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domingo, 18 de setembro de 2016

Conexão Hollywood: Quem será o novo James Bond?

Salve, salve galera, adotando uma nova postura, que não é nenhum pouco costumeira nesse espaço, resolvi comentar uma notícia. Mesmo não sendo exatamente fã da série, ainda que tenha assistido 22 dos 24 filmes que a compõe. Hoje vamos falar do rumor para o novo James Bond, sim dentre tantos motivos eu posso destacar o fato de ser um personagem icônico e de que há uma certa polemica em torno dele, uma vez que um dos concorrentes ao papel é negro.
Os três principais nomes que estão na corrida são: Tom Hiddleston, Idris Elba e Michael Fassbender, nomes de peso, bons atores, reconhecidos, mas apenas um deles viverá o sedutor agente secreto.
Vou começar minha análise pelo que acho o mais descartável de todos, Tom que para a grande maioria pode ser conhecido como Loki dos filmes da Marvel, nascido em Westminster, com 35 anos eu vejo ele como passando longe do ideal para o papel, apesar de britânico, em suas obras eu pouco consegui notar a mistura de sex appeal com força que são necessárias ao personagem. É bem possível que uma vez com o papel ele vá se remeter ao Bond de Roger Moore, que era mais metido a engraçado, coisa que sabemos, Hiddleston consegue fazer com tranquilidade e nem teríamos problemas, porém eu vejo o agente secreto com uma necessidade irremediável de retornar a suas raízes mais sedutoras e infelizmente eu não vejo como nosso querido Loki possa fazer isso.
Elba que vem em segundo nessa lista, possui sólidos talentos para interpretação, uma voz poderosa e uma presença física matadora. Com 44 nos de Newham, acho que o primeiro trabalho que vi dele foi em Thor, lá
dos idos 2011 e nos poucos segundos que vi, adorei o ator. Hoje tendo visto mais filmes dele posso dizer com certeza que ele é diferenciado. Talvez dessa lista seja o que possui mais chances de conseguir o papel, mas novamente ele cai em um ponto que não consigo enxergar como bom para o espião. Idris é mais físico que Daniel Craig, tem 1,90 de altura, os braços do infeliz são gigantes, logo vão utilizá-lo metendo a porrada em todo mundo e não como o clássico sedutor que é o que a franquia precisa no momento.
A fim de que possam conhecer melhor o trabalho do ator com descendência de Serra Leoa, recomendo um filme da Netflix, Beast Of No Nation, aqui Idris mostra toda a sua habilidade como ator, na forma de um líder de guerrilha com uma assustadora e cruel habilidade de manipular e conquistar a fidelidade dos seus soldados. Porém temo que ao ganhar o papel, Hollywood se preocupe muito mais em fazer valer seus poderosos bíceps, do que seus facetas dramáticas.
Por fim, meu preferido para o papel, o jovem Magneto, Michael Fassbender, com seus 39 anos, nascido em Heildeberg  e que possui incríveis talentos para atuação, tenho uma real admiração pelo ator, desde sua versatilidade, que corre de um tom de voz que pode soar desdenhoso ou sedutor, ao seu físico que será posto à prova em Assassin’s Creed, o fato de ser fluente em três idiomas, todas essas qualidades me levam a julgá-lo como a melhor escolha para o papel, podendo fazê-lo voltar tanto as boas épocas de Pierce Brosnan, quanto talvez as de Sean Connery. Acredito que de todos seria o ideal para a função.

Vale ressaltar também que correm boatos de que a Sony ofereceu a bagatela de US$ 150,000, 000.00 para Daniel Craig durante dois próximos filme, o que sejamos sinceros, é bem difícil de recusar. Por outro lado, eu tendo a achar com alguma certeza de que nenhum dos quatro nomes citados até agora leve o papel e a Sony acabe por tirar de algum buraco, alguém para interpretá-lo.
E vocês ai? O que acham, alguma ideia de quem pode interpretar o papel de 007?

Notaram algo em comum entre todos esses atores? Sim, todos eles são de certa forma britânicos, essa é uma particularidade necessária a qualquer ator que se candidate a fazer o 007, ele precisa ser inglês.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Veredito: 007 Contra SPECTRE

