segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Esquenta para o óscar: Minority Report, A Nova Lei


Salve, salve galera! Olha o LP aqui mais uma vez, dando sequência a coluna de filmes indicados ao óscar e que sequer foram mencionados. No post de hoje eu trago até vocês Minority Report, A Nova Lei. Que na real só entra aqui nessa lista porque eu assisti recentemente, mas eu tenho certeza que com o tanto de piadas que já fizeram sobre ele todo mundo já deve ter ouvido falar também.
“Graças a uma divisão que prevê os assassinatos, esse crime está praticamente eliminado de suma futurista Washington do ano 2054. Os assim chamados precogs, e o culpado é punido antes do crime ter sido cometido. Quando os três precogs, que só trabalham juntos e flutuam conectados em um tanque de fluido nutriente, têm uma visão, o nome da vítima aparece escrito em uma pequena esfera e em outra esfera está o nome do culpado. A coisa toda muda de figura quando John Anderton (Tom Cruise) líder da divisão vê através dos precogs, que matará um desconhecido em menos de trinta e seis horas. A confiança que Anderton tinha no sistema rapidamente se perde e John segue uma pequena pista que pode ser a chave da sua inocência: um estranho caso que não foi solucionado. Mas apurar isto não é uma tarefa fácil, pois a divisão pré-crime já descobriu que John Anderton cometerá um assassinato e todos os policiais que trabalhavam com ele tentam agora capturá-lo.”
Mais um filme bem famoso na cultura pop.
Por que esse filme merece estar aqui? Dirigido por Steven Spielberg, com um roteiro escrito e baseado na obra de Philip K. Dick, basicamente pela pegada em termos de discussão filosófica que esse filme traz. Um crime pode ser considerado um crime, quando uma pessoa não chega a cometê-lo? Essa é inclusive uma prerrogativa abordada no filme que levanta uma questão interessante.
Não creio que a parte do protagonista, seja lá uma parte que mereça destaque nessa minha resenha, uma vez que Tom faz um policial padrão, linha dura, com um esqueleto no armário, mas que acredita cegamente no sistema. Acho que a coisa só parte para ficar mais interessante a partir do momento em que ele vê o próprio sistema se voltar contra ele. Depois que tudo isso acontece, Steven Spielberg mostra porque é um diretor tão bom,
conseguindo tirar uma das melhores atuações de Tom Cruise que eu já vi, além de seu ótimo controle nos efeitos e fechando ainda por cima ele contratou vários engenheiros para poder fundamentar as construções do filme.
Cruise: Vejo esse filme como uma das melhores atuações do ator. É bem legal, o policial viciado que se vê refém do próprio sistema pelo qual ele deu a vida, enquanto corre pra provar sua inocência, essa virada é o que torna a trama tão interessante.
Farrell: Jovem, o ator faz aqui o papel de antagonista. Eu acho engraçado, ver como esses atores eram jovens. Principalmente se você for assistir os últimos lançamentos deles e for ver esse filme. E como sucesso de crítica, esse filme ajudou a solidificar a carreira do jovem Collin que está de certa forma odiável e ao mesmo tempo compreensível em seu papel, você entende suas motivações e sabe que ele está cumprindo seu dever, embora tenha no fundo uma pontinha de prazer em estar perseguindo Anderton.
Talvez uma das principais razões pela qual esse filme deva figurar nessa lista seja toda a discussão que ele traz consigo, algo que nos põe a refletir sobre os limites do que podemos entender como ética. Vale a pausa pra reflexão com todo certeza.
Sem falar o sem fim de referencias que ele acabou por gerar, talvez na época, devido ao sucesso de Matrix ele não tenha recebido a devida atenção, porém esse é, sem sombra de duvidas um filme que merece seu reconhecimento pela contribuição que prestou ao cinema.
“Por que pegou a bola?
Porque ia cair.
Tem certeza?
Tenho.
Mas não caiu. Você pegou. O fato de você pegar, não muda o fato de que ia cair.”



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Esquenta para o óscar: Se7ven, Sete Crimes Capitais

Salve, salve galera! Olha o LP aqui mais uma vez e fazendo mais de dois posts por mês, o que deve ser algum tipo de aviso do fim do mundo!!!!
O post de hoje gente foi uma ideia da minha amiga Tami, do blog Meu Epílogo. Um esquenta para o oscar com cinco filmes que mereciam ter ganho a estatueta, mas sequer foram mencionados. Uma tarefa meio trabalhosa, confesso, mas vamos lá. Farei um por mês até fevereiro, começando por dois esse mês porque eu já to atrasado.

