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sexta-feira, 5 de maio de 2017

LJB:Guardiões da Galaxia Vol. 2

E então, depois de muito tempo de reflexão eu percebi que todas as pessoas anseiam por um Superman, alguém que possa salvá-las, alguém que estará disposto a ouvir seus problemas e lhe estender uma mão quando o mundo todo voltou as costas.
E a Liga da Justiça dos Blogs retorna mais uma vez para debater os filmes do universo de super-heróis e no post de hoje meus amigos, vamos falar de Guardians of the Galaxy Vol. 2 ou em português, Guardiões da Galáxia vol. 2.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta por Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm e Teca e por mim o homem mais poderoso mundo.
“Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt). ”
O post de hoje vai começar com uma análise de roteiro, depois a atuação dos personagens, referencias.
Roteiro: Com roteiro e direção de James Gunn, guardiões da galáxia pode ser entendido como o filme mais despirocado, despretensioso e tranquilo de todo o universo Marvel unificado. Quero dizer, a primeira coisa que precisa ser entendida aqui, a história não faz qualquer menção ao restante do universo, nem joias do infinito e apenas menções a Thanos.
Com isso em mente podemos passar aos detalhes por menores do roteiro. Ele está muito bem desenvolvido em relação ao primeiro, a trama é melhor amarrada, ao passo que os personagens e suas tramas estão bem mais desenvolvidos, na verdade é curioso acompanhar a maneira com a qual o diretor consegue unir dois arcos distintos no filme, Yondu e a equipe dos guardiões. Além de é claro, os arcos menores como o do Stallone. Nesse filme também é explorada a relação peculiar que a família possui e talvez e a importância da mesma para a concepção do modo de agir de cada personagem, porem existe uma certa dificuldade de se fazer uma conexão dos personagens da trama para com o público. Apesar da melhora absurda em relação ao primeiro, ainda resta momentos em que é difícil você sentir empatia pelas decisões de cada um dos que estão atuando.
Na parte das já conhecidas piadas, digamos que é um bom entretenimento, são duas horas e dezessete minutos tão bem construídos nesse quesito que você mal percebe que o tempo passou, contudo ainda há o defeito das piadas fora de hora. Em dados momentos a risada forçada do Drax chega a dar nos nervos, ao passo que há momentos em que realmente as piadas sobram, talvez porque o diretor não tinha ideia de como fazer o corte da cena.
Personagens:
Chris Pratt: O senhor das estrelas é o centro das atenções aqui, a história acontece por causa dele, gira ao seu redor. Tudo em função do Peter. E ele consegue corresponde a imensa personalidade, na medida do possível, evidentemente. Claro que esse não é um personagem escrito para arrancar uma atuação shakespeariana de seu interprete.
Zoe Saldana: Nesse caso ela foge um tanto de sua personagem que deveria, em tese, ser a mulher mais perigosa do universo para ser a “amante” de Peter Quill e por vezes sua consciência, contrapondo-o em diversos momentos, não é ruim, afinal o romance entre os dois foi aprofundado a ponto de precisar apenas de um dedo para que ambos fiquem juntos em definitivo.
Michael Rooker: Yondu adota aqui dois papeis diferentes, sendo de suma importância tanto no presente, quanto nos desdobramentos futuros do filme. Uma vez que é ele quem revela a existência dos Guardiões Originais (falarei disso mais para frente) e também é responsável pelos acontecimentos ao Rocket. Acho que ele é de longe quem consegue ter uma entrega maior de seu personagem, tanto por sua ligação com o senhor das estrelas, quanto pela dor que carrega devido ao fardo de ser um exilado.
Houve uma inversão de papéis entre o que era para ser de Bradley Cooper e Dave Bautista, percebam, uma das descrições que o próprio Rocket faz de Drax é: “O povo dele leva tudo no sentido literal. ” Bom, agora é o guaxinim que não entende metáforas e algumas piadas ao invés do Drax, além de é claro, Drax com seu humor absurdo e risada exagerada por vezes conseguir dar nos nervos. Enquanto Rocket possui uma carga dramática um tanto quanto inesperada por assim dizer.
Vin Diesel: O que dizer do personagem que só serve como dose de fofura da franquia? Está legal e melhor de tudo, souberam dosar tão bem sua participação que não chega a ser tola ou infantil.
Kurt Russell: Difícil falar muito dele, mas o pai do Peter está interessante, além de possuir um ótimo Plot no decorrer do longa.
Referencias:
Adam Warlock: Vale muito ressaltar que em uma das cenas pós créditos aparece o casulo do Adam Warlock, inclusive a sacerdotisa o nomeia dessa forma.
Celestiais: No filme, Ego, o pai de Peter se diz pertencente a raça dos celestiais, gigantes humanoides, com armadura de metal que criaram o multiverso e algumas raças. Nos mesmo quadrinhos o planeta não é dessa raça.
Eternidade: A manifestação da consciência do universo Marvel e a segunda em escala de poder, atrás apenas do Tribunal Vivo (já citado em Dr. Estranho) e do próprio The One Above All.
Guardiões Originais: A equipe dos saqueadores, composta por Stallone, Ving Rhames, Michael Rosenbaum, Miley Cyrus, Michelle Yeoh. Na verdade, eles eram os guardiões da galáxia originais.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

