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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis entre nós, para nos lembrar que apenas do medo, vem a coragem. Que apenas da escuridão, podemos verdadeiramente sentir a luz.
Recebi o chamado da torre de vigilância, então ressurgi dos mortos apenas para falar da maior reunião de super-heróis de todos os tempos. Sim meus amigos, depois de anos de espera a Liga da Justiça se reúne nos cinemas e como fundador do grupo homônimo dos blogs, não podia ficar de fora desse evento.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta pela Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm, Teca, Tami e por este símbolo de esperança que vos escreve.
Quem já vem acompanhando os posts da LJB sabe como eu costumo fundamentar meus textos. Esse talvez saia ligeiramente diferente pelo fato de ser a reunião da Liga, algo pelo qual viemos esperando a tempos, logo vai ter explicação pra caralho, spoiler pra caralho, então se prepare que já vamos começar.
“Alimentado por sua fé restaurada na humanidade e inspirado pelo ato de altruísmo de Superman, Bruce Wayne busca a ajuda de sua nova aliada, Diana Prince, para encarar um inimigo ainda maior. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha trabalham rapidamente para encontrar e recrutar um time de metahumanos para encarar essa ameaça recém-desperta. Mas apesar da formação dessa liga sem precedentes de heróis - Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman, Ciborgue e Flash - talvez seja tarde demais para salvar o planeta de um ataque de proporções catastróficas.
Roteiro: O primeiro ponto importante a se identificar em Liga da Justiça é o fato de que houveram dois diretores e por consequência, mais de um roteirista. O primeiro foi o divisor de opiniões Zack Snyder, o segundo foi o aclamado diretor de vingadores Joss Whedon. E aqui começa o primeiro problema. Vejam, se cada um tivesse feito a sua na boa, é provável que nós tivéssemos o filme de heróis perfeito, com diálogos escritos de uma maneira a humanizar os personagens, ao passo que haveriam problemas que seriam resolvidos em três ou quatro linhas de fala. Enquanto as cenas de ação seriam épicas e inesquecíveis. Mas não foi isso que rolou. Eu não sei se a culpa é do Whedon ou se foram os estúdios que meteram a mão, mas não só as falas foram mudadas, como as cenas de lutas foram picotadas e desprovidas daquela sensação de sequência que o Zack conseguia transmitir tão bem e então o que vimos sendo composto em tela foi algo mais ou menos parecido com Esquadrão Suicida, onde pequenas cenas fechadas se sobrepõem como uma colcha de retalhos. Nós não seguimos a mente de um personagem durante muito tempo, o que pode acarretar em incomodo para a maior parte do grande público.
No que toca o roteiro em si, nós temos a história do novo deus, Lobo da Estepe perseguindo as caixas maternas* pra sua conquista mundial. Logo, as caixas maternas são o MacGuffin** da trama. Bom, os novos deuses são uma criação do filho da Marvel, Jack Kirby quando ele se rebelou e resolveu fazer casa na DC. Os novos deuses são uma raça alienígena avançada e poderosa que surgiu depois do primeiro “fim do mundo”. Eles se dividem basicamente em dois planetas, Nova Gênese, que é governada por Izaya, o pai celestial e Apokolips, atualmente governada por Darkseid.
Infelizmente existe logo no core central da historia o que poderia ser entendido como “marvelização” de um filme. Pensando apenas no decorrer da trama, o que nós temos é uma simplificação do vilão em seus objetivos, recuperar as caixas maternas e destruir o mundo, enquanto um grupo de cinco heróis tenta inicialmente detê-los sozinhos e descobrem que não são páreo pra ele. Se você não conhecer necas de quadrinhos essa história será ok, talvez enfadonha devido ao fato de já ter sido usada a exaustão.
Outro agravante para a Liga da Justiça está na montagem final da trama, eu na verdade achei os personagens bem escritos e seus plots simples e fáceis de entender. Ajuda se você já tiver uma base, mas aceitar não é tão difícil. Como espectador o que incomoda mesmo é que dá pra perceber nitidamente onde está a mão de cada diretor, falas que claramente destoam de momentos específicos, combates que tomam um rumo e de repente são cortados e seguem para outro totalmente diferente, tudo isso é o maior prejudicial do filme.