Pô galera, o primeiro filme que eu vou começar falando, eu já até fiz Pega a Pipoca dele há muito tempo atrás, na real foi o segundo filme que eu fiz pega a pipoca, mas acho que na época eu não tinha 1/10 da credibilidade que devo ter hoje (quem vê pensa) por isso eu volto com ele aqui, mas sinceramente eu acho que vou parafrasear meu próprio trabalho, mudando alguns elementos. Bora lá.
O primeiro filme que eu acho que deveria ter ganhando o oscar é Seven, Sete Crimes Capitais.
“Vamos voltar no tempo, o ano é 1995, lá um assassino em série passa a escolher as suas vítimas em função dos crimes capitais: uma é gulosa, a outra preguiçosa, a outra é invejosa... Uma dupla de investigadores é escolhida para o caso: um policial veterano (Morgan Freeman) e outro novato (Brad Pitt). Enquanto buscam o responsável pelos crimes, descobrem que as suas vidas e as de seus familiares estão em jogo.”
Por que esse filme merece estar aqui? Pra começar ele é do David Fincher! Se isso não for o suficiente, bem ele tem o Morgan Freeman no maior estilo Deus, sábio e todo poderoso. Mas pera aí que tem mais. Esse filme também tem o Brad Pitt e como todos vocês já devem estar cansados de saber, eu adoro o Brad Pitt.
Mas se ainda há receio, vem comigo que eu vou te mostrar como essa obra é foda.
A carreira do diretor foi catapultada com esse trabalho e esse filme ao lado de O Clube da Luta, ainda são um ícones da cultura popular. Eu mesmo tenho certeza que pelo menos ouvir falar deles, você já ouviu. Agora vocês imaginem aquele filme soturno, sombrio, com um final que explode o cérebro de vocês e que ainda conta com um elenco fodástico e com o Brad Pitt mais carismático do que nunca.
“O diretor tem uma capacidade de nos envolver em sua atmosfera, mas há mais aqui, os três primeiros minutos do filme já começa te deixando exatamente no ambiente onde o diretor planeja te colocar. E por fim o filme acaba por atirar em nós que o mundo é um lugar horrível e mesmo havendo um sinal de esperança ele continua te dizendo que é horrível. E isso ocorre de maneira tão estranha que mesmo as partes engraçadas ainda te deixam tenso de certa forma.
Fincher acaba por construir os papéis de Freeman e Pitt de maneira ímpar, sem pressa para que se desenvolvam da melhor maneira possível durante o filme.” - LP
O Morgan nesse papel está, como em todos os seus papéis, fodão. Somerset é seu personagem, um velho policial que se sente deslocado em relação ao mundo, inteligente demais, experiente, em resumo foda.
Já Brad que na época tinha 32 anos, mas você não dá isso nem a pau. Faz o papel de Mills, um policial iniciante, impetuoso, cabeça quente, mas dedicado e profissional, meio clichê talvez para os nossos padrões, mas que na época.
Mas ele merece mesmo figurar nessa lista graças ao diretor, ele constrói a história de uma forma que você passa todo o filme com o coração na mão sem saber bem o que tá rolando, tendo que seguir os policiais em toda a jornada e o pior, você se sente tão cego quanto eles. E quando o terceiro ato começa aí sim bate o desespero por não se ter ideia do que vai rolar.
Altamente recomendo vocês darem uma assistida nesse filme. Não vou desmistificar muito dele para vocês, porque aqueles que não assistiram eu quero manter a surpresa. Talvez minhas indicações nãos sejam tão boas, mas se não acreditam em mim, veja a avaliação dele no filmow ou imdb, quem sabe até no Rotten e aí vocês vão entender que quando o LP quer explodir a cabeça de vocês, ele consegue.
"Você não é o messias. É um filme que ninguém vê, um slogan de camiseta no máximo." - Pitt.
"Se pegarmos John Doe e acontecer dele ser o diabo. Quero dizer, se ele fosse o próprio Satanás seria conveniente para nós. Mas ele não é o diabo. Ele é só um homem." - Freeman

