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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Veredito: Valerian, e a Cidade dos Mil Planetas

Salve, salve galera! Sim, seu amado e querido Superman retornou dos mortos...
Na verdade, minha ausência pode ser explicada pela soma de dois fatores distintos, primeiro: julho já é um mês em que Hollywood costuma a ficar mais parada no lançamento de filmes, pelo menos nos grandes sucessos que costumam aterrissar em terras tupiniquins. Segundo é que eu tava com uma preguiça do caralho pra voltar a escrever.
Agosto já está entre nós faz um tempinho e a verdade é que houveram pelos menos dois lançamentos que eram sim dignos da minha atenção, Baby Driver e o ultimo Planeta dos Macacos, porém, somente agora dia 10, é que estreou algo que verdadeiramente me chamou atenção.
A realidade é que mais do que chamar atenção, esse filme falou comigo e normalmente quando fazem isso eu dou ouvidos. Então é isso ai galera, estou de volta e trazendo até vocês Valerian The City of a Thousand Planets ou em português, Valerian, e a Cidade dos Mil Planetas.
“Século XXVIII. Valérian (Dane DeHaan) é um agente viajante do tempo e do espaço que luta ao lado da parceira Laureline (Cara Delevingne), por quem é apaixonado, em defesa da Terra e seus planetas aliados, continuamente atacados por bandidos intergalácticos. Quando chegam no planeta Alpha, eles precisarão acabar com uma operação comandada por grandes forças que deseja destruir os sonhos e as vidas dos dezessete milhões de habitantes do planeta. ”
Mano, aqui pra nós. É sempre foda ter que ver esse tipo de filme nas telas. Ele sofre exatamente do mesmo problema de Ghost in the Shell e vários outros trabalhos, onde a gente vê que a história de origem é super importante, mas agora até parece estar copiando o material que influenciou.
Ah, não sabe de onde vem esse filme? Busque na internet...
O mais importante aqui pra começar é saber que o filme conta com a direção de Luc Benson, sim, aquele cara do 5º elemento, que é um filme adorado por todo mundo que assiste e que surpresa, bebe dessa mesmíssima fonte. É foda, porque logo de cara a abertura do filme, além de mostrar bem o que o diretor quer passar, ela é bem-feita demais, autoexplicativa, tem David Bowie e define a direção em que nós evoluímos.
Sim, o filme tem conceitos que a gente já viu em vários lugares, mas como material de origem de tantas coisas ele vai além, muito além e traz possibilidades incríveis, infelizmente ele comete um erro fatal, a história possui tanto excesso de detalhes e informações que acabam tirando muito o peso do que está acontecendo e passando uma sensação de "encheção" de linguiça, o que é estranho porque o filme também passa a sensação de ter muita coisa interessante para se abordar.
E, sim, a história é simples, ainda assim não chega a ser ruim, só que não é bom também. Vejam, um dos defeitos que já dá para apontar logo de cara é o péssimo desenvolvimento dos dois protagonistas. Eu tive o feeling de que o diretor correu com tudo, porque não tinha certeza de que esse filme arrecadaria grana para virar uma franquia, então ao invés de tentar fazer uma relação que abre e fecha nela mesma, mas que tem espaço para se desenvolver no futuro, não, ele mata tudo em um único tiro.
Não concordo com a crítica que vê esse filme como enfadonho, depois de um ponto devido a esses mesmos excessos, uma vez que para mim esses excessos são bem pontuais, ocorrendo apenas em dados momentos em que você poderia dizer que dava para passar sem aquilo. Para este que vos fala, o maior problema mesmo está na trama fit que se desenrola sem muitas expectativas.
Do lado das atuações, não dá para elogiar, mas também não tem como reclamar, uma vez que ela se limita a uma passagem nem fede nem cheira, sabem? Dane DeHaan que faz nossos heróis tipicamente cafajeste, habilidoso e com uma posição superior a Cara não impressiona, assim como a própria ex-modelo que também parece bem mal temperada. Ao passo que Rihanna não pode de forma alguma ser chamada de atriz.
Contudo, se há algo nesse filme que faz com que tiremos o chapéu, sem dúvida nenhuma são os efeitos, é a parte técnica. A cena de abertura do planeta, a construção das raças, da cidade dos mil planetas impressionam de uma forma que eu posso afirmar sem medo. Este é um dos trabalhos mais sublimes que eu já tive o prazer de pôr os olhos. A quantidade de objetos expostos, as cores, de fato ele faz com que valha a pena você gastar seu suado dinheirinho assistindo em 3D, 4D, IMAX ou o que for.
Eu confesso que fiquei sem palavras, tanto na cena do planeta costeiro, com suas maravilhosas praias de cores deslumbrantes. Quanto a cena de perseguição na cidade em outra dimensão, onde somos agraciados com um dos conceitos mais geniais e transportado de maneira magistral para as telas.
Minha avaliação final é que falta um senso de ameaça e urgência que o trailer conseguiu dar mais do que o filme em si, porém de alguma maneira bizarra, a estética e os conceitos potenciais do filme até conseguem compensar.
Sim, eu sei que você é um preguiçoso e não foi procurar nada sobre essa obra, então aqui vão algumas informações:
“É baseado na clássica saga de histórias em quadrinhos ‘Valerian et Laureline’, escrita por Jean-Claude Mézières e Pierre Christin. ”
“Valerian completa em 2017 seus 50 anos de existência. Sim, mais antigo que Star Wars! ”