No quesito tom, o que vemos é uma mudança completa no que havia em Batman v Superman: a Origem da Justiça, não posso dizer que ele sofre dos mesmos problemas dos filmes da Marvel, mas também não posso dizer que ele passa incólume... Sinceramente, não venham me dizer que alguns filmes se assumem como piadas escrachadas e tem de ser respeitados por isso e ter seu mérito reconhecido, essa desculpa não cola. Veja Thor Ragnarok por exemplo, você jura pra mim que vai ver todo um planeta ser destruído e vai fazer piada? Jura mesmo? Esse corte de efeito dramático ocorre apenas uma vez em Liga, o que eu já acho demais.
Atores:
Ben Affleck: Na sua primeira aparição eu tive certeza que ele era o melhor Batman de todos, ainda acho. Muita gente diz que a mudança não condiz com o que se espera do personagem, na verdade eu discordo um pouco. O humor do Batman não é nem de longe aquele de “tiozão” que os brasileiros apontaram, na 3ª vez que fui ver o filme no cinema, a sensação que me passou foi a de um Batman com tiradas cínicas, hipócritas talvez, um senso de superioridade que se aproxima do homem de ferro, mas sem ser tão ofensivo.
Gal Gadot: A nossa mulher maravilha faz aqui seu papel tão bem quanto no filme solo ou mesmo no primeiro filme que ela aparece. Inclusive, graças ao diálogo, nós conseguimos entender que ela não fica ausente por 100 anos, ela apenas tem medo de dar a cara a tapa e perder mais alguém, como perdeu o Steve Trevor.
Ezra Miller: Um personagem mais polêmico, alguns gostaram, outros detestaram ao passo que um amigo me disse que ele carrega o filme nas costas. Bom, eu entendo o que o Whedon quis fazer com ele. O Flash é a criança que se deslumbra com os acontecimentos, que serve como ponte entre os eventos do filme e o público que está acompanhando. Mas vejam, eu disse que entendo, não disse que aprovo. Percebam, algumas vezes os excessos do Ezra ficaram cansativos e por pelo menos três vezes atrapalharam o andamento da cena. Eu gosto dele, acho um bom ator que inclusive tem umas das cenas mais memoráveis, a cara que ele faz quando o Superman mostra que pode acompanha-lo, quanto mais eu penso, mais eu adoro. Mas com certeza o segundo diretor poderia ter aliviado a mão.
Ray Fisher: Coadjuvante de luxo, eu sei, mais pra baixo eu explico o porquê isso não ser de todo mal. Mas gostei muito da fidelização com o personagem, onde até entrar para a Liga ou Jovens Titãs no caso, ele era atormentado, vítima de sua condição causada pelo seu pai. Gostei da frieza mecânica que o Ray trouxe ao seu personagem. Outro ponto positivo está nos diálogos e na parte gráfica do Cyborg, tudo ficou muito bem feito, um arco rápido, mas muito bom.
Jason Momoa: Aquaman, esse ficou nítida a sensação de que havia muito mais dele no filme, do que foi verdadeiramente entregue, talvez seja, juntamente com o Flash aquele que mais desaponta, estava nítido que ele se recusaria a entrar para a equipe (aparece isso no primeiro trailer) e que seria muito mais marrento. Ele está poderoso e talvez em seu próprio filme, com apenas um diretor, será mais fiel a uma ideia, porém deixou muito a desejar.
Henry Superman Cavill: Tal como Jesus ressuscitou ao terceiro dia, SuperCavill ressuscita no 3º filme. Superman é o MacGuffin dos heróis quando estes percebem que não serão capazes de dar conta da ameaça. E sim galera, eu sou um grande admirador do trabalho do Cavill, do seu Superman e esse filme foi mais um acerto para conta dele. Ele demonstra poder, conseguindo segurar a Liga inteira sozinho, raiva, ao se deparar com o Bruce logo após a ressurreição e otimismo, salvando todos que pode lá na Rússia e fazendo algumas piadas, inclusive fazendo a cena clássica de rasgar a roupa e exibir o S do uniforme. Creio que todo esse arco evolutivo foi ideia do Zack desde o Homem de Aço, embora eu tenha certeza que o caminho seria muito mais pedregoso se não fosse a intervenção do estúdio. Acho que disparado o Superman foi o ponto alto do filme.