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Veredito: O Contador

Salve, salve galera! LP trazendo mais uma coluna veredito. Estou sem ideias para postagens novas e interessantes, quem quiser pode sugerir ai nos comentários que nos da QuatroSelos Corporation Association LTDA vamos averiguar a sugestão e ver se é possível acatá-la.
Mas sem mais demoras, vamos ao veredito de The Accountant ou em português, O Contador.
“Desde criança, Christian Wolff (Ben Affleck) sofre com ruídos altos e problemas de sensibilidade, devido ao autismo. Apesar da oferta de ir para uma clínica voltada para crianças especiais, seu pai insiste que ele permaneça morando em casa, de forma a se habituar com o mundo que o rodeia. Ao crescer, Christian se torna um contador extremamente dedicado, graças à facilidade que tem com números, mas antissocial. A partir de um escritório de contabilidade, instalado em uma pequena cidade, ele passa a trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Ao ser contratado para vistoriar os livros contábeis da Living Robotics, criada e gerenciada por Lamar Blackburn (John Lithgow), Wolff logo descobre uma fraude de dezenas de milhões de dólares, o que coloca em risco sua vida e da colega de trabalho Dana Cummings (Anna Kendrick). ”
O que aconteceria se o Batman tivesse Asperger?
Nessa foto vemos o Batman
e a Robin
Tenha essa pergunta em mente quando formos falar do mais novo filme do Ben, porque na real ele é basicamente isso. Quem me conhece sabe que eu defendo que Hollywood se divide basicamente em blockbusters e filmes de teste. Pois bem, esse filme é um laboratório para um filme vindouro e não, em O Contador, Ben Affleck não está procurando uma franquia ele está apenas vendo como seria trabalhar com o J.K Simons.
No que se trata de roteiro a história é permeada por alguns exageros e absurdos, não no quesito caracterização, porque o BatAffleck parece mesmo autista e não sei se é exatamente mérito de interpretação... A narrativa constrói-se basicamente em cima de uma forma dual, mesclando momentos presentes, do Christian adulto, com momentos de sua infância, de forma a explicar o que motiva suas ações e alguns dos acontecimentos.
Mas acho engraçado notar que justamente ao tentar se afastar do gênero mais popular da atualidade ele acaba se tornando parte exatamente do maldito gênero mais popular atualmente. Se bem que Hollywood não dá ponto sem nó, então podem apostar suas cuecas e/ou calcinhas que esse filme foi proposital. A coreografia das cenas de ação, o terceiro ato e como o plot acontece, sim, me lembrou vagamente 007, como me disse a Carol do Espilotrissimo, mas eu não consegui tirar o Batman da cabeça, até porque o J.K faz um papel de policial e adivinhem só quem ele vai ser no filme da Liga e no solo do Batman? Quem acertar ganha uma cocada.
Seguindo, tem uma coisa estranha que eu tenho reparado nos filmes do Ben Affleck desde a época de demolidor, o cara parece meio incapaz de abrir a boca e articular palavras, sei lá, as vezes parece que ele mal abre os lábios para dizer as coisas. Sem falar que artisticamente falando ele parece ser o mesmo personagem de Gone Girl, um cara que mais parece que está fora da realidade. Eu não sei explicar, mas fisicamente falando ele parece muito igual em tudo quanto é papel, exceto no Batman, onde ele até está diferente no quesito físico e psicológico, mas continua incapaz de abrir a boca. Mas ninguém pode negar que ele está dedicado no papel, uma vez que quando exigido ele entrega uma interpretação de autista mais do que perfeita, os tiques causados pelo transtorno obsessivo compulsivo, a repetição da rima infantil comum americana. Além de uma das cenas que tem uma construção primorosa, de forma que você compra o transtorno mental dele.
Por outros lado J.K Simons está em um papel que eu só posso resumir como o de Jim Gordon, um policial que é ajudado pelo personagem de queixo imponente. Então o que eu posso dizer é que com toda a certeza o personagem dele na Liga vai ficar bem bacana, com uma personalidade toda nova, bem diferente daquela que vimos no filme do Nolan. Por fim temos a belissima Anna Kendrick.
Vale ressaltar que ela apareceu ao lado do Wolff em uma entrevista para a MTV, onde ela brinca que poderia viver o papel de Robin e que coincidência saber que o Robin que aparece na HQ Cavaleiro das Trevas é uma menina. Agora eu super quero a Anna no papel, já que ela é minuscula e tem uma cara meio de feliz e inocente, do tipo "Seguirei tudo o que o Batman falar."