Salve, salve galera! Manda LP mais uma vez depois de conseguir algum tempinho nos meus afazeres. E nesse tempo conseguido, resolvi me dedicar a falar de duas coisas: a primeira, que é retratada no post de hoje é mais um filme da coluna Veredito. A segunda, que se tudo correr como planejado virá semana que vem, será um textinho de boa sobre filmes no geral.
Mas sem mais demora, vamos logo para o Veredito de 007 Contra Spectre:
"James Bond (Daniel Craig) vai à Cidade do México com a tarefa de eliminar Marco Sciarra (Alessandro Cremona), sem que seu chefe, M (Ralph Fiennes), tenha conhecimento. Isto faz com que Bond seja suspenso temporariamente de suas atividades e que Q (Ben Whishaw) instale em seu sangue um localizador, que permite que o governo britânico saiba sempre em que parte do planeta ele está. Apesar disto, Bond conta com a ajuda de seus colegas na organização para que possa prosseguir em sua investigação pessoal sobre a misteriosa organização chamada Spectre."
Vou ser bem honesto com vocês, para mim é muito difícil escrever sobre um James Bond, talvez pelo fato de não me importar tanto com a franquia quanto deveria. Sim, reconheço que é um clássico, reconheço os pontos, nuances e sutilezas que o personagem traz consigo ao longo dos 24 filmes que tem a franquia, mas James não é, nem de longe, meu personagem espião preferido. (Eu assisti a pelo menos 18 dos 24 já lançados)
O agente double “o” seven é uma figura bem conhecida ao longo de todos os seus filmes, não à toa o personagem permite que atores entrem e saiam do papel, uma vez que James Bond tornou-se muito maior do que qualquer ator. Então para começar, concordo com uma opinião que li em um dos grandes sites, o filme tem um tom de como se quisesse finalizar a franquia. Isso Fez com que eu me perguntasse. Qual a necessidade disso? Uma vez que o personagem é maior do que o ator, fazer algo desse tipo reduz esse intuito. Posso afirmar sem sombra de duvidas que as histórias eram mais interessantes quando eram arcos fechados, únicos, com começo, meio e fim em um só filme.
O que complica ainda mais, é que é de um jeito bem truncado que o diretor Sam Mendes se presta a fazer o processo de amarração da franquia Craig: primeiro exemplo, ele faz um movimento meio que sem nexo para despertar um trauma do agente, mas que parece ser feito tão na má vontade que o pensamento que fica é de que era melhor nem ter colocado. No segundo exemplo vê-se que vem dos primeiros filmes o vilão, interpretado de jeito contido por Christoph Waltz, mas há só um punhado de reminiscências, organizadas como plot twist, não basta para recuperar a dimensão trágica do personagem, apresentada em Cassino Royale. No filme eles abrem uma questão e de repente deixam de lado, algo que diga-se de passagem deveria ser muito importante. Estou tentando ao máximo tocar em pontos que podem dar spoiler, ta difícil pacas.
Falando um pouco sobre atores agora, Daniel Craig está em ótima forma fazendo suas cenas de ação, quero dizer, ele corre e corre e em momento algum demonstra sequer estar ofegante, de forma que demonstra uma frieza mesmo diante das situações mais adversas. O problema é que nunca antes ele pareceu tão cansado, seja de representar o papel, seja do que for, dava para ler isso nos olhos do ator, por traz de qualquer expressão que ele fizesse.
Léa Seydoux entra no papel de bond girl e até que está bem, inclusive com momentos em que mostra alguma sedução e outros onde exibe algum tipo de força, ela está bem, para algo de padrão mediano. Quero dizer, ela não é nenhuma Rebecca Ferguson, em nenhum sentido, mas faz bem seu papel. É bem provável que eu é que tenha me acostumado mal neste caso em particular, com uma protagonista em filme de espionagem que faz de tudo um pouco, literalmente (é a bela, a agente, a motociclista, a lutadora, engana o protagonista) e agora qualquer coisa abaixo disso me pareça sem sal...
Dave Bautista, aparece inicialmente como um vilão clássico da série de filmes, porém rapidamente torna-se pouco aproveitado, isso porque os vilões do 007 costumam a ter um tom meio irreal, quem aí não se lembra do Jaws e seus dentes de aço no Rio de Janeiro? Bautista aparece no começo do filme munido com um acessório interessante: pontas de aço nos dedos. Infelizmente seus dedos com pontas metálicas são usados apenas uma vez, e então, no confronto direto com Bond eles nem aparecem mais em suas mãos.
Mas não serei apenas negativista, o filme tem coisas muito legais, eu estava assistindo na segunda vez com um amigo meu, e ele virou pra mim e disse:
“É o Vaticano! Como eles conseguiram filmar no Vaticano?”
Além de toda a primeira cena, desde a parte do helicóptero no México até cada detalhe do dia dos mortos que impressionam a gente um bocado. Uma coisa é certa, os cenários são incrivelmente bem trabalhados principalmente na cena de abertura, onde trilha sonora, cenário e sequencia de ação trabalham muito bem juntas.
É um filme ruim? De forma alguma, é só que sendo James Bond é esperado algo pelo menos um pouco acima da média, o que não ocorre, muito devido a má vontade de roteirista e diretor.
Por mais que eu não quisesse, infelizmente eu terei de fazer uma comparação com um outro filme desse ano que na minha opinião foi muito melhor. Acho até que vocês sabem qual...

Não, nem vou citar as cenas sem duble, vou citar apenas um personagem, Ilsa. Algum tempo depois de MI5, bem depois que digeri o filme, eu percebi algo muito impressionante. A personagem meio que trouxe uma nova forma de as atrizes agirem em filmes protagonizados por homens, onde não necessariamente elas roubam a cena, roubam o brilho e sim trabalham em conjunto com os mesmos a fim de tornar a franquia melhor. E desculpem-me, mas façam mais filmes com personagens como a Ilsa, sim? Onde tanto ela quanto Ethan brilham de maneira muito igualitária.




Selo Cameron: É um filme mediano, não acrescenta muito, nem traz nada que impressiona de fato, seja a trilha do Sam Smith, ou os efeitos, ou mesmo os carros.








LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...