Lobo da Estepe: Sim, ele merece uma ponta só para ele porque há muito que eu preciso explicar. Pois bem, nas histórias que envolvem os novos deuses eles vem a Terra apenas para procurar a equação antivida, um poder ancestral que dará controle absoluto para que o portar e Darkseid o soberano de Apokolips acredita que o livre-arbítrio dos humanos tem algo a ver com isso. A primeira vinda do Lobo, onde ele traz não apenas um vasto exército de parademônios como também naves de batalha e generais seria a mando de seu soberano e sobrinho. Porém, com a reunião de deuses e heróis, além de um exército digno de O Senhor dos Anéis, ele acaba sendo derrotado e expulso do planeta. Na segunda vez que ele decide atacar, ele já não conta mais com o apoio do seu planeta natal, visto que ele diz que recuperara seu lugar junto aos novos deuses, isso explica porque não precisou daquele enorme exército para enfrenta-lo, já que ele não contava com todo o apoio que tinha antes, apenas alguns parademônios e nada mais. Não posso dizer que me desagradei do vilão, porque conheço seu arco e entendi sua motivação, mas entendo quem o achou pouco complexo.
Easter eggs:
Lanterna Verde: Pois é galera, finalmente temos uma aparição real de um membro das tropas dos Lanterna Verde e inclusive do seu anel. Não é um membro humano, mas é muito bom ver que eles vão realmente abordar esse personagem.
Darkseid: Acredito que mesmo antes de seu nome surgir pela boca do Steppenwolf eu sabia que ele iria chamá-lo. Eu duvido que ele será um vilão do segundo filme, mas é muito bom saber que a ameaça real já foi decretada.
Linguagem de Sinais: Confesso que quando o Barry citou esse como um de seus interesses eu curti muito já que essa é uma provável referência ao Gorila Grodd, um de seus inimigos mais icônicos.
Pós Créditos:
O filme conta com duas cenas pós créditos, obviamente obras do Joss Whedon, a primeira é apenas uma piada, uma referência clássica a um acontecimento recorrente nas histórias em quadrinhos. A segunda por sua vez traz uma possibilidade muito boa para a Liga da Justiça 2, já que vemos Lex Luthor e o Exterminador do Joe Manganiello reunidos e discutindo a possibilidade de formarem sua própria Liga, uma referência a algumas formações clássicas de vilões, que podem ser os inimigos deles num futuro não tão distante.

No fim das contas Liga da Justiça não é um filme ruim, porem está longe daquilo que era esperado dele. Os maiores problemas residem justamente na mão desajeitada de Joss Whedon no lugar de Zack Snyder. Alguns excessos provocados por este último diretor e picotadas na trama em geral.
* As caixas maternas são um computador vivo, criado pela tecnologia dos Novos deuses. A Caixa Materna está vinculada ao usuário e se comunica psiquicamente com ele.

**MacGuffin é um dispositivo do enredo, na forma de algum objetivo, objeto desejado, ou outro motivador que o protagonista persegue, muitas vezes com pouca ou nenhuma explicação narrativa.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

LJB: Mulher Maravilha

Nós nos erguemos para proteger os humanos. Porém, esse é o problema de se lutar pela verdade e justiça, as vezes parece que a luta não acaba. Ainda assim um dia a batalha sem fim vai se encerrar e não haverá mais ninguém para cobrar justiça.
Estive fora por todos esses dias devido a uma doença. Que já está no passado e agora eu me reúno mais uma vez a Liga da Justiça para falar do último lançamento da DC, Mulher Maravilha.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta pela Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm, Teca e pela Tami e por este símbolo de esperança que vos escreve.
E finalmente a DC pode se ver livre das perseguições desaforadas do Rotten Tomatoes, o que não é definidor, mas ajuda um bocado uma vez que este tem 92% no tomatometro, o que quer que isso signifique. E aproveitando a boa maré, o post de hoje será dividido em atuação e roteiro e alguns easter eggs, porque não pode faltar.
“Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.”