  • Selo Cameron 3/5: Entendam, esse não é um filme ruim, longe disso, rende duas horas de diversão. Mas gente, Batman 2x no ano? O queixo do Ben Affleck é do tipo enjoativo.



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

LJB: Dr. Estranho


Como um herói que sou, a cada vez que ouço o chamado sou obrigado a parar tudo o que estou fazendo em nome do bem maior. Eis que a Liga da Justiça se reúne uma última vez para enfrentar o que deve ser a última ameaça do ano, sim senhoras e senhores. Vamos falar de Dr. Estranho.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta por Ale, Carol, Clay, Juju, Pâm, Tami e por este que vos escreve.
“Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.”
Pois é galera, mais uma vez a Disney traz um personagem desconhecido a vida e que deve fazer um razoável sucesso e cabe a mim falar sobre ele. Aqui o sistema vai ser mais ou menos o mesmo de sempre, vou começar falando do roteiro, depois vou analisar os atores e seus respectivos personagens e por fim vamos falar das referências.
Acho que antes de falar de roteiro eu devo salientar o enorme ponto positivo que esse filme tem, seu visual. Sério, não é só uma questão de palheta, a estética desse filme é sensacional, os efeitos são tão dignos de nota que eu aposto 1 real como ele deve levar o óscar em 2017. Quero dizer, para quem entendeu as referência e está minimamente integrado na cultura popular reconheceu que o filme bebe de 2001, uma odisseia no espaço e de a Origem, sendo esse último a maior fonte de inspiração. Agora caso você tenha acabado de chegar de Marte eu recomendo assistir a Origem primeiro e depois voltar aqui.
Roteiro: Com certeza o ponto fraco do filme. Assim, novamente ele é okay, aceitável e tal, mas é só. Quero dizer, nos trailers pela forma em que foi mostrado, eu tinha certeza que a carga dramática em cima de Stphen Strange seria muito maior e isso até acontece nos primeiros minutos de filme. As cenas com as mão dele, mesmo o acidente, tudo é bem pesado, depois o filme brinca muito com o ego do doutor, o quanto ele era egocêntrico, mas ai (e me perdoem os puristas) você tem um corte no orgasmo pela velha receita Marvel. Pelo amor de Deus galera, precisava mesmo daquelas piadas a todo momento? Você está em um crescendo, o clima ficando mais pesado, mais tenso daí você mete uma piadinha?! Por favor né! Foi como a cena do BvS que o Superman ia subir pra bater no Apocalypse, mas tem que parar pra salvar a Lois, eu nunca perdoarei o diretor por isso.
Basicamente o filme é isso. Um roteiro nada demais, redondinho, fechadinho, que conta uma história, mesmo sendo um pouco acelerado, mas que não trás absolutamente nada de novo.

Personagens:
Benedict Cumberbatch: Acredito eu que um dos melhores elementos do filme foi a atuação do Benedict, não a toa todo mundo colocava ele como escolha mais óbvia para viver o mago supremo. Ele soube transmitir toda a arrogância de Stephen Strange, sua evolução e redescoberta, além de sua voz poderosa que dá o toque final no personagem. Sua atuação dramática está impecável, a única coisa que deixou a desejar foi seu timing no humor, porém de forma alguma isso foi culpa do ator, o deslize todo é culpa do estúdio e sua formula.
Tilda Swinton: Pra ser bem sincero eu gostei muito dela no papel. Fui um dos que ficou com um pé atrás com a escolha de uma mulher para um papel masculino, porque faço o estilo fidelização a obra original. Mas no fim das contas ela foi muito bem no papel, tão bem que eu gostaria de ver uma prequel com ela, mas não sua escalada ao posto de Mago Supremo, isso já é do Dr. Estranho, eu gostaria de ver como se corrompeu ou alguma coisa com ela fodona mesmo, explorando o lado mais forte.
Rachel McAdams: Par romântico do doutor e mesmo tendo uma química legal com o ator, eu sinto que sua personagem é tão irrelevante para a história no cinema que ela será substituída ou descartada na primeira oportunidade, assim como a Jaimie Alexander Natalie Portaman em Thor.
Referencias:
Bastão do Tribunal Vivo: Acho essa a maior e mais importante referência do filme. Tribunal Vivo é uma entidade do universo Marvel, mais poderosa depois de Deus ou no caso One Above All e sua citação pode significar, espero eu, que quem finalize a luta com Thanos seja essa poderosa entidade, assim como já ocorreu em HQs.
Como todo filme da Marvel, eu não irei nem mencionar o vilão, porque de novo ele foi inexpressivo e inútil. Na real eu li recentemente que um comentário de um cara falando eu a gente espera muito um vilão como o Coringa do Heath Ledger, marcante... MAS É OBVIO!!! Eu já pago um ingresso absurdamente caro, esses estúdios lucram bilhões, os atores são muito bem pagos com salários que eu nunca ganharei em dez vidas, eu exijo no mínimo uma atuação magistral e um roteiro excelente, caralho.
Em resumo, esse não é um filme ruim. Usualmente eu não costumo dar notas ou avaliar, mas sinceramente, essa formula tá ficando cansativa.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Veredito: Cegonhas, a história que não te contaram