  • Valerian é tipo aquele(a) namorado(a) psicótico(a), que tem algum tipo de atrativo que te impede de terminar com ele(a). Sexo gostoso, altamente inteligente... Você até consegue manter por um tempo graças a compensação, mas rapidinho desanda. Selo Cameron (3/5)


sexta-feira, 5 de maio de 2017

LJB:Guardiões da Galaxia Vol. 2

E então, depois de muito tempo de reflexão eu percebi que todas as pessoas anseiam por um Superman, alguém que possa salvá-las, alguém que estará disposto a ouvir seus problemas e lhe estender uma mão quando o mundo todo voltou as costas.
E a Liga da Justiça dos Blogs retorna mais uma vez para debater os filmes do universo de super-heróis e no post de hoje meus amigos, vamos falar de Guardians of the Galaxy Vol. 2 ou em português, Guardiões da Galáxia vol. 2.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta por Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm e Teca e por mim o homem mais poderoso mundo.
“Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt). ”
O post de hoje vai começar com uma análise de roteiro, depois a atuação dos personagens, referencias.
Roteiro: Com roteiro e direção de James Gunn, guardiões da galáxia pode ser entendido como o filme mais despirocado, despretensioso e tranquilo de todo o universo Marvel unificado. Quero dizer, a primeira coisa que precisa ser entendida aqui, a história não faz qualquer menção ao restante do universo, nem joias do infinito e apenas menções a Thanos.
Com isso em mente podemos passar aos detalhes por menores do roteiro. Ele está muito bem desenvolvido em relação ao primeiro, a trama é melhor amarrada, ao passo que os personagens e suas tramas estão bem mais desenvolvidos, na verdade é curioso acompanhar a maneira com a qual o diretor consegue unir dois arcos distintos no filme, Yondu e a equipe dos guardiões. Além de é claro, os arcos menores como o do Stallone. Nesse filme também é explorada a relação peculiar que a família possui e talvez e a importância da mesma para a concepção do modo de agir de cada personagem, porem existe uma certa dificuldade de se fazer uma conexão dos personagens da trama para com o público. Apesar da melhora absurda em relação ao primeiro, ainda resta momentos em que é difícil você sentir empatia pelas decisões de cada um dos que estão atuando.
Na parte das já conhecidas piadas, digamos que é um bom entretenimento, são duas horas e dezessete minutos tão bem construídos nesse quesito que você mal percebe que o tempo passou, contudo ainda há o defeito das piadas fora de hora. Em dados momentos a risada forçada do Drax chega a dar nos nervos, ao passo que há momentos em que realmente as piadas sobram, talvez porque o diretor não tinha ideia de como fazer o corte da cena.
Personagens:
Chris Pratt: O senhor das estrelas é o centro das atenções aqui, a história acontece por causa dele, gira ao seu redor. Tudo em função do Peter. E ele consegue corresponde a imensa personalidade, na medida do possível, evidentemente. Claro que esse não é um personagem escrito para arrancar uma atuação shakespeariana de seu interprete.
Zoe Saldana: Nesse caso ela foge um tanto de sua personagem que deveria, em tese, ser a mulher mais perigosa do universo para ser a “amante” de Peter Quill e por vezes sua consciência, contrapondo-o em diversos momentos, não é ruim, afinal o romance entre os dois foi aprofundado a ponto de precisar apenas de um dedo para que ambos fiquem juntos em definitivo.
Michael Rooker: Yondu adota aqui dois papeis diferentes, sendo de suma importância tanto no presente, quanto nos desdobramentos futuros do filme. Uma vez que é ele quem revela a existência dos Guardiões Originais (falarei disso mais para frente) e também é responsável pelos acontecimentos ao Rocket. Acho que ele é de longe quem consegue ter uma entrega maior de seu personagem, tanto por sua ligação com o senhor das estrelas, quanto pela dor que carrega devido ao fardo de ser um exilado.
Houve uma inversão de papéis entre o que era para ser de Bradley Cooper e Dave Bautista, percebam, uma das descrições que o próprio Rocket faz de Drax é: “O povo dele leva tudo no sentido literal. ” Bom, agora é o guaxinim que não entende metáforas e algumas piadas ao invés do Drax, além de é claro, Drax com seu humor absurdo e risada exagerada por vezes conseguir dar nos nervos. Enquanto Rocket possui uma carga dramática um tanto quanto inesperada por assim dizer.
Vin Diesel: O que dizer do personagem que só serve como dose de fofura da franquia? Está legal e melhor de tudo, souberam dosar tão bem sua participação que não chega a ser tola ou infantil.
Kurt Russell: Difícil falar muito dele, mas o pai do Peter está interessante, além de possuir um ótimo Plot no decorrer do longa.
Referencias:
Adam Warlock: Vale muito ressaltar que em uma das cenas pós créditos aparece o casulo do Adam Warlock, inclusive a sacerdotisa o nomeia dessa forma.
Celestiais: No filme, Ego, o pai de Peter se diz pertencente a raça dos celestiais, gigantes humanoides, com armadura de metal que criaram o multiverso e algumas raças. Nos mesmo quadrinhos o planeta não é dessa raça.
Eternidade: A manifestação da consciência do universo Marvel e a segunda em escala de poder, atrás apenas do Tribunal Vivo (já citado em Dr. Estranho) e do próprio The One Above All.
Guardiões Originais: A equipe dos saqueadores, composta por Stallone, Ving Rhames, Michael Rosenbaum, Miley Cyrus, Michelle Yeoh. Na verdade, eles eram os guardiões da galáxia originais.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Veredito: Victor Frankenstein

