
nos desenhos animados e em varias HQs. Isso sem contar

Tanto Danny Houston
quanto David Thewlis e a própria Elana Anya, aparentam ser apenas peças
de um motor que realmente se opõe ao otimismo da Mulher Maravilha, de forma que
a impressão que fica é que suas atuações são pontuais apenas para incrementar o
horror do que é a natureza humana.
Easter Eggs:
Origem: Tal qual
nos quadrinhos dos Novos 52, Diana também é uma semideusa aqui, filha de Zeus
com a rainha Hipólita.
Ann Wolfe: Sim,
ela é uma boxeadora negra, mas esse não é o ponto. O ponto é que ela é uma
amazona de nome Artemis e foi dito que em Liga da Justiça, a deusa da caça homônima
tem o físico descrito de forma bem parecida com a atriz. Agora o ponto: Se Ares
matou todos os deuses, como Artemis sobreviveu se ela for mesmo a deusa? Bom
isso abre espaço para a possibilidade de os deuses voltarem.
Superman de 78:
Sim meus amigos, esse filme bebe bastante da fonte otimista que foi o Superman
do Reeve, tanto na cena do beco,
quanto no visual com óculos e com o chapeuzinho que ele usa quando está disfarçado
de Clark.
Uma pergunta as lindas mulheres que viram esse filme, mas sejam sinceras.
Vocês gostaram dele pela qualidade ou apenas por representar vocês na grande tela?
E não galera, simbolicamente Mulher Maravilha foi grande, mas ela não salvou o DCEU, pelo menos não em termos de bilheteria, a responsa está nas costas da Liga da Justiça, mas o cara ai de cima sabe o que faz.