Salve, salve galera! Nesses últimos meses houveram várias estreias no cinema e como eu estou numa pegada de postagens mais regulares eu estou aqui de volta para mais uma coluna Veredito e dessa vez trazendo para vocês o filme de animação Storks ou em português, Cegonhas, a história que não te contaram. (Qual o problema com esses títulos?)
“Cegonhas entregam bebês... ou pelo menos costumavam. Agora elas entregam encomendas para a gigante global da internet Cornerstore.com. Júnior, um dos principais entregadores da companhia, está prestes a ser promovido quando acidentalmente ativa a máquina que faz bebês, produzindo uma adorável e totalmente não autorizada bebê. Desesperado para entregar esse presentinho antes que o chefe descubra, Junior e sua amiga Tulipa, o único humano na Montanha das Cegonhas, correm para fazer sua primeira entrega de bebês em uma viagem selvagem e reveladora. Isso poderá fazer mais do que apenas iniciar uma família, mas também restaurar a verdadeira missão das cegonhas no mundo. ”
A Warner não é um estúdio famoso pelas suas animações. Não mesmo! E assim que eu coloquei os olhos nesse filme eu pensei: “Os diretores deveriam ser presos só de cogitarem fazer uma animação. ” E desde sua estreia eu queria muito ver esse filme, tal qual uma pessoa que vê um acidente, mas não consegue tirar os olhos, eu estava certo do desastre, mas queria estar lá no cinema para testemunhar. E que gozado, esse já é o segundo filme de animação não pertencente ao universo DC que é bom.
O filme já começa firme com seus protagonistas e consegue esclarecer pontos abertos em sua trama de maneira rápida e eficaz, como toda boa animação deve fazer, nada de didática exagerada para quem ainda come meleca de nariz, mas o melhor de cegonhas está no fato de conseguir acertar o tom para todos os públicos, sim isso mesmo que você leu. TODOS os públicos. Chocados? Imagine eu. Cegonhas possui um humor refinado, quase como o meu, é discreto, você ri sem nem ao menos perceber que está rindo e tudo acontece por meio de referencias, isso para mim que sou mais ou menos adulto, para as crianças o humor fica por conta das situações absurdas como todas que envolvem os lobos, por exemplo. Ao passo que Tulipa, a órfã desastrada e Junior (surpreendente que todas as cegonhas com nome tenham um estereotipo empresarial, como chefe que se chama Rocha, se tivesse alguém chamado Almeida ia ser perfeito) formam um casal improvável na tentativa de entregar o bebê gerado por acidente. Isso inclui uma fala que poderia até virar textão do facebook, quando a cegonha diz: “Você fez, você cuida. ” E na real, foi literalmente ela quem fez o bebe, com uma máquina e tudo mais.
A família que espera a criança também tem muita relação com nossa realidade, os pais trabalham em casa e tem pouco tempo para seu único filho, que para fugir dos típicos clichês, sabe usar colocações que pegam os pais de calças curtas de maneira que me soou quase como um Calvin e Haroldo tamanha a perspicácia do Nando...
Na parte estética, o visual é impressionante, as cenas em plano aberto dos voos das cegonhas, até o movimento de cada personagem quando a câmera dá um enfoque neles, tudo é muito bem feito, não devendo nada nem para o estúdio do Rato, nem para o do Pescador, tão pouco para o do Esquilo com dentes de Sabre.