Salve, salve galera! LP aqui outra vez no que deve ser, sei lá, a primeira que eu consigo postar alguma coisa em um intervalo de uma semana. Uma tremenda evolução de fato.
Queria deixar aqui um aviso: Não irei falar de Star Wars, porque por onde eu olho as críticas são boas e os elogios fartos, a questão é que se eu não gostar, não vai haver saudosismo ou nerdicidade que vá me impedir de falar mal e no fim o clima pode ficar chato.
Mas esqueçamos isso, sim? Hoje vim trazer outro veredito, dessa vez o de um filme que eu assisti pelo menos duas vezes no começo do mês. Com vocês, Victor Frankenstein.
“Ao visitar um circo, o cientista Victor Frankenstein (James McAvoy) encontra um jovem corcunda (Daniel Radcliffe) que lá trabalha como palhaço. Após a bela Lorelei (Jessica Brown Findlay) cair do trapézio, o corcunda sem nome consegue salvar sua vida graças aos conhecimentos de anatomia humana que possui. Impressionado com o feito, Victor o resgata do circo e o leva para sua própria casa. Lá lhe dá um nome, Igor, e também uma vida que jamais sonhou, de forma que possa ajudá-lo no grande objetivo de sua vida: criar vida após a morte. ”
Inicialmente é preciso alerta-los que essa história em particular não bebe fielmente do livro escrito pela Mary Shelley, tomando por base uma nova releitura, onde além de inserir o personagem Igor (que cá entre nós, já apareceu em tantas mídias que aposto que a maioria acredita mesmo que ele faça parte da história original) ainda faz dele o protagonista, dando sua visão de acontecimentos como principal. E temos que dar méritos ao roteirista Max Landis por ter conseguido introduzir o personagem do Harry... digo, do Daniel tão bem, com toda uma construção elaborada que permeia a amizade e o fascínio entre o pobre corcunda e seu “criador”, está relação, que ao longo do filme será entendida como de dívida é que dará norte a história.
É interessante ver como se desenvolve as motivações de Frankstein, tendo alguma relação com a família, consigo mesmo e até há presente no filmes questões éticas e de cunho religioso e o que muitos as vezes enxergam como explicação em excesso, eu vejo mais como um acréscimo ao enriquecimento geral da historia, que em nada atrapalha o seu desenvolvimento, ao contrário, tende mesmo a ajuda-la. Ao passo que como falei ali em cima, Igor, compreende pelo que seu "mestre" está passando e com isso procura ajudar, no começo, apenas pelo conhecimento que este poderia prover, mas depois suas razões tornam-se mesmo verdadeiras.
Uma vez que o filme traz o assistente em um papel de destaque, vê-se que não é apenas Victor quem possui um intelecto superior, Igor logo de cara se apresenta como um apaixonado por anatomia, tendo desenvolvido seus conhecimentos na área de forma em que se tornará peça fundamental para que o personagem interpretado por McAvoy possa obter êxito em seu experimento de criar vida.
Na parte das atuações, James McAvoy, está como de praxe dedicado em seu papel, inteligente e focado, no começo parece sempre certo do que está fazendo e o porquê de estar fazendo, mas James se alteram e ele vai passando a merecer sua alcunha de louco, estando cada vez mais obcecado, instável e cego a qualquer coisa que não seja dar vida a sua criação.
conforme o longa avança e a maneira como o ajudante muda, seus conceitos sobre o mentor e a própria interpretação de
Conforme vamos assistindo ao filme, vai ficando fácil perceber o porquê de Daniel Radcliffe ter escolhido esse papel em particular, uma vez que ele volta ao ambiente sombrio, além de ter um desafio físico, por outro lado o inspetor (Andrew Scott) tem uma atuação um tanto fria sendo um dos personagens construídos de maneira mais fracas, ainda que suas justificativas sejam validas, seus meios de faze-la perdem a força que poderiam ter.
Infelizmente não consegui achar nenhuma maneira de falar do monstro sem dar spoilers do filme, apenas posso dizer que a criatura segue a mesma linha quadrada clássica interpretada por Boris Karloff em 1931, estando atualizado de forma pertinente.
Acho interessante frisar que o filme me lembra um bocado o Sherlock Holmes da Warner, estrelado pelo Robert Downey jr. No sentido do Victor ser muito inteligente, mas meio louco, meio egocêntrico, entretanto é também brilhante, e que facilmente é capaz de entrar em combate em câmera lenta com qualquer um!
  • Dou o selo Copolla (que não tem foto, porque todos têm de saber quem ele é) por ser uma ótima releitura, sob um ponto de vista moderno, de uma clássica historias de 200 anos atras.