Roteiro: Eu confesso que tive muito receio com relação a esse filme. Pra começar eu sou fã da DC, sempre fui e sempre serei, o problema é que a Warner Bros é uma empresa e como qualquer empresa precisa gerar lucros se quiser sobreviver. Eu adoraria que ela continuasse com seus filmes inteligentes, ousados e dark, porém o grande público não fica agradado e não vai ao cinema o que não gera receita. A Warner precisava se reinventar de alguma forma e escolheu um filme não muito fácil para isso.
Nós sabemos da representatividade que existe nesse filme e o peso que ele carregava, pelo simples fato de que se falhasse, os filmes com protagonistas femininas seriam novamente jogados ao limbo em ambas as editoras. Se vocês derem uma rápida pesquisa na net verá que o roteirista que encabeçou tudo isso é o novo deus da detective comics, Geoff Johns e vou reiterar isso quantas vezes for preciso, esse cara vai levar a gente ao nosso merecido lugar.
Sim o roteiro é simples. Sim, ele faz uso de uma formula de história de origem bem conhecida por todos e por isso acho difícil alçar esse como a melhor adaptação da Warner não chamada O Cavaleira das Trevas, com certeza é a mais coerente e encanta pela simplicidade, agora melhor? Acho os acontecimentos do roteiro todos bem justificados, desde o amor dela pelas batalhas que só aumenta por ser superprotegida, até a descoberta dos poderes e sem dúvida a necessidade de partir atrás do Steve pra caçar o deus da guerra. E a gente tem de enfatizar que existe sim uma diferença de tom entre esse filme e Batman v. Superman e nem digo na paleta de cores, já que isso não influencia tanto quanto você ver o vilão enfiando uma lança no peito do protagonista que sofreu o filme inteiro por ninguém acreditar nele.
Neste filme Patty Jenkins bebeu muito da fonte do Superman de 1978, uniu com um elenco bem diversificado, tanto na ilha paraíso, quanto em meio aos homens e isso contribuiu e muito para a conexão de quem assiste com o que está rolando na película. E o melhor é que cada um dos elementos do filme casa bem com a história, estando todos orbitando em torno da guerra que é o que molda de fato o caráter da Diana, talvez no fim das contas o grande contraponto da heroína tenha sido a primeira guerra mundial e não Ares, que infelizmente em conjunto com a Dra. Veneno e o general Ludendorff ficam um pouco abaixo do longo cardápio de grandes vilões que o estúdio costuma apresentar.
É galera, vale ressaltar as cenas de comedia que o filme possui e que na verdade funcionam que é uma beleza. Não no padrão Marvel que tem a péssima mania de enfiar tantas piadas no roteiro que acabam prejudicando o andamento do clímax do mesmo. Ao passo que tem de se destacar a maneira com a qual a diretora leva a historia da ilha paraíso, um lugar idílico, colorido e belo, para o reino dos homens.
Perguntas: Se ela termina o filme acreditando no amor, porque ela não nos ajudou na segunda guerra?
E vocês se lembram do meu funeral lá em Batman vs Superman? Ela diz ao Batman que os homens fizeram um mundo onde ficar juntos era impossível, como diabos ela fala isso, depois de acabar o filme acreditando no amor?
Personagens:
Gal Gadot: Não, eu não vou ficar falando aqui que ela lacrou, que ela é diva e blá, blá, blá porque eu nem considero isso elogio de gente. Mas sim, a Gal deitou no papel, não tem como negar pelo simples fato dela ter entregue duas personagens distintas tanto no BvS quanto no seu filme solo. Sendo em um mais cansada, mais desgastada e no outro mais ingênua, além de fisicamente conseguir representar bem o que nos vemos em diversas mídias, como nos desenhos animados e em varias HQs. Isso sem contar
Chris Pine: A gente precisa salientar em como a química entre os dois está absolutamente fantástica nesse filme, além da fidelidade na história dele, Pine ainda entrega um Steve Trevor digno dos quadrinhos e mesmo da animação do desenho da Liga (ainda que apareça em apenas um episódio) como um intrépido piloto que por já ter visto tantos horrores torna-se um pouco cínico.
Tanto Danny Houston quanto David Thewlis e a própria Elana Anya, aparentam ser apenas peças de um motor que realmente se opõe ao otimismo da Mulher Maravilha, de forma que a impressão que fica é que suas atuações são pontuais apenas para incrementar o horror do que é a natureza humana.