Como o final é típico de toda animação, bem sentimental, o que mais vai diferenciar essa das demais é sua conexão com elementos modernos, seu senso de humor refinado e seus personagens caricatos do nosso cotidiano. Uma pena que a falta de tradição talvez não faça esse filme ter o reconhecimento que merece, mas quem sabe pode ser o abre alas para mais animações do grupo dos irmãos.


  • Selo Coppola: Com um senso de humor refinado e temas modernos, Cegonhas consegue ser uma surpresa muito agradável. 4/5


Veredito: O Orfanato das Crianças Peculiares

Salve, salve galera! LP trazendo até vocês mais um filme, dessa vez nós vamos falar de Tim Burton e seu mais recente lançamento Miss Peregrine's Home for Peculiar Children ou em português, O Lar das Crianças Peculiares (Não tinham um título maior não? Quem sabe Animais Fantásticos e onde habitam?)
“Quando seu querido avô falece deixando pistas sobre um lugar mágico, Jacob viaja para uma ilha galesa e encontra um orfanato abandonado. Lá, o mistério e o perigo se aprofundam quando ele começa a conhecer o local e os seus moradores: crianças com poderes especiais conhecidas como peculiares e a Senhorita Peregrine, uma peculiar que comanda o orfanato e cuida dos jovens. Jacob também conhece os inimigos poderosos de seus novos amigos, e, em última análise, descobre que apenas a sua própria peculiaridade especial pode salvá-los. ”
X-Men doidão, não há maneira melhor de definir esse filme, serio. Ainda que durante as duas horas de duração do longa eles se recusem a utilizar o termo superpoderes. Eu confesso que a primeira vez que fui ver eu já pensei: “Ótimo, mais uma criação esquisita do Tim Burton. ” A verdade é que eu não sou fã do diretor, pelo simples fato de achar que ele se repete muito, inclusive nos atores, a minha sorte é que estou aprendendo, e recomendo que os colegas que forem falar de filmes aprendam também, a deixar os preconceitos de lado. Graças aos meus amigos eu fui assistir esse filme no 4D e na segunda vez, qual foi minha surpresa com a obra? Ele é uma adaptação de um livro, que ao que me parece foi escrito para ser dirigida por Tim Burton, mas segundo minhas amigas que leem bastante ele ignora certos acontecimentos que ocorrem em sua versão de papel, por isso, agora que vamos entrar no roteiro eu vou ignorar o fato de ela ser uma obra adaptada.
Eu não acho o Burton um diretor muito bom, ele tem sim seus méritos e ótimos trabalhos, mas eu acho ele um tanto quanto repetitivo, seja com os atores ou com a estética, mesmo com o argumento dos filmes que ele está envolto e pasmem, a primeira vez que eu fui conferir eu tive essa mesma visão. Nem mesmo eu estou imune a preconceitos, porém na segunda vez eu fui com a cabeça disposta a ver um filme que tinha sido escrito para o Tim Burton e não escrito por ele e me surpreendi muito positivamente.
O filme começa bem clichê, com uma formula bastante repetida de um garoto deslocado que se encontra mais à vontade no meio de desajustados com poderes (aqui cabe a enorme semelhança aos X-Men, incluindo uma versão feminina no professor X) existe também um elemento que estimula o personagem a adentrar nesse mundo novo, no caso o avô nada que seja inédito. Achei interessante a forma equilibrada que cada personagem dispõe na tela, de forma que nenhum, a não ser o casal de protagonistas, possui tempo a mais e ainda assim cada uma das crianças é descrita e trabalhada, mas não explorada em seu verdadeiro potencial, um verdadeiro feijão com arroz, é gostoso? Sim. Vai surpreender seu paladar? Nem um pouco.
Não sou muito de me atentar a estética do filme, mas não há como não ver uma veia saltada do diretor na tela, desde a chegada a cidadezinha onde a trama vai se desenrolar, a passar por algumas cenas bizarras envolvendo vilão Samuel L. Jackson que está caricato e divertido no papel, provando que se você quiser impulsionar qualquer produção, basta colocar o cara. Ao passo que tanto Emma, quanto Asa estão muito bem na proposta que o filme tenta passar, mas repito, eu não li o livro, estou julgando como uma produção independente e não como uma adaptação, logo fãs puristas, não me peguem pra Cristo. Há momentos de risadas e mesmo uma espécie de batalha de Nova York que vai entreter facilmente a criançada e vai além, com momentos de tamanha bizarrice, com um garoto Necromante (não sabe o que é isso? Seu poser de nerd) que vai agradar mesmo os ferrenhos que adoram o diretor.