LJB: Dr. Estranho


Como um herói que sou, a cada vez que ouço o chamado sou obrigado a parar tudo o que estou fazendo em nome do bem maior. Eis que a Liga da Justiça se reúne uma última vez para enfrentar o que deve ser a última ameaça do ano, sim senhoras e senhores. Vamos falar de Dr. Estranho.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta por Ale, Carol, Clay, Juju, Pâm, Tami e por este que vos escreve.
“Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.”
Pois é galera, mais uma vez a Disney traz um personagem desconhecido a vida e que deve fazer um razoável sucesso e cabe a mim falar sobre ele. Aqui o sistema vai ser mais ou menos o mesmo de sempre, vou começar falando do roteiro, depois vou analisar os atores e seus respectivos personagens e por fim vamos falar das referências.
Acho que antes de falar de roteiro eu devo salientar o enorme ponto positivo que esse filme tem, seu visual. Sério, não é só uma questão de palheta, a estética desse filme é sensacional, os efeitos são tão dignos de nota que eu aposto 1 real como ele deve levar o óscar em 2017. Quero dizer, para quem entendeu as referência e está minimamente integrado na cultura popular reconheceu que o filme bebe de 2001, uma odisseia no espaço e de a Origem, sendo esse último a maior fonte de inspiração. Agora caso você tenha acabado de chegar de Marte eu recomendo assistir a Origem primeiro e depois voltar aqui.
Roteiro: Com certeza o ponto fraco do filme. Assim, novamente ele é okay, aceitável e tal, mas é só. Quero dizer, nos trailers pela forma em que foi mostrado, eu tinha certeza que a carga dramática em cima de Stphen Strange seria muito maior e isso até acontece nos primeiros minutos de filme. As cenas com as mão dele, mesmo o acidente, tudo é bem pesado, depois o filme brinca muito com o ego do doutor, o quanto ele era egocêntrico, mas ai (e me perdoem os puristas) você tem um corte no orgasmo pela velha receita Marvel. Pelo amor de Deus galera, precisava mesmo daquelas piadas a todo momento? Você está em um crescendo, o clima ficando mais pesado, mais tenso daí você mete uma piadinha?! Por favor né! Foi como a cena do BvS que o Superman ia subir pra bater no Apocalypse, mas tem que parar pra salvar a Lois, eu nunca perdoarei o diretor por isso.
Basicamente o filme é isso. Um roteiro nada demais, redondinho, fechadinho, que conta uma história, mesmo sendo um pouco acelerado, mas que não trás absolutamente nada de novo.

Personagens:
Benedict Cumberbatch: Acredito eu que um dos melhores elementos do filme foi a atuação do Benedict, não a toa todo mundo colocava ele como escolha mais óbvia para viver o mago supremo. Ele soube transmitir toda a arrogância de Stephen Strange, sua evolução e redescoberta, além de sua voz poderosa que dá o toque final no personagem. Sua atuação dramática está impecável, a única coisa que deixou a desejar foi seu timing no humor, porém de forma alguma isso foi culpa do ator, o deslize todo é culpa do estúdio e sua formula.
Tilda Swinton: Pra ser bem sincero eu gostei muito dela no papel. Fui um dos que ficou com um pé atrás com a escolha de uma mulher para um papel masculino, porque faço o estilo fidelização a obra original. Mas no fim das contas ela foi muito bem no papel, tão bem que eu gostaria de ver uma prequel com ela, mas não sua escalada ao posto de Mago Supremo, isso já é do Dr. Estranho, eu gostaria de ver como se corrompeu ou alguma coisa com ela fodona mesmo, explorando o lado mais forte.
Rachel McAdams: Par romântico do doutor e mesmo tendo uma química legal com o ator, eu sinto que sua personagem é tão irrelevante para a história no cinema que ela será substituída ou descartada na primeira oportunidade, assim como a Jaimie Alexander Natalie Portaman em Thor.
Referencias:
Bastão do Tribunal Vivo: Acho essa a maior e mais importante referência do filme. Tribunal Vivo é uma entidade do universo Marvel, mais poderosa depois de Deus ou no caso One Above All e sua citação pode significar, espero eu, que quem finalize a luta com Thanos seja essa poderosa entidade, assim como já ocorreu em HQs.
Como todo filme da Marvel, eu não irei nem mencionar o vilão, porque de novo ele foi inexpressivo e inútil. Na real eu li recentemente que um comentário de um cara falando eu a gente espera muito um vilão como o Coringa do Heath Ledger, marcante... MAS É OBVIO!!! Eu já pago um ingresso absurdamente caro, esses estúdios lucram bilhões, os atores são muito bem pagos com salários que eu nunca ganharei em dez vidas, eu exijo no mínimo uma atuação magistral e um roteiro excelente, caralho.
Em resumo, esse não é um filme ruim. Usualmente eu não costumo dar notas ou avaliar, mas sinceramente, essa formula tá ficando cansativa.

LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...