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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Veredito: Valerian, e a Cidade dos Mil Planetas

Salve, salve galera! Sim, seu amado e querido Superman retornou dos mortos...
Na verdade, minha ausência pode ser explicada pela soma de dois fatores distintos, primeiro: julho já é um mês em que Hollywood costuma a ficar mais parada no lançamento de filmes, pelo menos nos grandes sucessos que costumam aterrissar em terras tupiniquins. Segundo é que eu tava com uma preguiça do caralho pra voltar a escrever.
Agosto já está entre nós faz um tempinho e a verdade é que houveram pelos menos dois lançamentos que eram sim dignos da minha atenção, Baby Driver e o ultimo Planeta dos Macacos, porém, somente agora dia 10, é que estreou algo que verdadeiramente me chamou atenção.
A realidade é que mais do que chamar atenção, esse filme falou comigo e normalmente quando fazem isso eu dou ouvidos. Então é isso ai galera, estou de volta e trazendo até vocês Valerian The City of a Thousand Planets ou em português, Valerian, e a Cidade dos Mil Planetas.
“Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergalácticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta. ”
Mano, aqui pra nós. É sempre foda ter que ver esse tipo de filme nas telas. Ele sofre exatamente do mesmo problema de Ghost in the Shell e vários outros trabalhos, onde a gente vê que a história de origem é super importante, mas agora até parece estar copiando o material que influenciou.
Ah, não sabe de onde vem esse filme? Busque na internet...
O mais importante aqui pra começar é saber que o filme conta com a direção de Luc Benson, sim, aquele cara do 5º elemento, que é um filme adorado por todo mundo que assiste e que surpresa, bebe dessa mesmíssima fonte. É foda, porque logo de cara a abertura do filme, além de mostrar bem o que o diretor quer passar, ela é bem-feita demais, autoexplicativa, tem David Bowie e define a direção em que nós evoluímos.
Sim, o filme tem conceitos que a gente já viu em vários lugares, mas como material de origem de tantas coisas ele vai além, muito além e traz possibilidades incríveis, infelizmente ele comete um erro fatal, a história possui tanto excesso de detalhes e informações que acabam tirando muito o peso do que está acontecendo e passando uma sensação de "encheção" de linguiça, o que é estranho porque o filme também passa a sensação de ter muita coisa interessante para se abordar.
E, sim, a história é simples, ainda assim não chega a ser ruim, só que não é bom também. Vejam, um dos defeitos que já dá para apontar logo de cara é o péssimo desenvolvimento dos dois protagonistas. Eu tive o feeling de que o diretor correu com tudo, porque não tinha certeza de que esse filme arrecadaria grana para virar uma franquia, então ao invés de tentar fazer uma relação que abre e fecha nela mesma, mas que tem espaço para se desenvolver no futuro, não, ele mata tudo em um único tiro.
Não concordo com a crítica que vê esse filme como enfadonho, depois de um ponto devido a esses mesmos excessos, uma vez que para mim esses excessos são bem pontuais, ocorrendo apenas em dados momentos em que você poderia dizer que dava para passar sem aquilo. Para este que vos fala, o maior problema mesmo está na trama fit que se desenrola sem muitas expectativas.
Do lado das atuações, não dá para elogiar, mas também não tem como reclamar, uma vez que ela se limita a uma passagem nem fede nem cheira, sabem? Dane DeHaan que faz nossos heróis tipicamente cafajeste, habilidoso e com uma posição superior a Cara não impressiona, assim como a própria ex-modelo que também parece bem mal temperada. Ao passo que Rihanna não pode de forma alguma ser chamada de atriz.
Contudo, se há algo nesse filme que faz com que tiremos o chapéu, sem dúvida nenhuma são os efeitos, é a parte técnica. A cena de abertura do planeta, a construção das raças, da cidade dos mil planetas impressionam de uma forma que eu posso afirmar sem medo. Este é um dos trabalhos mais sublimes que eu já tive o prazer de pôr os olhos. A quantidade de objetos expostos, as cores, de fato ele faz com que valha a pena você gastar seu suado dinheirinho assistindo em 3D, 4D, IMAX ou o que for.
Eu confesso que fiquei sem palavras, tanto na cena do planeta costeiro, com suas maravilhosas praias de cores deslumbrantes. Quanto a cena de perseguição na cidade em outra dimensão, onde somos agraciados com um dos conceitos mais geniais e transportado de maneira magistral para as telas.
Minha avaliação final é que falta um senso de ameaça e urgência que o trailer conseguiu dar mais do que o filme em si, porém de alguma maneira bizarra, a estética e os conceitos potenciais do filme até conseguem compensar.
Sim, eu sei que você é um preguiçoso e não foi procurar nada sobre essa obra, então aqui vão algumas informações:
“É baseado na clássica saga de histórias em quadrinhos ‘Valerian et Laureline’, escrita por Jean-Claude Mézières e Pierre Christin. ”
“Valerian completa em 2017 seus 50 anos de existência. Sim, mais antigo que Star Wars! ”

  • Valerian é tipo aquele(a) namorado(a) psicótico(a), que tem algum tipo de atrativo que te impede de terminar com ele(a). Sexo gostoso, altamente inteligente... Você até consegue manter por um tempo graças a compensação, mas rapidinho desanda. Selo Cameron (3/5)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Veredito: Kong, Ilha da Caveira

Salve, salve galera! Me desculpem esse mês de ausência, infelizmente meu computador deu pt e eu estava sem dinheiro pra comprar um novo. Mas a granolina já caiu na conta, já comprei um notebook e estou de volta meus amores.
É verdade que o mês de março foi um dos mais movimentados no que diz respeito a cinema, todo fim de semana tinha uma estreia nova. Obvio que irei tirar o atraso e fazer o veredito de todos eles, a começar por esse que vocês já leram no título – dã – bora lá?
“1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição a uma tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson). ”
Vou ser bem honesto com vocês, meus leitores. Eu não assisti Pacific Rim, na moral, mesmo eu tenho um limite do que pode se considerar “brega” e Círculo de Fogo ultrapassa. Porém eu assisti Godzilla e até gostei, embora seja um filme muito escuro e o monstro gigante apareça bem pouco. Resolvi dar uma chance a King Kong pelo simples fato de ser um filme que prometia mais tempo de tela para o verdadeiro astro, o gorila.