sábado, 31 de outubro de 2015

Como o orçamento influencia a qualidade de um filme?

Salve, salve galera. Quanto tempo eu não postava aqui hein? Já tinha até esquecido como era o layout do meu blog. Hoje estou escrevendo algumas linhas e mais uma vez sem ter muita certeza se este assunto vai render um bom texto, não sei o que está acontecendo comigo, porém eu vou pondo uma linha sobre a outra e vamos ver até onde vai.
Quanto ao texto de hoje queridos e queridas. Após uma ou duas perguntas eu notei que ficou no ar uma dúvida a respeito dos filmes de super-heróis e das produções hollywoodianas em geral, então se mais alguém tiver dúvidas e de repente não conseguiu, ou não teve coragem de perguntar eu vou explicar aqui, pelo menos tentar né.
E basicamente o que vão ver é um apanhado de teorias baseadas em visualização e comparação, logo não há nenhuma prova verdadeiramente fundada, tudo o que eu posso lhes oferecer apenas é minha tentativa de explicação.
Então peguem suas calculadoras, que hoje vamos ver as cifras de algumas das maiores produções do cinema!
Alguém, em algum momento sugeriu que é possível fazer bons filmes com um baixo orçamento, porém não há como saber se essa lógica funciona com filmes de super-heróis.
Pois bem, para determinar o grau de sucesso de um filme usarei apenas o pensamento puramente executivo, ou seja, arrecadação, logo a comparação se dará entre o custo bruto do filme e o quanto de bilheteria ele arrecadou.
Filme
Custo
Bilheteria
Duração
Superman 1978
55.000.000
300.218.018
143 min
Blade 1998
45.000.000
131.183.530
120 min
X-Men, o Filme 2000
75.000.000
296.339.527
104 min
Batman Begins 2005
150.000.000
374.218.673
140 min
Homem de Ferro 2008
140.000.000
585.174.222
126 min
Vingadores 2012
220.000.000
1.519.557.910
143 min
O Homem de Aço 2013
225.000.000
668.045.518
143 min