Easter Eggs:
Origem: Tal qual nos quadrinhos dos Novos 52, Diana também é uma semideusa aqui, filha de Zeus com a rainha Hipólita.
Ann Wolfe: Sim, ela é uma boxeadora negra, mas esse não é o ponto. O ponto é que ela é uma amazona de nome Artemis e foi dito que em Liga da Justiça, a deusa da caça homônima tem o físico descrito de forma bem parecida com a atriz. Agora o ponto: Se Ares matou todos os deuses, como Artemis sobreviveu se ela for mesmo a deusa? Bom isso abre espaço para a possibilidade de os deuses voltarem.
Superman de 78: Sim meus amigos, esse filme bebe bastante da fonte otimista que foi o Superman do Reeve, tanto na cena do beco, quanto no visual com óculos e com o chapeuzinho que ele usa quando está disfarçado de Clark.
Uma pergunta as lindas mulheres que viram esse filme, mas sejam sinceras.
Vocês gostaram dele pela qualidade ou apenas por representar vocês na grande tela?
E não galera, simbolicamente Mulher Maravilha foi grande, mas ela não salvou o DCEU, pelo menos não em termos de bilheteria, a responsa está nas costas da Liga da Justiça, mas o cara ai de cima sabe o que faz.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Conexão Hollywood: Liga da Justiça

Salve, salve galera! LP chegando hoje com a coluna conexão Hollywood.
Infelizmente o post de hoje é para tratar de uma tragédia, a saída do diretor Zack Snyder e de sua esposa e produtora Deborah Snyder do filme Liga da Justiça devido ao suicídio de sua filha de 20 anos Autumn, do primeiro casamento com Denise. Sua filha cometeu suicido ainda no mês de março, porem apenas agora, com o filme precisando passar por refilmagens em Londres é que a notícia veio à tona. Tentarei esclarecer ao máximo o que rolou.
Semana passada saiu um rumor de que Liga da Justiça passaria por severas refilmagens, a ponto de que seriam gravados dois filmes neste intervalo de tempo. Todo mundo sabe que basicamente tudo o que envolve o universo da DC vira notícia e que em sua maioria essas notícias são rumores de alguma forma negativos. E dessa vez não foi diferente. A notícia das refilmagens não é de toda infundada, na verdade muitos filmes passam por isso durante seu processo de construção, a exemplo tem o próprio Vingadores: Era de Ultron, acontece que motivado pela tragédia familiar, Snyder ficou impossibilitado de ir até as locações do filme na Inglaterra para fazer as mudanças necessárias nas cenas.
Fiquei triste em ver como ele estava receoso da reação da internet que convenhamos, consegue ser bem filha da puta e mesmo assim ele estava lá, tentando fazer aquele filme que os fãs merecem. Vale lembrar também que houve toda a premier envolvendo a Mulher Maravilha e o cara estava lá, todos os dias, com a cabeça erguida e sorrindo para as câmeras e para os fãs, isso demonstra o profissional que ele é e o amor que ele sente por fazer o que faz. Independente se gostam de seus filmes ou não isso tem que ser reconhecido, ele dá o seu melhor e ama o que faz.
Na mesma entrevista dada para o Hollywood Reporter nós ficamos sabendo que o diretor convidou ninguém menos que Joss Whedon, que estava encarregado do filme solo da Batgirl para terminar o filme. E aqui vamos esclarecer algumas coisas.
Para começar a escolhida não foi a Patty Jenkins pelo simples fato de que ela é estreante no mundo dos heróis, ao passo que Whedon trouxe a vida simplesmente o principal filme do universo Marvel, Os Vingadores.
Depois, para aqueles que não sabem, o diretor é famoso justamente por fazer um serviço neste estilo. Muitas vezes sendo contratado para fazer correções em roteiros sem fazer com que ele perca sua essência principal e nós sabemos, Snyder é um diretor com uma marca registrada bem forte. Acredito que o que veremos nessas refilmagens de Liga sejam apenas uma maior interação e apresentação dos personagens. Eu duvido e muito que vejamos mudanças em cenas de ação, pelo simples fato de que não há diretor a altura de Zack para esse trabalho. O que deve ocorrer, talvez seja uma reescrita nos personagens, seu comportamento em momentos em que todos estarão juntos discutindo seu próximo passo.