Para começar falando do diretor, me vejo obrigado a concordar com o omelete que o descreveu como uma versão soft porn do Zack Snyder... E até em termos de vender seu peixe no estúdio, já que o cara só tinha um filme no currículo e ainda conseguiu convencer a Warner a deixa-lo dirigir esse. Tanto verdade que o cara insere no filme toda uma homenagem a cultura pop moderna, altas doses de referências a Apocalypse Now, cultura japonesa, games, quadrinhos...
E a estética do filme galera, está impecável, os efeitos são muito bons, o Kong consegue se manter bem linear no tamanho dele. Logo a primeira cena do filme é de cair o queixo e mostra o naipe do que vamos acompanhar. O embate entre o japonês e o americano, ao fundo um sol quase
avermelhado, sendo encoberto pela cabeça gigantesca de um macaco. Eu fiquei tipo: “Fuck! Que incrível! ” E todas as aparições do gorilão seguem a mesma receita incrível, seu embate contra os militares que revela um jeito divertido de mostrar a violência, sem muita escandalização.
Da pra ver que o diretor não é nenhum pouco focado no drama, alias a condução do filme se dá de maneira tão simples, com a narrativa se intercalando entre heróis e vilões, ao passo que a parte humana se detém numa busca e regate, mas é interessante notar que toda essa simplicidade na resolução dos problemas acaba ajudando no decorrer do filme, visto que torna menos poluído e cansativo deixando você se concentrar mais no Kong.
Talvez a maior fraqueza do filme esteja no fato de que o elenco de suporte seja muito mais trabalhado do que o suposto elenco principal, composto pelo Tom Hiddleston e pela Brie Larson de forma que eles são dispensáveis para o andamento da história, por assim dizer. Por outro lado os personagens secundários são infinitamente melhores, com piadas internas e um certo drama que une os jovens soldados na expectativa de voltar para casa.

O próprio Samuel L. Jackson está com o arquétipo básico de vilão, um soldado que só sabe lutar, só conheceu a guerra e se sente sem propósito quando esta acaba, ao mesmo tempo em que é protetor com seus garotos não deixando que nenhum dos seus soldados fiquem para trás.

A gente sabe que o filme é um blockbuster leve e despretensioso que tenciona iniciar uma franquia e que pretende empolgar pelos exageros, e sinceramente, consegue, quero dizer no final do filme nos vemos o Kong usando ferramentas como armas, nesse momento eu confesso que fiquei até sem palavras.

  • Selo James Cameron (3/5) A gente meio que sabe o que esperar desse filme, que ele vai ser bem raso no roteiro e vai pisar fundo nas cenas de ação e nos efeitos especiais, mas ainda assim dava pra ter se aprofundado um dedinho ou dois nos personagens do Loki e da Capitã Marvel, será que não dava não?








quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Veredito: Animais Fantásticos e Onde Habitam


Salve, salve galera! Manda LP trazendo até você o veredito de Fantastic Beasts and Where to Find Them ou no português, Animais Fantásticos e Onde Habitam (no popular Harry Potter e os bixo)
Eu demorei pra trazer esse filme até você, muito pelo fato de que assim que saí do cinema, tive certeza absoluta que era o melhor filme deste ano, mas precisei ter certeza que esse julgamento não era feito de maneira provinciana, então assisti ele mais duas vezes e minha conclusão foi a mesma. Esse é o melhor filme do ano.
“O magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York trazendo consigo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-americana, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que seus colegas ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.”
Pois bem galera, bora falar desse, que na nada humilde opinião deste que vos escreve, é o melhor filme do ano. Verdade seja dita sobre esse filme: eu não sabia absolutamente NADA sobre ele. Primeiro eu confesso, por uma falta de interesse da minha parte, segundo que a Warner, diferentemente do que fez com a DC, soube segurar muito bem o seu universo baseado no mundo bruxo.
O filme marca a estreia da J.K. Rowling como roteirista e ela, temos de ser sinceros, é uma aberração da natureza, um daqueles gênios que surgem de tempos e tempos com uma capacidade ímpar de produzir muito bem alguma coisa, seja o que for, enquanto quem assume a direção é David Yates, responsável pelos quatro últimos filmes da franquia Harry Potter, logo juntou a criadora com o cara que já manjava bem como mexer com o mundo bruxo. O que poderia dar errado?
Nada! O filme tem uma das narrativas mais bem amarradas que eu já vi, diferentemente de 95% dos filmes desse ano que possuem cortes em seus arcos secundários que deixam o espectador confuso e por vezes frustrado, Animais acompanha cada protagonista antes de cortar para a próxima etapa da história, concluindo com extrema perfeição todos os arcos. Você começa seguindo Newt e percebendo como a história, outrora inocente vai tomando proporções mais graves. A maneira como a história foi conduzida é sem dúvidas um dos pontos positivos do filme. Logo em seguida posso citar o tom, que muitos acharam um tanto indeciso. Eu discordo, eu esperava um filme que remetesse a inocência infantil de Harry Potter, mas não foi isso que vi. Existe sim uma inocência, mas é aquela tipica de protagonista, nada restrito a idade do público e as piadas, bom, o humor britânico costuma ser bem ruim, mas reparei que nesse filme não há nada escrachado, o timing dos atores, principalmente do Dan Fogler que serve justamente de alívio cômico está na medida, sem precisar se humilhar demais por exemplo, para fazer o humor acontecer.
Na linha dos efeitos especiais, eu friso como é interessante o quanto eles conseguem fazer a experiência com as magias ser tão imersiva, como na cena dos elfos domésticos, sendo que ocorrem várias vezes aqueles cenas com objetos mágicos animados de uma forma que desperta o encanto e a imaginação de quem assiste. Vale ressaltar uma coisa muito boa por parte da direção, ainda no primeiro minuto do filme você já vê quem serão os personagens no qual a história vai girar, uma pegada genial por parte do diretor, que nem costuma ser tão bom assim.
Em suma, a parte tecnica, de efeitos, atuação e mesmo o disgn visual do filme está simplesmente perfeito. Talvez o maior problema seja uma falta de trilha sonora marcante, uma vez que o filme faz apenas uso de alguns acordes da trilha original.
Costumeiramente eu não faço isso, mas vou abrir uma exceção.Irei analisar separadamente cada personagem:
Eddie Redmayne: Eu não escondo de ninguém que odiava ele com todas as minhas forças por causa de O Destino de Júpiter, um filme que só de pensar eu já me estresso a ponto de perder o dia por causa da raiva. Porém, depois que ele ganhou o óscar eu me vi obrigado a dar uma outra chance ao ator e depois de ver outros filmes com ele passei a achá-lo apenas fraco, o ódio por aquele filme ainda queima, ainda bem que Animais veio para mudar minha opinião sobre ele. Newt aparece com um personagem de extremo carisma e jeito inocente que vai conquistar a todos. Talvez de todas as características, seu amor pelos animais na dança do acasalamento e em seu desespero quando levam sua mala, seja os pontos que fazem com que adoremos o personagem de Eddie.
Katherine Waterston: Par amoroso do protagonista. Adorei a forma como ela foi construída para a história, tendo suas particularidade retratadas de uma maneira que não houve disputa pelo tempo de tekal, nós sabemos o que há motivou a agir como ela agiu lá no final do longa, com uma história no mínimo comovente a respeito.
Dan Fogler: Personagem que serve como alívio cômico e ponto para o mundo bruxo, dando base para as explicações que se fizerem necessárias ao longo da história, além de retratar na tela o que o espectador sente quando vê a magia acontecendo. Mesmo não possuindo poderes e sendo o principal responsável por trazer os momentos de humor, em nenhum momento Kowalski fica humilhado no meio da trama, tendo mais uma vez um bom desenvolvimento, como todos os outros e sendo muito bem aproveitado.
Alison Sudol: A irmã de Tina, gosto da forma como a química entre ela e o trouxa funciona. A relação novamente é pura e inocente e meio que de superação, como de praxe, porém é bem explorada.
Colin Farrell: Deus sabe como eu queria que esse cara fosse o Grindewald, o bixo sabe fazer um vilão. Na verdade quando vi o trailer eu queria que ele fosse herói pela possibilidade de ele ser o primeiro herói fodão e ativo de uma série de filme, mas com o decorrer do filme eu quis que aquele final se invertesse, Farrell consegue como poucos interpretar um cara e odiável, eu adorei.
Ezra Miller: Pois é, quem diria hein. A despeito do que o Omelete falou, e eu cantei, o personagem dele não foi despirocado. Ezra deu um show de versatilidade, com seu personagem quase autista que conquista você desde o primeiro segundo que ele aparece, devido muito a suas expressões e trejeitos.
Johnny Depp: Diferentemente da maioria que passou a odiar o Depp por causa do que ele fez com a esposa, eu já não gostava dele bem antes disso. Pois bem, dito isso eu preciso dar o braço a torcer, embora a razão pela qual ele queria o obscurus não ter ficado exatamente clara, eu gostei da sua aparição no final. Notei que algumas pessoas disseram que ele estava exagerado, bom com apenas duas linhas de fala não dá pra julgar se ele vai ser o de sempre, quanto ao visual, eu especulo que aquele jeito meio esquisito, quase artificial seja uma consequência de se mexer com magias das trevas, assim como Voldemort também era anatomicamente bizarro…
Eu tenho fé na J.K. e acredito que ela consegue fazer uma sequência de mais quatro filmes desse universo.