É interessante salientar que eu peguei dois filmes do Superman, o primeiro com o amado Christopher Reeve e o segundo, com o ainda buscando seu lugar ao sol, Henry Cavill.
De acordo com a tabelinha a cima nos filmes de super-heróis, podemos ver uma relação no mínimo interessante, todos os filmes, a exceção de Batman tem um relativo sucesso de bilheteria arrecadando quase o triplo de seu custo, o que poderia ser considerado sucesso, claro, se ignorarmos os fatores como: recepção positiva do público e da crítica e pensarmos apenas no grosso dos números, neles há também uma coisa em comum, fora X-Men todos tem pelo menos duas horas de duração.

Vale observar um ponto interessante também, que é o cenário onde esses filmes estão envolvidos, por exemplo: O sucesso estrondoso do primeiro Superman, que foi um filme que trouxe uma revolução no gênero, quebrando a barreira dos 300.000.000 e sendo um sucesso de publico e critica. diferentemente do seu sucessor, que mesmo sendo do mesmo herói e não sendo totalmente um fracasso, não foi tão bem assim.
O que isso nos diz? Que para o filme ser "bom" ele precisa ter pelo menos duas horas de duração, a fim de contar uma boa história, mas ainda há fatores que poderão ajudar, os efeitos especiais, a direção, retiro daqui os atores (farei um post especial sobre eles em breve) que por consequência fara com que o longa arrecade uma boa quantia nas bilheterias. Se pegarmos as maiores bilheterias do cinema, asseguro-lhes sem sombra de dúvidas que o resultado é o mesmo, porém, e quanto aos filmes de sucesso com baixo orçamento e/ou duração?
Reparem que filmes de menor duração tendem a ser mais simples, contam historias não tão complexas e costuma  a ser de comedias, ou animações em geral, dificilmente se vê algum filme com um roteiro mais "difícil" com apenas 90 minutos.
Amigos, se analisarmos os filmes que são de alguma forma um sucesso, mas possuem um orçamento menor, veremos também uma duração de pelo menos duas horas com um custo bem abaixo e normalmente uma falta de pressão para arrecadar valores astronômicos, já que eles são especialmente feitos para festivais. Para esses filmes é preciso usar uma logica diferente de sucesso, irei desconsiderar a crítica
em geral e a bilheteria que normalmente nem sempre é a melhor e pensar em filmes premiados com Óscar.

  • Entre eles temos então: A teoria de tudo, Birdman, Uma mente brilhante, O paciente Inglês, Forrest Gump e Dança com lobos. Mesmo entre essas produções há pelo menos mais de duas horas de duração. Embora Birdman, e ressalto ele em particular, tenha uma bilheteria ate que fraca se compararmos com os filmes de bilhão
Mesmo alguns desses ainda conseguem ganhar uma quantia razoável de dinheiro, logo a conclusão que se chega é que o mercado não é totalmente uniforme, e que com certeza a mais do que apenas bilheteria determinando o sucesso de um filme, há um conjunto de fatores, como roteiro, elenco, diretor, até os produtores...
Porém eu começo a acreditar piamente em uma coisa. Filmes que queiram contar uma boa historia precisam de pelo menos duas horas de duração, menos do que isso por vezes ele acaba se enrolando, acelerando o que não devia e se demorando em fatos inúteis, além de ter um imensa dificuldade de aprofunda-se no próprio roteiro.
Tentei fazer o melhor que pude gente, mas talvez fosse mais claro em um vídeo do que escrevendo, enfim, o próximo post será mais simples.