Pois é galera, uma vez que uns 80% do filme já está finalizado, eu apenas poderei imaginar o quais os conteúdos dessas cenas a serem regravadas... O retorno do Superman? A troca de liderança? Quem Snyder na porrada da equipe ao passo que Whedon faz as cenas de interação? Ia ser maravilhoso.
sabe. Estou secretamente rezando para que haja uma interação entre os dois numa vindoura segunda parte da Liga da Justiça. Vocês conseguem imaginar?
Agora para nós resta desejar toda a força do mundo para Zack Snyder e esperarmos para ver o que vai acontecer com a Liga da Justiça da América, mas não se esqueçam, a maior parte do credito ainda é do seu primeiro diretor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LJB: Esquadrão Suicida

A liga da justiça se reúne mais uma vez!
Sabem o porquê de eu amar tanto a DC? Quando você pensa que não dá pra ficar pior, ela vai lá e lança um filme polemico, que boa parte dos metidos a critico apontaram como sendo fraco, mas que por alguma razão bizarra conseguiu ultrapassar a barreira dos US$ 700.000.000,00. Tenho de ser sincero com você, não tenho certeza nenhuma de como fazer esse texto, são tantos assuntos para se abordar, cada um tão mais difícil do que o ultimo, que eu não tenho a menor ideia de como começar.
 A liga da Justiça dos blogs é composta por Ale, Carol, Clay, Juju, Pâm, Tami e por este que vos escreve.
“Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria a força tarefa 'X', onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após um súbito ataque. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão.”
Vou começar então esse texto pelo roteiro, depois passaremos a análise dos atores e seus respectivos personagens, depois vamos falar da trilha sonora (que merece um destaque) por fim vamos falar de referências. (Clay approve)
Roteiro: Não há jeito fácil de começara a falar sobre qualquer coisa relacionada a esse filme em particular, mas eu preciso dar um jeito de comentar o roteiro que foi escrito por David Ayer, mas editado sem piedade pela Warner Bros. Historias contam que houveram quatro versões desse filme que rodaram em circuito fechado de teste com plateia e segundo os executivos, a versão que temos no cinema e que vai para DVD foi a que obteve melhor resposta do público. Isso mostra a falta que faz um cabeça na Warner pra orquestrar todo esse movimento, uma vez que eles lançaram um trailer de um jeito, em um tom e com algumas cenas e simplesmente abandonaram a ideia pouco tempo depois, creio eu que agora com a entrada de Geoff Johns a coisa deve mudar de figura.
Porém, por mais bizarro que soe, a história chega a funcionar e ser boa, tanto na apresentação de personagens quanto no decorrer da trama, tendo apenas dois furos que são pecados extremos. Um deles é a personagem da Magia e a ameaça que ela representa, eu não vi necessidade de colocar uma ameaça em escala global que o esquadrão tivesse que lidar, não havia necessidade nenhuma do famigerado raio azul que destrói grandes construções pelo globo. Em seguida vem o que me deixa mais triste do que com raiva, as mudanças feitas pelos executivos acontecem de maneira tão abrupta e óbvia que fica mais do que claro que ali não teve dedo do diretor e que aquela mudança foi feita pra tentar agradar os quatro públicos, mas há o que se perdoar a pressão em cima desse filme estava grande demais, acredito que agora com a bilheteria e com
Eu posso apontar uma dessas cenas e vocês vejam se concordam comigo: Toda a introdução inicial dos personagens feita por Amanda, com cores que chamam a atenção, foi colocada no lugar de uma cena que aparece rapidamente no trailer onde Flag está conversando com a Dra. Moone e faz a apresentação dos personagens.
Personagens:
Will Smith: Ele é o personagem central do filme e ninguém em sã consciência poderia esperar outra coisa. Will está bem no personagem, embora falte alguns detalhes quanto a caracterização do pistoleiro, como sua religiosidade que poderia ser mais explorada. Seu envolvimento com a filha é bacana, uma pena que ele insista em sempre ter os filhos em algum papel...