  • Único filme do ano que merece nota máxima e se você ainda não assistiu seu derrota, vai logo pro cinema! Selo Fincher nele (5/5)





quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Veredito: Cegonhas, a história que não te contaram

Salve, salve galera! Nesses últimos meses houveram várias estreias no cinema e como eu estou numa pegada de postagens mais regulares eu estou aqui de volta para mais uma coluna Veredito e dessa vez trazendo para vocês o filme de animação Storks ou em português, Cegonhas, a história que não te contaram. (Qual o problema com esses títulos?)
“Cegonhas entregam bebês... ou pelo menos costumavam. Agora elas entregam encomendas para a gigante global da internet Cornerstore.com. Júnior, um dos principais entregadores da companhia, está prestes a ser promovido quando acidentalmente ativa a máquina que faz bebês, produzindo uma adorável e totalmente não autorizada bebê. Desesperado para entregar esse presentinho antes que o chefe descubra, Junior e sua amiga Tulipa, o único humano na Montanha das Cegonhas, correm para fazer sua primeira entrega de bebês em uma viagem selvagem e reveladora. Isso poderá fazer mais do que apenas iniciar uma família, mas também restaurar a verdadeira missão das cegonhas no mundo. ”
A Warner não é um estúdio famoso pelas suas animações. Não mesmo! E assim que eu coloquei os olhos nesse filme eu pensei: “Os diretores deveriam ser presos só de cogitarem fazer uma animação. ” E desde sua estreia eu queria muito ver esse filme, tal qual uma pessoa que vê um acidente, mas não consegue tirar os olhos, eu estava certo do desastre, mas queria estar lá no cinema para testemunhar. E que gozado, esse já é o segundo filme de animação não pertencente ao universo DC que é bom.
O filme já começa firme com seus protagonistas e consegue esclarecer pontos abertos em sua trama de maneira rápida e eficaz, como toda boa animação deve fazer, nada de didática exagerada para quem ainda come meleca de nariz, mas o melhor de cegonhas está no fato de conseguir acertar o tom para todos os públicos, sim isso mesmo que você leu. TODOS os públicos. Chocados? Imagine eu. Cegonhas possui um humor refinado, quase como o meu, é discreto, você ri sem nem ao menos perceber que está rindo e tudo acontece por meio de referencias, isso para mim que sou mais ou menos adulto, para as crianças o humor fica por conta das situações absurdas como todas que envolvem os lobos, por exemplo. Ao passo que Tulipa, a órfã desastrada e Junior (surpreendente que todas as cegonhas com nome tenham um estereotipo empresarial, como chefe que se chama Rocha, se tivesse alguém chamado Almeida ia ser perfeito) formam um casal improvável na tentativa de entregar o bebê gerado por acidente. Isso inclui uma fala que poderia até virar textão do facebook, quando a cegonha diz: “Você fez, você cuida. ” E na real, foi literalmente ela quem fez o bebe, com uma máquina e tudo mais.
A família que espera a criança também tem muita relação com nossa realidade, os pais trabalham em casa e tem pouco tempo para seu único filho, que para fugir dos típicos clichês, sabe usar colocações que pegam os pais de calças curtas de maneira que me soou quase como um Calvin e Haroldo tamanha a perspicácia do Nando...
Na parte estética, o visual é impressionante, as cenas em plano aberto dos voos das cegonhas, até o movimento de cada personagem quando a câmera dá um enfoque neles, tudo é muito bem feito, não devendo nada nem para o estúdio do Rato, nem para o do Pescador, tão pouco para o do Esquilo com dentes de Sabre.

Como o final é típico de toda animação, bem sentimental, o que mais vai diferenciar essa das demais é sua conexão com elementos modernos, seu senso de humor refinado e seus personagens caricatos do nosso cotidiano. Uma pena que a falta de tradição talvez não faça esse filme ter o reconhecimento que merece, mas quem sabe pode ser o abre alas para mais animações do grupo dos irmãos.


  • Selo Coppola: Com um senso de humor refinado e temas modernos, Cegonhas consegue ser uma surpresa muito agradável. 4/5