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Veredito: Quarteto Fantastico

Salve, salve galera, aqui é o LP em uma nova coluna onde irei passar-lhes o veredito dos filmes que saíram recentemente no cinema. E para o filme de hoje, embora já tenha saído no começo do mês, vamos falar do conturbado Quarteto Fantástico.
“Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell). ”
É gente, nem parece, mas faz dez anos desde que o primeiro Quarteto Fantástico foi lançado no cinema e o que vemos hoje é uma Marvel bem consolidada com seus filmes além de uma Fox que já atingiu um forte patamar de excelência com sua principal franquia, os X-Man. Voltando-se então para um novo Quarteto, o resultado obtido pelo estúdio é amplamente superior ao que vimos nos filmes estrelados por Ioan Gruffudd e Jessica Alba, principalmente por adotarem uma formula que há muito tempo vem dando certo nos filmes, a receita de se humanizar os personagens, que quase sempre acaba por ser tornar uma busca desesperada para trazer relações que por fim acabam deixando os filmes ainda mais clichês e de almas perdidas.
O que vemos no enredo é uma maior exploração das ligações de amizades e de família, quero dizer, o ritmo com o qual as relações vão sendo construídas obedece uma lógica quase indiscutível, porém mesmo isso parece que ficou incompleto. Simon KinbergJeremy Slater e Josh Trank (esse último sendo o diretor) optaram por contar a história pela ótica de Reed Richards, tal qual o universo ultimate, ponto para eles nesse aspecto. Mas apenas esse ponto, já que logo depois disso as coisas resolvem dar uma ligeira desandada.
Sem precisar de muitas explicações por operar em terreno emocional conhecido, o filme teoricamente funciona bem nesse sentido. O casal de irmãos Susan e Johnny e sua relação com o pai são retratados de maneira competente, porém os vínculos de amizade entre Reed e Ben Grimm (Jamie Bell) são econômicos demais, quase não parecendo justificáveis, ou mesmo plausíveis. E, quando os mundos se encontram, eis que entra em cena o desconfiado e genial Victor Von Doom (Toby Kebbell) que me pareceu um tanto subaproveitado sob o pretexto de segundo homem mais inteligente da terra e que, diga-se de passagem, tem uma história de origem interessantíssima.
Mesmo assim o filme ainda teria créditos como sendo uma ficção científica digerível nos momentos de toque de horror como quando surgem os superpoderes, as habilidades do quinteto jamais são tratadas como uma dádiva, mas como uma reação fisiológica tão exuberante quanto perigosa e com isso os militares se encantam.
Mas é só isso, a partir de então ele se perde, aparentemente motivado por uma Fox que queria uma maior participação dos super-heróis, vale ressaltar que este não é um filme comum de super-herói, há ele pode até ser visto como um tanto parado, devido ao fato de passar boa parte dele em um só lugar, mas aparentemente Trank teve que fazer mudanças de última hora no roteiro e em todo o último ato, ainda que se perceba isso a impressão que fica é que o filme se constrói como se não conseguisse justificar a cena passada e por isso prefere deixa-la de lado.
Talvez o pior mesmo seja para quem conhece um outro trabalho do diretor (Poder Sem Limites) vai saber que ele leva um bom tempo para montar a historia, construir os personagens e ao fim ele resolve tudo muito rapidamente, o que acaba atrapalhando o andamento geral do filme.
Vale ressaltar que a interpretação dos garotos foi notável, de todos eles e mesmo que o orçamento de U$$ 120,000,000.00 seja um dos mais baixos de toda a Marvel, o que prejudicou muito os efeitos especiais e o próprio acabamento de personagens como o Dr. Destino. No entanto torna-se difícil produzir qualquer coisa decente quando diretor entra em confronto tanto com o elenco quanto com o próprio estúdio, que diga-se de passagem paga toda a produção.
Por hora, o que falta é esperar o resultado desse filme e vermos como o estúdio da raposa irá reagir a ele, mas agora colocando um pouco da minha própria opinião, o que falta para eles é encontrar um Kevin Feige, ou Chritopher Nolan para reger os movimentos de seus filmes. Brian Singer poderia ser um bom nome.

NOTA: 2/5





LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...