segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Duque e Eu

Salve, salve galera! Olha, no post de hoje eu venho trazer algo um tanto diferente, mas não se acostumem, é uma exceção ao que nós usualmente fazemos aqui.
Ano passado foi lançado um desafio entre eu e a Tami (também conhecida como meu suplicio) do MeuEpilogo, onde eu deveria ler um livro que ela me indicaria, por outro lado eu indicaria uma HQ pra ela. Eu deveria resenhar esse livro, ao passo que ela deveria apenas ler e me dizer o que achou. Desafio justo? Claro que não, mas... Um dos termos desse nosso desafio consistia também no detalhe de que, se a leitura fosse complicada ela faria a resenha da história em quadrinho.
Venho por meio desta cumprir minha parte...
“Sinopse: Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que
acorteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida. ” (Sinopse cortesia do ID)
Esse definitivamente não é meu tipo de leitura, não mesmo. A história é muito doce e infelizmente eu tenho diabetes...
Toda a melação se passa no ano de 1800, pra surpresa geral da nação, em Londres, em todo aquele estilo renascentista. Renascentista ou Vitoriano? Pois bem, lá é cheio de bailes, vestidos rodados, damas e cavalheiros, um verdadeiro porre. Dentro disso somos apresentados a Simon Hastings, um estereotipo típico, loiro, alto, forte, bom vivant, viajado e com um trauma infantil. Além de é claro, o segredo de que nunca iria se casar.
Nessa época as moças eram desesperadas para encontrar um bom pretendente, casar, ter filhos e tudo mais. E enquanto o cara que nunca ia se casar foge desesperadamente das mães que caçam bons maridos, nos conhecemos a Daphne Bridgerton, mais um estereotipo típico nesse tipo de história, menina inteligente, bonita, porém os homens sempre a veem como uma boa amiga, quase uma figura masculina de certa forma, um típico brother. A menina possui ainda outros três irmãos que se encarregam do seu bem-estar.
Confesso que a escrita pela escrita é boa, fácil de acompanhar, só o que mata mesmo é o conteúdo. A autoria Julia Quinn sabe descrever personagens e situações, digamos, engraçadinhas, porém não eram poucos os momentos em que a narrativa se tornava enfadonha pelo simples fato de não ter qualquer perspectiva de drama, ação ou qualquer lance psicológico que coloque os personagens em xeque. O que rolava muito era choro, sensibilidade, bêbados confessando seu amor. Todos fatos próximos da nossa realidade, inclusive eu já dei esse mesmo show e foi incrível, serio.
Bom, como não é meu habito fazer resenha de livros, já vou pros finalmentes.
Surpreendentemente, apesar do que disse lá em cima, de toda a doçura e tal. Sabem que eu até gostei da história, quero dizer, a leitura é absurdamente fluida e rápida. Os personagens, mesmo sendo um tanto estereotipados, são fofos e tem seu charme. Honestamente eu recomendo bastante, uma pessoa normal não deve levar mais de três dias para ler e vale muito a pena!