Veredito: O Orfanato das Crianças Peculiares

Salve, salve galera! LP trazendo até vocês mais um filme, dessa vez nós vamos falar de Tim Burton e seu mais recente lançamento Miss Peregrine's Home for Peculiar Children ou em português, O Lar das Crianças Peculiares (Não tinham um título maior não? Quem sabe Animais Fantásticos e onde habitam?)
“Quando seu querido avô falece deixando pistas sobre um lugar mágico, Jacob viaja para uma ilha galesa e encontra um orfanato abandonado. Lá, o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer o local e os seus moradores: crianças com poderes especiais conhecidas como peculiares e a Senhorita Peregrine, uma peculiar que comanda o orfanato e cuida dos jovens. Jacob também conhece os inimigos poderosos de seus novos amigos, e, em última análise, descobre que apenas a sua própria peculiaridade especial pode salvá-los. ”
X-Men doidão, não há maneira melhor de definir esse filme, serio. Ainda que durante as duas horas de duração do longa eles se recusem a utilizar o termo superpoderes. Eu confesso que a primeira vez que fui ver eu já pensei: “Ótimo, mais uma criação esquisita do Tim Burton. ” A verdade é que eu não sou fã do diretor, pelo simples fato de achar que ele se repete muito, inclusive nos atores, a minha sorte é que estou aprendendo, e recomendo que os colegas que forem falar de filmes aprendam também, a deixar os preconceitos de lado. Graças aos meus amigos eu fui assistir esse filme no 4D e na segunda vez, qual foi minha surpresa com a obra? Ele é uma adaptação de um livro, que ao que me parece foi escrito para ser dirigida por Tim Burton, mas segundo minhas amigas que leem bastante ele ignora certos acontecimentos que ocorrem em sua versão de papel, por isso, agora que vamos entrar no roteiro eu vou ignorar o fato de ela ser uma obra adaptada.
Eu não acho o Burton um diretor muito bom, ele tem sim seus méritos e ótimos trabalhos, mas eu acho ele um tanto quanto repetitivo, seja com os atores ou com a estética, mesmo com o argumento dos filmes que ele está envolto e pasmem, a primeira vez que eu fui conferir eu tive essa mesma visão. Nem mesmo eu estou imune a preconceitos, porém na segunda vez eu fui com a cabeça disposta a ver um filme que tinha sido escrito para o Tim Burton e não escrito por ele e me surpreendi muito positivamente.
O filme começa bem clichê, com uma formula bastante repetida de um garoto deslocado que se encontra mais à vontade no meio de desajustados com poderes (aqui cabe a enorme semelhança aos X-Men, incluindo uma versão feminina no professor X) existe também um elemento que estimula o personagem a adentrar nesse mundo novo, no caso o avô nada que seja inédito. Achei interessante a forma equilibrada que cada personagem dispõe na tela, de forma que nenhum, a não ser o casal de protagonistas, possui tempo a mais e ainda assim cada uma das crianças é descrita e trabalhada, mas não explorada em seu verdadeiro potencial, um verdadeiro feijão com arroz, é gostoso? Sim. Vai surpreender seu paladar? Nem um pouco.
Não sou muito de me atentar a estética do filme, mas não há como não ver uma veia saltada do diretor na tela, desde a chegada a cidadezinha onde a trama vai se desenrolar, a passar por algumas cenas bizarras envolvendo vilão Samuel L. Jackson que está caricato e divertido no papel, provando que se você quiser impulsionar qualquer produção, basta colocar o cara. Ao passo que tanto Emma, quanto Asa estão muito bem na proposta que o filme tenta passar, mas repito, eu não li o livro, estou julgando como uma produção independente e não como uma adaptação, logo fãs puristas, não me peguem pra Cristo. Há momentos de risadas e mesmo uma espécie de batalha de Nova York que vai entreter facilmente a criançada e vai além, com momentos de tamanha bizarrice, com um garoto Necromante (não sabe o que é isso? Seu poser de nerd) que vai agradar mesmo os ferrenhos que adoram o diretor.

Vale ressaltar também como a Eva Green está interessante em seu papel de severa, porem ponderada cuidadora das crianças. É engraçado o quanto esse filme é bem equilibrado, ele é bom, mas não chega a ser fantástico, talvez no máximo... peculiar. 




  • Selo Cameron 3/5: Não tenho o que comentar, minha melhor piada já está lá em cima...





segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Veredito: Star trek - Sem Fronteiras

Salve, salve galera! LP retomando com coluna Veredito de volta mais uma vez, provando para a crítica que nenhuma coluna fica abandonada nesse blog por muito tempo.
No veredito de hoje eu vou avaliar, como vocês já devem ter percebido, o filme Star Trek: Beyond ou no português, Star Trek – Sem Fronteiras.
“A tripulação da USS Enterprise está no meio de sua missão de cinco anos pelo espaço quando é atacada por uma poderosa espécie alienígena desconhecida, forçando o abandono da nave. A tripulação sobrevivente fica presa em um planeta também desconhecido sem nenhum meio aparente de resgate, entrando em conflito com um inimigo que nutre um imenso ódio contra tudo o que a Federação Unida dos Planetas defende e representa.”
Eu não posso deixar de achar interessante a forma como Star Trek, principalmente esse mais novo representa figurativamente o tempo das antigas navegações e já vou traçar o paralelo para vocês entenderem. Para começar a gente precisar colocar os pingos nos Is. É fato que J.J Abrams fez um excelente trabalho ao trazer a franquia de volta a vida, mas onde ele verdadeiramente acerta é quando larga de ser diretor e passa a produção ou seja, é quando ele deixa o roteiro a mão de Simon Pegg e do diretor Justin Lin, sendo o primeiro como rezam as lendas um nerd trekker quase religioso, enquanto o diretor se envolve mais de maneira emocional.
O que eu acho mais engraçado de acompanhar em um roteiro escrito por um cara que atua no elenco é a forma como ele puxa a sardinha para si mesmo, dando uma maior linha de diálogos para seu personagem, mas isso acontece de maneira tão discreta e bem feita que eu comparei a sutileza do humor britânico, onde você tem que se esforçar para perceber que está ali. Além do toque de humor que há neste filme.
Seguindo as linhas do filme anterior onde estavam de saída para um missão de cinco anos, aqui eles já se encontram no terceiro ano da missão e é aqui que há o paralelo com as navegações, uma vez que isolados do convívio com outras raças, tendo apenas a própria tripulação como companhia, o filme retrata o que vem a ser a perda de identidade, o questionamento sobre “o fim” do universo infinito. O plot twist vem quando eles chegam a base espacial – que diga-se de passagem foi muito bem montada – e atendem a um chamado de socorro que evidentemente se mostra uma armadilha. Em um bem orquestrado combate entre a Enterprise e a nave do malvado Krell, interpretado aqui por Idris Elba, que graças a maquiagem está irreconhecível, o capitão e sua destemida tripulação se veem obrigados a pousar no planeta. Vale frisar a quantidade agradáveis surpresas agradáveis que nós temos durante o desenvolver da histórias que servem para deixar a trama melhor amarrada, o vilão mais motivado em agir daquela forma e o roteiro mais coeso.
A liberdade com a qual Pegg tratou esse roteiro tem de ser admirada porque funcionou muito bem, nesse filme nós vemos a trama se passar muito mais em terra, além de ocorrer uma cisão p0or parte do que seria esperado. Os personagens acabam se dividindo em duplas e quem diria? Spock e “Magro” acabam por ficar juntos e a coisa funciona, vale realmente bons momentos de risada. E o toque final no roteiro fica por conta das homenagens bem feitas, tanto a Nimoy, quanto a Anton Yelchin que por ficar de dupla com Kirk, acaba ganhando um maior destaque.

Bom, mas como nem tudo na vida é açúcar e caramelo, temos que citar as parte do filmes que não são tão boas, em primeiro lugar, sabendo como são os fãs da série, eu tenho uma péssima notícia que vocês já devem ter visto no primeiro trailer, a nave é destruída... de novo, essa repetição as vezes enche o saco! As cenas infelizmente são bem escuras e tem um 3D desnecessário que não funciona bem talvez por ter sido mal executado. Do outro lado jogando um balde de agua fria no trabalho do diretor, que é famoso por empregar uma grande diversidade no elenco, vide seus trabalhos em Velozes e Furiosos, me arrisco a dizer que a diversidade não vem por conta dele e sim porque desde o primeiro filme a tripulação já tinha uma pegada multicultural.