Vale ressaltar também como a Eva Green está interessante em seu papel de severa, porem ponderada cuidadora das crianças. É engraçado o quanto esse filme é bem equilibrado, ele é bom, mas não chega a ser fantástico, talvez no máximo... peculiar. 




  • Selo Cameron 3/5: Não tenho o que comentar, minha melhor piada já está lá em cima...





segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Comentando Trailers: Beleza Oculta

Salve, salve galera. LP de volta com uma coluna que deveria ter voltado há muito tempo, mas que por uma mistura de preguiça, com uma visão de não necessidade, acabou por fica abandonada. E talvez ficasse assim, até que pus meus olhos em um trailer que me emocionou e como não podia ser diferente, o filme pertence a Warner Bros.
Hoje meus amigos e amigas vamos falar de Beleza Oculta, filme marcado para Janeiro de 2017, onde talvez tente pegar alguma categoria do Óscar. Vai trazer na direção David Frankel, homem por traz de o Diabo Veste Prada, além de é claro, um elenco estelar, recheado de atores indicados e ganhadores de óscares.
Eu não sei muito sobre a trama desse filme, mas já assisti ao trailer tipo, um gazilhão de vezes e ao que dá a entender a trama vai seguir Howard (Smith) um publicitário que perde a filha e talvez não encontre mais motivos para viver. Howard deve escrever cartas ao universo e com isso vai receber a resposta de três entidades: Morte, (Helen Mirren) Tempo (Jacob Latimore) e Amor (Keira Knightley). Mas o que me deixa mais empolgado com esse filme é que ele promete seguir mais ou menos a mesma linha de atuações por parte do Will de seus melhores filmes, Sete Vidas e A Procura da Felicidade, principalmente na cena que abre o primeiro diálogo entre ele e o amor.
Mas vou começar do princípio, nos primeiros vinte segundos do trailer, temos uma trilha que nos joga em um ambiente de suspense desconhecido, enquanto o narrador vai explicando o que nos mantém conectados, ao passo em que vai apresentando também os outros atores do elenco. Ao fim desse tempo entra Howard com sua filha em um momento feliz, para logo depois ele acordar de um sonho. O que temos depois, não sei dizer ao certo se é um grupo de terapia ou se são apenas os amigos dele contando o que aconteceu ao protagonista, talvez seja uma espécie de intervenção...

Por fim, eles trazem a proposta do filme, as cartas que ele escreve ao universo, é nessa cena que Michael Peña aparece, o que me surpreendeu um bocado. Logo na sequência do corte um misteriosa mulheres aparece e se senta ao lado de Howard, depois de conversarem ela se apresenta como Morte, nesse momento temos um leve toque de comédia, a única que pontua todo esse trailer dramático, então Morte revela que ele vai receber respostas as suas cartas. Logo após um homem se apresenta como tempo e de maneira agressiva diz que é uma dadiva e que está sendo desperdiçado. A última a aparecer é Keira apresentando-se como Amor, impossível de se viver sem e é precisamente aos 1:24 que eu vi o esse filme pode vir a ser, com os olhos marejados seguido a uma cena que mistura tristeza com raiva Will Smith, vai entregar um ótima atuação, tenho certeza. E a interação entre ele e a personagem Amor deverá ser a mais explorada de todo o filme e o trailer mesmo nos dá pistas disso em cenas em que os dois caminham juntos ou quando ela tenta convencê-lo a aceitar o amor de volta.

Por fim o que nos é apresentado no vídeo é o elenco estelar, com ganhadores e indicados ao óscar, além de atores que alçaram-se ao sucesso mais recentemente.

Creio que a maior conclusão que se pode tirar desse futuro filme é que há um inegável potencial para ser fantástico. Agora é esperar para ver.

LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...