sexta-feira, 5 de maio de 2017

LJB:Guardiões da Galaxia Vol. 2

E então, depois de muito tempo de reflexão eu percebi que todas as pessoas anseiam por um Superman, alguém que possa salvá-las, alguém que estará disposto a ouvir seus problemas e lhe estender uma mão quando o mundo todo voltou as costas.
E a Liga da Justiça dos Blogs retorna mais uma vez para debater os filmes do universo de super-heróis e no post de hoje meus amigos, vamos falar de Guardians of the Galaxy Vol. 2 ou em português, Guardiões da Galáxia vol. 2.
A Liga da Justiça dos Blogs é composta por Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm e Teca e por mim o homem mais poderoso mundo.
“Agora já conhecidos como os Guardiões da Galáxia, os guerreiros viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill (Chris Pratt). ”
O post de hoje vai começar com uma análise de roteiro, depois a atuação dos personagens, referencias.
Roteiro: Com roteiro e direção de James Gunn, guardiões da galáxia pode ser entendido como o filme mais despirocado, despretensioso e tranquilo de todo o universo Marvel unificado. Quero dizer, a primeira coisa que precisa ser entendida aqui, a história não faz qualquer menção ao restante do universo, nem joias do infinito e apenas menções a Thanos.
Com isso em mente podemos passar aos detalhes por menores do roteiro. Ele está muito bem desenvolvido em relação ao primeiro, a trama é melhor amarrada, ao passo que os personagens e suas tramas estão bem mais desenvolvidos, na verdade é curioso acompanhar a maneira com a qual o diretor consegue unir dois arcos distintos no filme, Yondu e a equipe dos guardiões. Além de é claro, os arcos menores como o do Stallone. Nesse filme também é explorada a relação peculiar que a família possui e talvez e a importância da mesma para a concepção do modo de agir de cada personagem, porem existe uma certa dificuldade de se fazer uma conexão dos personagens da trama para com o público. Apesar da melhora absurda em relação ao primeiro, ainda resta momentos em que é difícil você sentir empatia pelas decisões de cada um dos que estão atuando.
Na parte das já conhecidas piadas, digamos que é um bom entretenimento, são duas horas e dezessete minutos tão bem construídos nesse quesito que você mal percebe que o tempo passou, contudo ainda há o defeito das piadas fora de hora. Em dados momentos a risada forçada do Drax chega a dar nos nervos, ao passo que há momentos em que realmente as piadas sobram, talvez porque o diretor não tinha ideia de como fazer o corte da cena.
Personagens:
Chris Pratt: O senhor das estrelas é o centro das atenções aqui, a história acontece por causa dele, gira ao seu redor. Tudo em função do Peter. E ele consegue corresponde a imensa personalidade, na medida do possível, evidentemente. Claro que esse não é um personagem escrito para arrancar uma atuação shakespeariana de seu interprete.
Zoe Saldana: Nesse caso ela foge um tanto de sua personagem que deveria, em tese, ser a mulher mais perigosa do universo para ser a “amante” de Peter Quill e por vezes sua consciência, contrapondo-o em diversos momentos, não é ruim, afinal o romance entre os dois foi aprofundado a ponto de precisar apenas de um dedo para que ambos fiquem juntos em definitivo.
Michael Rooker: Yondu adota aqui dois papeis diferentes, sendo de suma importância tanto no presente, quanto nos desdobramentos futuros do filme. Uma vez que é ele quem revela a existência dos Guardiões Originais (falarei disso mais para frente) e também é responsável pelos acontecimentos ao Rocket. Acho que ele é de longe quem consegue ter uma entrega maior de seu personagem, tanto por sua ligação com o senhor das estrelas, quanto pela dor que carrega devido ao fardo de ser um exilado.
Houve uma inversão de papéis entre o que era para ser de Bradley Cooper e Dave Bautista, percebam, uma das descrições que o próprio Rocket faz de Drax é: “O povo dele leva tudo no sentido literal. ” Bom, agora é o guaxinim que não entende metáforas e algumas piadas ao invés do Drax, além de é claro, Drax com seu humor absurdo e risada exagerada por vezes conseguir dar nos nervos. Enquanto Rocket possui uma carga dramática um tanto quanto inesperada por assim dizer.
Vin Diesel: O que dizer do personagem que só serve como dose de fofura da franquia? Está legal e melhor de tudo, souberam dosar tão bem sua participação que não chega a ser tola ou infantil.
Kurt Russell: Difícil falar muito dele, mas o pai do Peter está interessante, além de possuir um ótimo Plot no decorrer do longa.
Referencias:
Adam Warlock: Vale muito ressaltar que em uma das cenas pós créditos aparece o casulo do Adam Warlock, inclusive a sacerdotisa o nomeia dessa forma.
Celestiais: No filme, Ego, o pai de Peter se diz pertencente a raça dos celestiais, gigantes humanoides, com armadura de metal que criaram o multiverso e algumas raças. Nos mesmo quadrinhos o planeta não é dessa raça.
Eternidade: A manifestação da consciência do universo Marvel e a segunda em escala de poder, atrás apenas do Tribunal Vivo (já citado em Dr. Estranho) e do próprio The One Above All.
Guardiões Originais: A equipe dos saqueadores, composta por Stallone, Ving Rhames, Michael Rosenbaum, Miley Cyrus, Michelle Yeoh. Na verdade, eles eram os guardiões da galáxia originais.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Veredito: Kong, Ilha da Caveira