Concluindo, Star Trek pode enfim tomar um rumo de forma que sua vida estenda-se longa e prospera no mundo do cinema, dependendo apenas da bilheteria, porque em termos de qualidade ele está bem garantido. Vou até aproveitar o espaço para polemizar, bilheteria não é sinônimo de qualidade, correto? Correto. Porém apenas bilheteria é sinônimo de continuação, vide Mad Max, que foi um filme revolucionário, mas que infelizmente terá uma continuação...
  • Selo Coppola: Acredito eu que este é o melhor filme da nova série revivida pelo J.J, acho que para ser mais perfeito o vilão poderia ser interpretado pelo Benedict. (referencias... nunca me canso delas) Uma obra perfeita para fãs e mesmo para quem quer se arriscar por esse solo.


sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Veredito: A Lenda de Tarzan


Salve, salve galera, olha o LP fazendo o inacreditável, mais um texto e rápido até! Bom hoje eu trago pra vocês o retorno da coluna veredito. Hoje vamos avaliar um filme que estreou agora no final de julho, do estúdio Warner Bos. A Lenda de Tarzan, no original The Legendo f Tarzan.
“Já se passaram muitos anos desde que o homem conhecido como Tarzan deixou as selvas de África para viver em Londres como John Clayton III, Lorde Greystoke, junto de sua esposa, Jane Porter. Agora, foi convidado para regressar ao Congo para servir como emissário do Parlamento, sem perceber que é apenas um peão numa convergência letal de ganância e vingança, engendrada pelo corrupto Capitão Rom. ”
Eu soube que dois anos atrás havia saído uma versão do Tarzan e achei até estranho pelo fato de não ter ideia desse filme, daí eu soube que foi um fracasso tão retumbante que saiu em um circuito baixíssimo de cinema, então realmente não havia como eu saber dele... Realidade é que mesmo que não fosse uma boa ideia trazer esse filme em um espaço tão curto de tempo há neste em especial alguns elementos que funcionam bem paca! Dentre eles nós podemos citar: a atuação do elenco, a história que trata de temas bastante atuais e mesmo os efeitos especiais em determinados momentos, mas vamos com calma.
O maior problema do filme é o roteiro, infelizmente é bem mal amarrado, há justificativas que são bem confusas e deixam o público insatisfeito com o argumento, fica muito difícil dizer quais cenas são sem entregar spoilers, mas onde posso dizer outro pecado talvez está na falta de simpatia que as pessoas podem eventualmente sentir pelo fato de neste filme não acompanharem a ascensão do herói, mas na visão de que vos escreve esse texto eu não creio que esse seja um problema.

No quesito atuação não há do que reclamar, tanto Skarsgard quanto Robbie nos papeis de protagonistas quanto o vilão de Christopher Waltz e mesmo Samuel Jackson que eu nem sabia que estava nesse filme, desempenham com maestria seus papeis, dando o toque de humor, a força e vilania que lhes são exigidos, mas há um problema quanto a decisão de quem seria o vilão do filme o chefe Mbonga (Djimon Hounsou) ou o do típico inglês religioso. Há nesse quesito uma indecisão por parte do longa em decidir quem é o vilão de verdade na história.
Na parte dos efeitos temos outro problema, os efeitos parados são muito bons, na cena em que ele se encontra com as leoas que é muito bem feita e passa um realismo muito crível, porem como vocês já devem ter percebido existe aqui também outro problema uma vez que quando a cena passa para algo mais movimentado os efeitos tonam-se mais artificiais que não honram o gordo orçamento de US$ 180.000.000,00.


Em resumo galera, neste filme não há infelizmente um ponto positivo que não possa ser rebatido com um defeito obvio, então infelizmente ele acaba por se tornar um filme bem mediano.




  • Selo Cameron de obra mediana: Nãoé um filme ruim, entendam, porém é uma obra que para cada ponto positivo, há pelo menos um negativo correspondente, então sou obrigado a dar 3/5

sábado, 19 de março de 2016

Veredito: Deadpool

Salve, salve galera! LP voltando aí depois de um tempo afastado onde uma porrada de coisas aconteceram, teve Oscar, teve Leonardo DiCaprio, crise política, várias estreias de filmes. Minha grande legião de fãs leitores (que incluem três pessoas e um macaco) devem estar se perguntando o porquê de eu ter ficado de fora por tanto tempo e se eu irei comentar alguma coisa dos eventos citados. Na verdade, eu até cheguei a preparar várias postagens, mas infelizmente meu computador veio a falecer e eu perdi tudo que estava nele. Sobre o óscar eu queria dizer que fiz uma cobertura no facebook e se você não viu, é porque não tem amizade comigo, então a culpa é sua, por isso vou esperar seu pedido de desculpas nos comentários e se quiser me adicionar como amigo para ver a cobertura do próximo evento que sabe-se lá Deus qual vai ser eu sou o Luiz Paulo Nunes.
Hoje, depois de muita relutância eu resolvi retomar com a coluna Veredito, que vocês já devem ter percebido pelo título do post, então sem mais demoras: Deadpool.
“Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida. ” Se você quiser saber um pouco mais sobre o mercenário, clique aqui!
Acho que para definir Deadpool, a primeira palavra que vem em nossa mente é inusitado, para começar o filme já se explica no começo, enquanto toca a música Angel of the Morning os créditos iniciais começam a rolar então ele diz que é mais um filme de super-herói, com mais uma garota gostosa, mais um vilão de sotaque britânico, mais um personagem inteiramente gerado em CGI e ele até é tudo isso, mas tem também um algo a mais, a FOX têm pelo menos cinco colhões cada um maior que o outro.
Estou certo em dizer que esse filme é um dos mais honestos que já vi depois de Mad Max, tudo o que está no trailer e toda a proposta que esse te promete entregar é realmente entregue, você pode acreditar em tudo o que leu a respeito dele. Ele é ácido, afiado nas referências, no humor, no diálogo, no roteiro e violento. Rhett Reese e Paul Wernick (autores de Zumbilândia) fazem jus ao humor do personagem mercenário tagarela, que não poupa ninguém, desde os X-Men, a própria Fox, Hugh Jackman, Liam Neeson, Um Lugar Chamado Notting Hill, Lanterna Verde e mesmo o primeiro Deadpool, ainda assim todo o core central da narrativa ocorre de maneira simples e até um pouco previsível, mas qual é? O filme já tinha nos alertado sobre isso logo no começo. O filme também não acontece de maneira linear, mas isso não é prejudicial, ou confuso de forma alguma, uma vez que a própria pegada é inteiramente nova para o público e que serve até mesmo como forma de continuar prendendo a atenção da plateia, como se os palavrões e o sangue não fossem o suficiente para isso.
É interessante ressaltar também o relacionamento motivador que move os atos de Wade, afinal de contas seu envolvimento com a Morena Baccarin ocorre de maneira tão estranhamente incomum e ao mesmo tempo bem construída. Sob outra vertente, acho desnecessário dizer qualquer coisa sobre a parte de ação do filme que para quem ainda não conseguiu entender bem eu reforço aqui, tem muita. Mas mesmo sendo de um gênero superviolento, a ação não é tipicamente carregada de forma que você mal consegue acompanhar, na verdade os tiros e cenas de porrada acontecem com um rimo tão simples e fácil de acompanhar que se torna até bacana e você esquece que em muitos momentos faltaram alguns milhões para fazer a cena um pouco melhor. Porque eu tenho que confessar, por mais que o filme seja legal e realmente é, há nele alguns momentos que você sente falta do dinheiro extra, seja para tornar a ação ou caracterização de um determinado personagem mais crível, seja para que uma cena fique melhor montada. E tem apenas mais um defeitinho que eu preciso apontar, a cena da luta final ficou um tanto grandiosa demais, de uma maneira que quase não combina com o tom do filme, talvez eles maneirem mais na continuação.