Margot Robbie: A co-protagonista ao lado do Will, teve a construção ao redor do seu personagem tão bem feita quanto o astro lá em cima. Arlequina tem uma contrução sólida e conta com uma interpretação muito boa por conta da Margot, sua evolução de psiquiatra a psicótica é bem feita, embora devido aos cortes excessivos do filme esteja longe do ideal. Talvez por não ser o foco, sua relação com o Coringa tenha ficado deturpada enquanto surpreendentemente o diretor conseguiu retratar o lado frágil que a personagem possui. Não posso dizer que ela roubou a cena, uma vez que o filme era dela e do Deadshot.
Jared Leto: Pois é, eu na verdade iria preferir me abster de comentar sobre esse cara. Com certeza o personagem mais complexo do filme. Teve muitas de suas cenas cortadas, apresentou uma versão totalmente diferente daquela que estávamos acostumados. E a pergunta que não quer calar, foi bem ou não foi?
Para a proposta do filme, de um palhaço que é apaixonado pela Harley, que é metido a gangsta e que tem mais problemas em respeitar o espaço pessoal dos outros do que ser um vilão psicótico, ele foi bem sim. Se a gente for comparar com as HQs então a resposta é um sonoro não, não chegou nem perto disso. Porém vou deixar uma observação aqui para quem não viu o filme tentar reparar e quem já viu ir tentar ver de novo: Na cena em que ele está no quarto e deita no chão dando aquela sonora gargalhada (muito boa por sinal), além das facas, armas e computadores, estão três roupas de bebe ao lado. A pergunta, porque o Coringa tem roupas de bebe no apartamento dele?
Joel Kinnaman:  Esse papel era do Tom Hardy, com essa bomba eu passo para o próximo.
Não que ele tenha sido ruim, longe disso, são dois atores de muita qualidade e um até parece ser irmão do outro. E no filme ele teve um bom tempo de tela, mas foi simplista. Não passou a sensação de líder do esquadrão, culpa do roteiro não do ator.
Viola Davis: Se vocês querem dizer que alguém roubou a cena nesse filme, falem dessa mulher. Eu não assisto séries, então não conhecia o trabalho dela e posso dizer que fiquei no mínimo impressionado. Viola foi visceral no seu papel de Amanda, entregando com fidelidade sua personagem aos expectadores, sendo a única coisa no filme que foi perfeita.
Jai Courtney: É incrível como eles conseguiram transformar um vilão “Z” e ridículo, que usa boomerangues, em um personagens até que divertido e com um quê de relevância. Meus parabéns!
Karen Fukuhara: Senti uma nítida falta de desenvolvimento dessa personagem e para surpresa geral da nação, foram cortadas pelo menos duas cenas dela no filme...
Jay Hernandez: Diablo, outro personagem cuja a história foi bem retratada e até que bem desenvolvida, ele é o personagem que busca a redenção na equipe, um clichê bem típico, mas que funciona se não fosse pelo detalhe técnico da bomba, que não faz muito sentido. Embora eu tenha que elogiar sua transformação que está uma beleza e seus poderes são apresentados de maneira bem palatável.
Adewale Akinnuoye-Agbaje: O alivio cômico do filme, brutamontes com poucas falas que serve apenas como válvula de escape ao humor, não fede, nem cheira.
Cara Delevigne: Então. A primeira aparição da Magia é uma das cenas mais bem feitas que eu já tive o prazer de ver em um filme. Ainda assim eu senti alguns problemas com a personagem, como sua principal motivação em destruir a raça humana. Sobre a dança e as frases rimadas, posso dizer que não fiquei desagradado, na verdade até ignorei quando vi.
Cenas:
·         Valsa da Loucura: A cena da dança da Harley com o Coringa, uma homenagem ao famoso desenho do Alex Ross, uma das cenas mais legais do filme, devido a homenagem que ela presta.
·         Asilo Arkham: A instituição mental que aqui se faz presente e aparentemente vai ser cenário do filme solo do Batman ou do Esquadrão Suicida 2.
·         Repararam no tanque de ácido onde a Arlequina nasce? Foi o mesmo lugar onde o Coringa virou o palhaço do crime A.C.E.   
            Eu não falei do Amarra lá em cima porque ele morre nos primeiros cinco segundos de cena, mas ele morre do mesmo jeito e pela mesma razão que nos quadrinhos.

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LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...