Salve, salve galera! Me desculpem esse mês de ausência, infelizmente meu computador deu pt e eu estava sem dinheiro pra comprar um novo. Mas a granolina já caiu na conta, já comprei um notebook e estou de volta meus amores.
É verdade que o mês de março foi um dos mais movimentados no que diz respeito a cinema, todo fim de semana tinha uma estreia nova. Obvio que irei tirar o atraso e fazer o veredito de todos eles, a começar por esse que vocês já leram no título – dã – bora lá?
“1973, Bill Randa (John Goodman) tenta obter junto a um político norte-americano a verba necessária para bancar uma expedição a uma tal ilha perdida. Ele acredita que lá existam monstros, mas precisa de provas concretas. Após obter a quantia, ele coordena uma expedição que reúne militares, liderados pelo coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson). ”
Vou ser bem honesto com vocês, meus leitores. Eu não assisti Pacific Rim, na moral, mesmo eu tenho um limite do que pode se considerar “brega” e Círculo de Fogo ultrapassa. Porém eu assisti Godzilla e até gostei, embora seja um filme muito escuro e o monstro gigante apareça bem pouco. Resolvi dar uma chance a King Kong pelo simples fato de ser um filme que prometia mais tempo de tela para o verdadeiro astro, o gorila.

Para começar falando do diretor, me vejo obrigado a concordar com o omelete que o descreveu como uma versão soft porn do Zack Snyder... E até em termos de vender seu peixe no estúdio, já que o cara só tinha um filme no currículo e ainda conseguiu convencer a Warner a deixa-lo dirigir esse. Tanto verdade que o cara insere no filme toda uma homenagem a cultura pop moderna, altas doses de referências a Apocalypse Now, cultura japonesa, games, quadrinhos...
E a estética do filme galera, está impecável, os efeitos são muito bons, o Kong consegue se manter bem linear no tamanho dele. Logo a primeira cena do filme é de cair o queixo e mostra o naipe do que vamos acompanhar. O embate entre o japonês e o americano, ao fundo um sol quase
avermelhado, sendo encoberto pela cabeça gigantesca de um macaco. Eu fiquei tipo: “Fuck! Que incrível! ” E todas as aparições do gorilão seguem a mesma receita incrível, seu embate contra os militares que revela um jeito divertido de mostrar a violência, sem muita escandalização.
Da pra ver que o diretor não é nenhum pouco focado no drama, alias a condução do filme se dá de maneira tão simples, com a narrativa se intercalando entre heróis e vilões, ao passo que a parte humana se detém numa busca e regate, mas é interessante notar que toda essa simplicidade na resolução dos problemas acaba ajudando no decorrer do filme, visto que torna menos poluído e cansativo deixando você se concentrar mais no Kong.
Talvez a maior fraqueza do filme esteja no fato de que o elenco de suporte seja muito mais trabalhado do que o suposto elenco principal, composto pelo Tom Hiddleston e pela Brie Larson de forma que eles são dispensáveis para o andamento da história, por assim dizer. Por outro lado os personagens secundários são infinitamente melhores, com piadas internas e um certo drama que une os jovens soldados na expectativa de voltar para casa.

O próprio Samuel L. Jackson está com o arquétipo básico de vilão, um soldado que só sabe lutar, só conheceu a guerra e se sente sem propósito quando esta acaba, ao mesmo tempo em que é protetor com seus garotos não deixando que nenhum dos seus soldados fiquem para trás.

A gente sabe que o filme é um blockbuster leve e despretensioso que tenciona iniciar uma franquia e que pretende empolgar pelos exageros, e sinceramente, consegue, quero dizer no final do filme nos vemos o Kong usando ferramentas como armas, nesse momento eu confesso que fiquei até sem palavras.

  • Selo James Cameron (3/5) A gente meio que sabe o que esperar desse filme, que ele vai ser bem raso no roteiro e vai pisar fundo nas cenas de ação e nos efeitos especiais, mas ainda assim dava pra ter se aprofundado um dedinho ou dois nos personagens do Loki e da Capitã Marvel, será que não dava não?








