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quinta-feira, 2 de abril de 2015

Explicando Lucy

Confesso pessoal, que logo depois de escrever sobre Lucy, logo não, foi mais pra quando eu comecei a receber os primeiros comentários, eu me vi na obrigação de escrever um post esclarecendo sobre as teorias físicas e o final um tanto quanto controverso do filme. E verdade seja dita, vários empecilhos surgiram no meio do caminho para que eu prosseguisse, dentre eles eu posso citar a falta de espaço. Já que não sabia onde iria postar, eu não deveria fazer. Depois me veio o maior motivo de todos, a preguiça. Onde me perguntei: Droga Gerald, valerá a pena mesmo ter todo este trabalho para um bando de desconhecidos? Eis que respondo: Claro... E quem diabos é Gerald? E com quem estou falando? 
Bom, vejamos o que podemos fazer:
Para começo de conversa vou elucidar uma teoria física que poderia fundamentar a mecânica quântica. Teoria das Cordas. Em linhas gerais ela sugere que partículas não são pequenos pontos, mas sim dobras em objetos unidimensionais similares a cordas. Dessa forma, a diferença entre as partículas seria a frequência com que essas cordas vibram. Sobre essa teoria, infelizmente é algo ainda em estágio larval, nada muito concreto simplesmente pelo fato de que por se tratar de extremos da natureza acaba sendo muito difícil provar qualquer coisa nessa área. Mas tentemos leva-la a sério pelo menos para ver como essa teoria unificadora pode esclarecer uma parcela do filme.

Alerta Spoiler: se não assistiu ao filme feche a página.

Em primeiro lugar eu quero colocar aqui, o que li em um pagina a pouco tempo. A capacidade cerebral pode ser de certa forma comparada fazendo-se a seguinte analogia entre vejamos... você. Isso você, essa imensa porção de preparo físico que está lendo isso agora e LeBron James. Não duvido que os dois usem bem seus corpos, mas nós sabemos quem é mais desenvolvido com relação ao mesmo, certo? Logo, nota-se uma diferença entre capacidade e produtividade.
Então vamos tomar por fato que Lucy consiga tirar o máximo de proveito de seu cérebro. Em um primeiro momento no filme já vemos a atriz afirmando ser capaz de sentir as vibrações do planeta, bem como as pessoas, dentre outras habilidades. Frisemos vibrações, isso é importantíssimo. Partindo do preceito de que cada corda no universo “vibra” em um “tom” a fim de formar diferentes partículas, imaginemos que devido ao desprendimento causado pela substancia azul, Lucy agora consegue alterar essas vibrações a vontade a fim de manipular cada uma das partículas fazendo com que elas adotem a forma que ela bem entender. Sendo assim, isso explicaria como ela faria para alterar seu cabelo, o ambiente, aumentar e diminuir o campo de gravidade ao redor dos inimigos coreanos etc. (Teoria by LP XD)
Por outro lado temos a lei da Interação Eletrostática que prevê o campo ao redor do elétron, sendo que sua própria fórmula mostra um campo infinito. Einstein afirmava que a única realidade que existe no cosmos é o campo, e que as partículas não passam de concentrações locais desse campo. Ou seja, tudo é campo e está conectado. Porem temos de entender que, como cada “coisa” vibra em um tom diferente e o campo não vibra, ou vibra em um tom único, nós somos primitivos em relação a este, logo não estamos em sintonia com o mesmo. Para que exista essa concentração, é necessário que o elétron oscile, que ele vibre.
Conforme o final do filme se desenrola, então o que acompanhamos é o vibrar cada vez menos excitado das cordas que compõem Lucy, até que elas tornam-se unas com o campo e este campo muitas vezes é entendido como sendo a consciência do universo, Lucy vira o todo que não vibra, o campo. E como o campo está em todo lugar ela passa a estar em todo lugar. Ela se une a Deus.
O que torna isso tudo verossímil em relação ao filme é o fato de ao final todas as células dela, ao se juntarem, se transformarem no olho de Deus, uma nebulosa.
E imagina que legal, se ao final da cena, depois de uma hora e lavai cacetada, pouco antes de ele desaparecer, o olho da uma piscada?

LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...