Mas é isso aí gente, Deadpool é um bom filme, com suas falhas como qualquer obra, mas que está arrebentando com a bilheteria, tendo superado alguns sucessos do cinema, isso tudo sendo vetado na China e pegando a restrição máxima nos EUA, alguns gostam de compara-lo a Guardiões da Galáxia, como eu não gosto desse filme, prefiro pensar que a FOX ditou um novo padrão nos filmes de heróis que virão de agora em diante.



  • Selo Copolla para Deadpool, pra quem não conhece nossa escala clique aqui! Dou esse selo, que é o mesmo que Frankenstein não por serem filmes iguais, uma vez que Deadpool é um tanto superior, faço isso mais pelo fato de não ser um filme genial, ou revolucionário, mesmo sob um ótica pessoal.



OBS: Esse é um dos poucos filmes que vale mais a pena assistir dublado do que legendado, uma vez que legendado eles pegam leve nas falas, mas dublado nego não tem dó.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Veredito: Os Oito Odiados

Salve, salve galera! Infelizmente graças a Quentin Tarantino eu tive que fazer uma pequena mudança em minha programação, que já seria alterada. Sim, me desculpe Tami, mas infelizmente falarei sobre o DeadPool depois, no mais tardar semana que vem, mas hoje eu voltarei com a coluna Veredito. Hoje lhes trarei uma estreia recente, com vocês Os Oito Odiados.
“Inspirado nos clássicos do gênero Sete Homens e um Destino (1960) e Os Doze Condenados (1967), o faroeste traz a história de uma diligência contendo vários passageiros, que são impedidos de continuar viagem por causa de uma nevasca. Logo, eles são vítimas de um ataque de caçadores de recompensas e outros criminosos durante uma nevasca, o carrasco John Ruth (Kurt Russell) está transportando uma prisioneira, a famosa Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh), que ele espera trocar por grande quantia de dinheiro. No caminho, os viajantes aceitam transportar o caçador de recompensas Marquis Warren (Samuel L. Jackson), que está de olho em outro tesouro, e o xerife Chris Mannix (Walton Goggins), prestes a ser empossado em sua cidade. Como as condições climáticas pioram, eles buscam abrigo no Armazém da Minnie, onde quatro outros desconhecidos estão abrigados. Aos poucos, os oito viajantes no local começam a descobrir os segredos sangrentos uns dos outros, levando a um inevitável confronto entre eles. ”
Um caçador de recompensas com uma criminosa, um xerife e um negro entram em um bar com um mexicano, um cowboy e um inglês, mais parece o início de algum tipo de piada racista, porém essa é a premissa básica deste longa, que coloca oito tipos sociais diferentes em um lugar apertado apenas para assistir um confronto entre eles e no caso, não há uma escolha certa para quem torcer, muito embora eu tenha torcido pelo Samuel L. Jackson desde o início. O filme se inicia de maneira épica, com uma trilha sonora digna dos famosos faroestes, logo vemos uma construção minuciosa dos diálogos, revelando o entusiasmo do diretor em criar longos diálogos que irão construir seus personagens de forma que eles introduzam uns aos outros para o espectador. Dividido em capítulos, essa é a forma que Tarantino usa para fazer sua mudança na película entrando em um sistema de narrativa ousado, fazendo uso de sua costumeira quantidade de sangue, além de usar e abusar de reviravoltas, nos excessos, nos flashbacks e na montagem paralela, além de é claro trazer, e que foi criticado por alguns, comentários a respeito da posição social dos negros, das mulheres e dos estrangeiros. Discordo dessa parte simplesmente porque se é para ser minimamente fiel ao que ocorria na época, salvo devidas proporções, você precisa exibir algo mais próximo do real e um filme que se passa de seis a oito anos depois da guerra de secessão, eu duvido que os escravocratas fossem, bem, educados.
Engraçado que conversando com um amigo meu que ainda não tinha assistido ao filme, mas tinha conversado com um amigo dele a respeito, ele me disse que o filme tinha um aspecto mais de terror do que de “western” propriamente dito, na verdade seguindo uma análise fria o choque entre a amplitude da imagem e o minimalismo da narrativa contribui a gerar o aspecto de terror, que talvez seja o gênero principal deste projeto. Rumo à conclusão, a obra abandona as ferramentas do faroeste para mexer com os nervos do espectador e manipular seus personagens de um modo que apenas o cinema de horror mais sanguinário costuma fazer. Fica claro o quanto O cineasta sabe extrair o melhor de Samuel L. Jackson e Kurt Russell, além de pedir a Jennifer Jason Leigh e Tim Roth para fazerem tipos excessivos, algo que ambos executam com um prazer manifesto.
Acho interessante a maneira como ele da utilidade para cada um dos membros que irão ficar no armazém, claro, fazendo pouco uso de alguns membros como Bruce Dern e Michael Madsen, porem o diretor continua exímio na arte de entregar reviravoltas que ninguém esperava, de abordar assuntos que outrora eram de pouca importância.

É um filme controverso, que já dividiu a opinião da galera, mas hey! Ele é um choque, violento e psicológico e não repete uma formula que o cinema já está esgotado de ver, ao contrário o filme é guiado de forma inteligente e bem aproveitado, se arrastando e até demorando para revelar os fatos, por isso esqueça o que os anos 2000 nos ensinaram sobre coisas apressadas e tenha paciência. Mas já digo, se educação, respeito racial e para com as mulheres é o que você procura em um filme, vá apontar suas armas para longe de um filme que se passa em 1762...