sexta-feira, 10 de março de 2017

LJB: Logan

Incontáveis dias de férias finalmente chegaram ao fim! A Liga da Justiça finalmente voltou.
O post de hoje traz um filme que particularmente me deixa triste em falar sobre, afinal de contas nunca é fácil dizer adeus a alguém, principalmente quando esta pessoa está presente a tantos anos em nossa vida. Gente são 17 anos na pele do personagem, uma vida!
A invencível Liga da Justiça é composta por Alê, Carol, Clay, Juju, Pâm e pelo seu imigrante das estrelas Kal-el de Krypton.
“Em 2029, Logan (Hugh Jackman) ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier (Patrick Stewart). Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men para defender a pequena Laura Kinney / X-23 (Dafne Keen). Ao mesmo tempo em que se recusa a voltar à ativa, Logan é perseguido pelo mercenário Donald Pierce (Boyd Holbrook), interessado na menina. ”
ele é procurado por Gabriela (
Começarei a análise do filme pelo roteiro, em seguida irei falar dos atores e seus personagens e por fim vamos falar das referências. (Nossa capitã américa aprova)
Roteiro: Com um roteiro co-escrito por James Mangold a base de toda a história vem da HQ Velho Logan, ainda que não seja totalmente fiel as histórias em quadrinhos, por razões bastantes obvias (de direitos) porém o também diretor encontra uma maneira nada singular, sinceramente, de driblar esses impedimentos. Esse não é exatamente um filme de herói comum, pelo menos como aqueles eu nós estamos acostumados, cheio de efeitos especiais e destruição em massa. Na verdade, esse é um filme bem pé no chão, no estilo filme de estrada e com um apelo psicológico. Hermético, o filme pode tanto funcionar como uma linha temporal para Dias de um Futuro Esquecido, como pode simplesmente ignorar qualquer outra versão anterior de si mesmo.
Nós podemos notar como a linguagem do filme se reflete no comportamento do personagem, Logan, um mutante que já viveu talvez centenas de anos, que passou por tantos sofrimentos e que viu seus amigos e entes queridos serem arrancados dele, está agora amargurado, violento e transmite cada uma dessas características aos espectadores. Nota-se nesse filme a intenção de desenvolver um trabalho mais artístico e me arrisco a dizer que eles alcançaram esse objetivo. Logan é sem sombra de dúvidas, um filme com uma pegada incomum, com uma história que ora mescla a redenção de um herói, ora mostra a vida de um homem e o convívio em família desse mesmo homem, marcado por tantas cicatrizes.
Existe também nesse filme vários elementos que fica m subentendido na trama, você não tem certeza precisa do que causou alguns eventos, uma vez que nada lhe é entregue de mão beijado, porem existem alguns trechos de diálogos durante o filme que entregam o que possivelmente houve no intervalo de tempo entre o ultimo X-Men e este filme.
Personagens:
Hugh Jackman: Ele está simplesmente fantástico em seu último papel como o mutante de garras. Amargurado, alquebrado, enfraquecido, o que vemos nesse Wolverine é uma carga dramática e emocional jamais vista em qualquer filme da Marvel, mas de fora alguma essa carga emocional pode ser taxada como algo apelativo e barato.  Confesso que na cena final meus olhos arderam um pouco tamanha a entrega ao papel que o australiano nos providenciou.
Patrick Stewart: Como ator de teatro shakespeariano, a gente já sabe que ele é fora de série. É impressionante a maneira como ele consegue transmitir o estado de decadência da mente mais poderosa do mundo. Para este que vos escreve, mesmo os momentos de alivio cômico tornam-se quase um drama devido ao histórico do professor e o jeito patético que eles o retratam nesse filme em particular.
Dafne Keen: Passa mais ou menos metade, talvez um pouco mais, do filme se falar uma única palavra, ainda assim é de uma expressividade impressionante. Existe uma qualidade em seus trejeitos, sua agressividade que gera uma forte empatia com a menina, mas é no momento em que abre a boca que a atriz realmente encanta. Suas cenas de diálogos com seu genitor (afinal ela é clone do Wolverine) são encantadoras e chegam a ser cruéis para com o público. Se alguém merece assumir o manto, certamente é essa menina.
Referencias:   
O que aconteceu aos mutantes: Essa é uma questão interessante, afinal o Logan não nos dá de bandeja o que aconteceu aos mutantes para que eles simplesmente sumissem da Terra. Na verdade, houve um desastre em Westchester onde o professor acaba por matar cerca de 600 pessoas, dentre elas inúmeros mutantes, além do fato de que graças a alimentos alterados que foram usados para suprimir os genes X e evitar que mais crianças mutantes fossem geradas naturalmente.
Espada Katana: Ela aparece lá no comecinho do filme, a espada de Wolverine Imortal, nela está escrito: Nunca morreu, nunca foi destruído e nuca envelheceu. Simplesmente Logan.
HQs dos X-Men: Desenhada por Dan Panosian exclusivamente para o filme, essa história em quadrinho não existe na vida real, sendo mais um service do filme.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

QUEM LIGA PARA O OSCAR?