  • Selo Fincher, porque ainda que seja, arrastado, mesmo que digam que tenha falas longas, ou violência, ou preconceito em excesso, ainda é uma senhora obra e para os críticos bem entendidos de cinema eu digo: Assistam outra coisa que não Vingadores.







sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Veredito: Victor Frankenstein

Salve, salve galera! LP aqui outra vez no que deve ser, sei lá, a primeira que eu consigo postar alguma coisa em um intervalo de uma semana. Uma tremenda evolução de fato.
Queria deixar aqui um aviso: Não irei falar de Star Wars, porque por onde eu olho as críticas são boas e os elogios fartos, a questão é que se eu não gostar, não vai haver saudosismo ou nerdicidade que vá me impedir de falar mal e no fim o clima pode ficar chato.
Mas esqueçamos isso, sim? Hoje vim trazer outro veredito, dessa vez o de um filme que eu assisti pelo menos duas vezes no começo do mês. Com vocês, Victor Frankenstein.
“Ao visitar um circo, o cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) encontra um jovem corcunda (Daniel Radcliffe) que lá trabalha como palhaço. Após a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay) cair do trapézio, o corcunda sem nome consegue salvar sua vida graças aos conhecimentos de anatomia humana que possui. Impressionado com o feito, Victor o resgata do circo e o leva para sua própria casa. Lá lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que jamais sonhou, de forma que possa ajudá-lo no grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte. ”
Inicialmente é preciso alerta-los que essa história em particular não bebe fielmente do livro escrito pela Mary Shelley, tomando por base uma nova releitura, onde além de inserir o personagem Igor (que cá entre nós, já apareceu em tantas mídias que aposto que a maioria acredita mesmo que ele faça parte da história original) ainda faz dele o protagonista, dando sua visão de acontecimentos como principal. E temos que dar méritos ao roteirista Max Landis por ter conseguido introduzir o personagem do Harry... digo, do Daniel tão bem, com toda uma construção elaborada que permeia a amizade e o fascínio entre o pobre corcunda e seu “criador”, está relação, que ao longo do filme será entendida como de dívida é que dará norte a história.
É interessante ver como se desenvolve as motivações de Frankstein, tendo alguma relação com a família, consigo mesmo e até há presente no filmes questões éticas e de cunho religioso e o que muitos as vezes enxergam como explicação em excesso, eu vejo mais como um acréscimo ao enriquecimento geral da historia, que em nada atrapalha o seu desenvolvimento, ao contrário, tende mesmo a ajuda-la. Ao passo que como falei ali em cima, Igor, compreende pelo que seu "mestre" está passando e com isso procura ajudar, no começo, apenas pelo conhecimento que este poderia prover, mas depois suas razões tornam-se mesmo verdadeiras.
Uma vez que o filme traz o assistente em um papel de destaque, vê-se que não é apenas Victor quem possui um intelecto superior, Igor logo de cara se apresenta como um apaixonado por anatomia, tendo desenvolvido seus conhecimentos na área de forma em que se tornará peça fundamental para que o personagem interpretado por McAvoy possa obter êxito em seu experimento de criar vida.
Na parte das atuações, James McAvoy, está como de praxe dedicado em seu papel, inteligente e focado, no começo parece sempre certo do que está fazendo e o porquê de estar fazendo, mas James se alteram e ele vai passando a merecer sua alcunha de louco, estando cada vez mais obcecado, instável e cego a qualquer coisa que não seja dar vida a sua criação.
conforme o longa avança e a maneira como o ajudante muda, seus conceitos sobre o mentor e a própria interpretação de
Conforme vamos assistindo ao filme, vai ficando fácil perceber o porquê de Daniel Radcliffe ter escolhido esse papel em particular, uma vez que ele volta ao ambiente sombrio, além de ter um desafio físico, por outro lado o inspetor (Andrew Scott) tem uma atuação um tanto fria sendo um dos personagens construídos de maneira mais fracas, ainda que suas justificativas sejam validas, seus meios de faze-la perdem a força que poderiam ter.
Infelizmente não consegui achar nenhuma maneira de falar do monstro sem dar spoilers do filme, apenas posso dizer que a criatura segue a mesma linha quadrada clássica interpretada por Boris Karloff em 1931, estando atualizado de forma pertinente.
Acho interessante frisar que o filme me lembra um bocado o Sherlock Holmes da Warner, estrelado pelo Robert Downey jr. No sentido do Victor ser muito inteligente, mas meio louco, meio egocêntrico, entretanto é também brilhante, e que facilmente é capaz de entrar em combate em câmera lenta com qualquer um!
  • Dou o selo Copolla (que não tem foto, porque todos têm de saber quem ele é) por ser uma ótima releitura, sob um ponto de vista moderno, de uma clássica historias de 200 anos atras.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Veredito: No Coração do Mar

Salve, salve galera! Há quanto tempo hein? Fiquei bastante tempo afastado, infelizmente tomado por assuntos de suma urgência e depois por uma cirurgia, que não vai virar post, porque ninguém quer saber da minha vida particular, mas que vai me deixar de molho por algum tempo e me propiciará a oportunidade de fazer uma porrada de coisas, tipo ler os livros em atraso, acompanhar séries novas, e com certeza postar mais! Assim espero, claro.
Nesse meio tempo, muita coisa aconteceu no mundo do cinema, vimos um novo teaser e três trailers de Batman vs. Superman, Capitão America, Guerra Civil e hoje mais cedo o de X-Men Apocalipse! Isso sem contar uma teoria que eu gostaria de expor a vocês e duas estreias que precisam de um veredito...
Bom, como acabei me atrapalhando muito com essa cirurgia, terei de começar ao contrário com o Veredito de um filme e depois falaremos dos trailers, pois com eles eu iniciarei uma nova "pegada" no blog.
Juju, pela grande admiração que eu tenho por você, que sempre me parece uma figura no minimo impressionante, começarei com seu pedido, se é que foi pedido, né?
Comecemos então com o Veredito de "No Coração do Mar", o título que de longe deve ser o mais poético que eu já vi.
Lembrando que caso você não conheça nossa linha de classificação da coluna Veredito, clique no Link!
"1820, o navio baleeiro Essex parte em busca do precioso combustível que move a humanidade . O navio é liderado pelo inexperiente capitão George Pollard (Benjamin Walker), que tem Owen Chase (Chris Hemsworth) como seu primeiro oficial. Owen sonha em ser capitão e tem o objetivo de superar a meta traçada por seu empregador. Eles navegam por meses em busca de baleias, mas se deparam com uma grande ameaça, uma gigantesca baleia branca que irá lutar por sua sobrevivência e acabará atacando o navio e sua tripulação."
Assim, estou um pouco fora de forma, mas vamos ver se consigo começar, o filme tem seu inicio de uma maneira um tanto comum quando se quer dar explicações de algo, um narrador que discorrerá e explicará todos os eventos de forma linear, onisciente, clara e coesa. Evidente que apesar dessa manobra, Ron Howard não me desapontou, ou mesmo conseguiu me fazer ter algum tipo de desgosto antes de começar de fato sua história que nada mais é do que uma retomada de parceria com Hemsworth para contar a história por trás do clássico da literatura Moby Dick, de Herman Melville.
E não é outro se não o próprio Herman (Ben Whishaw) que baseado no naufrágio do navio baleeiro Essex, busca construir as linhas para sua própria, buscando antes saber a verdadeira história por traz do navio e para isso, entra em contato com um traumatizado sobrevivente (Brendan Gleeson). Este começa sua narrativa dispondo que aquela historia é de "dois homens", onde ele é apenas um jovem (e futuro homem-aranha) marinheiro que vai expor as diferenças entre os dois principais, o capitão e seu imediato.
No coração do mar nada mais é do que a clássica historia do homem contra a natureza que muitos de vocês talvez já estejam acostumados ainda que não tenha aquela obsessão que a maioria certamente leu no livro, nesse filme nos podemos ver a forma como o roteirista Charles Leavitt constrói uma historia de contrastes, tanto dentro do navio, quanto fora dele, enquanto o jovem escritor se compara a seu ídolo e o homem atormentado confronta seus demônios.
Ainda que o conflito entre Pollard e Chase pareça protocolar, assim como a conclusão, após o ataque da grande baleia, de que o homem deve respeitar a natureza, não tentar dominá-la, há boas cenas, , principalmente nos momentos de perseguição. E é interessante ver que mesmo algo comum para a época, como quando Holland e o imediato contemplam o corpo ensaguentado de um animal, não deixa de ser brutal, sendo aí que o filme ganha alma. Na sua atuação e não em seus efeitos que são um tanto artificiais, abusados da computação. Por outro lado, o que dizer da parte física, todos viram as fotos de antes e depois do Chris Hemsworth? Que carismático, faz com que todos torçamos pelo seu retorno para casa e que fiquemos do seu lado nos momentos de maior sofrimento.
Agora, confesso que fiquei mais tenso no trailer, do que no filme propriamente dito, embora tenha boas atuações e uma boa direção, as expectativas criadas em torno da frase: "É só uma baleia", me deixaram mais de cabelo em pé na curta passagem, do que no longa.






  • James Cameron: É um bom filme, boa história, bom roteiro que o tornam interessante e divertido, mas mediano afinal.







sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Veredito: 007 Contra SPECTRE

Salve, salve galera! Manda LP mais uma vez depois de conseguir algum tempinho nos meus afazeres. E nesse tempo conseguido, resolvi me dedicar a falar de duas coisas: a primeira, que é retratada no post de hoje é mais um filme da coluna Veredito. A segunda, que se tudo correr como planejado virá semana que vem, será um textinho de boa sobre filmes no geral.
Mas sem mais demora, vamos logo para o Veredito de 007 Contra Spectre:
"James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre."
Vou ser bem honesto com vocês, para mim é muito difícil escrever sobre um James Bond, talvez pelo fato de não me importar tanto com a franquia quanto deveria. Sim, reconheço que é um clássico, reconheço os pontos, nuances e sutilezas que o personagem traz consigo ao longo dos 24 filmes que tem a franquia, mas James não é, nem de longe, meu personagem espião preferido. (Eu assisti a pelo menos 18 dos 24 já lançados)
O agente double “o” seven é uma figura bem conhecida ao longo de todos os seus filmes, não à toa o personagem permite que atores entrem e saiam do papel, uma vez que James Bond tornou-se muito maior do que qualquer ator. Então para começar, concordo com uma opinião que li em um dos grandes sites, o filme tem um tom de como se quisesse finalizar a franquia. Isso Fez com que eu me perguntasse. Qual a necessidade disso? Uma vez que o personagem é maior do que o ator, fazer algo desse tipo reduz esse intuito. Posso afirmar sem sombra de duvidas que as histórias eram mais interessantes quando eram arcos fechados, únicos, com começo, meio e fim em um só filme.
O que complica ainda mais, é que é de um jeito bem truncado que o diretor Sam Mendes se presta a fazer o processo de amarração da franquia Craig: primeiro exemplo, ele faz um movimento meio que sem nexo para despertar um trauma do agente, mas que parece ser feito tão na má vontade que o pensamento que fica é de que era melhor nem ter colocado. No segundo exemplo vê-se que vem dos primeiros filmes o vilão, interpretado de jeito contido por Christoph Waltz, mas há só um punhado de reminiscências, organizadas como plot twist, não basta para recuperar a dimensão trágica do personagem, apresentada em Cassino Royale. No filme eles abrem uma questão e de repente deixam de lado, algo que diga-se de passagem deveria ser muito importante. Estou tentando ao máximo tocar em pontos que podem dar spoiler, ta difícil pacas.
Falando um pouco sobre atores agora, Daniel Craig está em ótima forma fazendo suas cenas de ação, quero dizer, ele corre e corre e em momento algum demonstra sequer estar ofegante, de forma que demonstra uma frieza mesmo diante das situações mais adversas. O problema é que nunca antes ele pareceu tão cansado, seja de representar o papel, seja do que for, dava para ler isso nos olhos do ator, por traz de qualquer expressão que ele fizesse.
Léa Seydoux entra no papel de bond girl e até que está bem, inclusive com momentos em que mostra alguma sedução e outros onde exibe algum tipo de força, ela está bem, para algo de padrão mediano. Quero dizer, ela não é nenhuma Rebecca Ferguson, em nenhum sentido, mas faz bem seu papel. É bem provável que eu é que tenha me acostumado mal neste caso em particular, com uma protagonista em filme de espionagem que faz de tudo um pouco, literalmente (é a bela, a agente, a motociclista, a lutadora, engana o protagonista) e agora qualquer coisa abaixo disso me pareça sem sal...
Dave Bautista, aparece inicialmente como um vilão clássico da série de filmes, porém rapidamente torna-se pouco aproveitado, isso porque os vilões do 007 costumam a ter um tom meio irreal, quem aí não se lembra do Jaws e seus dentes de aço no Rio de Janeiro? Bautista aparece no começo do filme munido com um acessório interessante: pontas de aço nos dedos. Infelizmente seus dedos com pontas metálicas são usados apenas uma vez, e então, no confronto direto com Bond eles nem aparecem mais em suas mãos.
Mas não serei apenas negativista, o filme tem coisas muito legais, eu estava assistindo na segunda vez com um amigo meu, e ele virou pra mim e disse:
“É o Vaticano! Como eles conseguiram filmar no Vaticano?”
Além de toda a primeira cena, desde a parte do helicóptero no México até cada detalhe do dia dos mortos que impressionam a gente um bocado. Uma coisa é certa, os cenários são incrivelmente bem trabalhados principalmente na cena de abertura, onde trilha sonora, cenário e sequencia de ação trabalham muito bem juntas.
É um filme ruim? De forma alguma, é só que sendo James Bond é esperado algo pelo menos um pouco acima da média, o que não ocorre, muito devido a má vontade de roteirista e diretor.
Por mais que eu não quisesse, infelizmente eu terei de fazer uma comparação com um outro filme desse ano que na minha opinião foi muito melhor. Acho até que vocês sabem qual...

Não, nem vou citar as cenas sem duble, vou citar apenas um personagem, Ilsa. Algum tempo depois de MI5, bem depois que digeri o filme, eu percebi algo muito impressionante. A personagem meio que trouxe uma nova forma de as atrizes agirem em filmes protagonizados por homens, onde não necessariamente elas roubam a cena, roubam o brilho e sim trabalham em conjunto com os mesmos a fim de tornar a franquia melhor. E desculpem-me, mas façam mais filmes com personagens como a Ilsa, sim? Onde tanto ela quanto Ethan brilham de maneira muito igualitária.




Selo Cameron: É um filme mediano, não acrescenta muito, nem traz nada que impressiona de fato, seja a trilha do Sam Smith, ou os efeitos, ou mesmo os carros.








LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...