Salve, salve galera! Manda LP saindo do hiato mais rápido do que o grande acelerador de hádrons e trazendo até vocês o texto colaborativo com a Carol sobre a grande cerimônia que ocorreu ontem.
“Se você acompanha o Oscar por pelo menos umas 4 edições, você já acha o padrão exato que a Academia segue para fazer suas escolhas e cometer as injustiças. Estamos na 89th edição do Oscar, uma premiação que talvez a gente dê credibilidade e ibope demais em algo que, infelizmente, já perdeu sua essência e que está acabada por inúmeros pontos e fatos que devemos com toda certeza analisar e criticar. O Oscar está se mostrando uma premiação que não deve mais ser tão louvada principalmente devido a sua comissão de críticos de cabeça um tanto quanto fechada para as obras que realmente devem receber os holofotes. Se você realmente entende como a Academia pensa, você nem precisa assistir o Oscar para saber quem são os ganhadores, como falei acima, o padrão se repete e vai sempre repetir, não importa o quão ruim for a qualidade do filme, mas se seguir os padrões da Academia que iremos criticar, ele estará lá esperando receber um prêmio que não deveria.

Nunca esquecendo que são seis mil votantes na premiação, com uma média de idade que ultrapassa os 60 anos. Segundo a OMS a expectativa de vida média é de 71,4 anos, ou seja, é uma galera as portas da morte, que antes de bater o prazo de validade quer fazer durar sua percepção das coisas, não importa o quão cagada seja.
Primeiro, vocês repararam numa coisa curiosa? Ano passado, atores e diretores negros fizeram um boicote a Academia juntamente de vários artistas que se solidarizaram, logo esse ano houve um recorde na quantidade de atores afro-descendentes indicados, muita coincidência, não acham? Tenho certeza que alguém deve estar com a bunda coçando para falar: “Ah! Mas esse ano houve um nítido aumento nos filmes com negros. ” Pode até ser, mas será que houve um aumento na qualidade também?
Estou certo que ninguém aqui é cínico ou idiota e já devem ter percebido que o aumento no número de afro-descendentes indicados e uma eventual vitória significa apenas: “Dê um Oscar pra um deles, assim param de nos encher e agradamos todo mundo” e é isso que a Academia faz, agradar e depois voltar tudo ao normal. Gente isso é claramente um sistema de cotas. Sistema esse que esta invariavelmente fadado ao fracasso. Imagina que alguém ergue um dedo: “Hey, vamos abrir vagas para negros, que sempre foram explorados." Um outro vai erguer: “Ei, se tem pra negros, tem pra amarelos”, “ Ei! Judeus sofreram no holocausto, vamos dar vaga a filmes de diretores judeus. ” “Ei, portadores de óculos, não tem como competir, não enxergam direito a ficha de inscrição. “ “ Ei! Indivíduos com dificuldade de ereção, afinal de contas já não conseguem gozar, que pelo menos ganhem um prêmio. ” Eu não sei se você entendeu, mas a justiça por proporcionalidade não rola para dar conta da complexidade das coisas. Logo a saída é a justiça distributiva, método geométrico, terceiro elemento. E não podemos esquecer o fato de que essa é uma premiação que ocorre dos americanos, para os americanos, mesmo que seja dita como um evento do cinema mundial que no fim precisou criar categorias apenas para produções estrangeiras. Pelo jeito será que se sentem ameaçados pelas produções argentinas ou francesas que possuem uma qualidade que claramente é muito acima em algumas ocasiões? Só para de demonstrar em números, dos 89 prêmios, apenas 15 eram de outros países, quer dizer, foram gravados em outros países que tinham a produção de lá também, sendo 10 deles totalmente britânicos, meio britânicos com EUA e o restante produção de vários países em conjunto  com os EUA também.

Evidente que precisamos embasar para vocês quais são os critérios adotados por essa magnânima entidade: para começo de conversa, a gente sabe que comédias não ganham Oscars e deve ter algo a ver com a forma narrativa de Aristóteles lá na Grécia antiga; depois é que o filme precisa ser realista, ou seja, possuir uma narrativa que aconteça em nossa realidade presente ou passada   prova disso é que apenas Senhor dos Anéis O Retorno do Rei ganhou o prêmio máximo que é a categoria de Melhor Filme   além do apelo social que é sempre muito requisitado e se rolar uma guerra, preferencialmente sobre a Segunda Guerra Mundial, pois mostra como os norte-americanos foram importantes para essa história, logo não faltando filmes patriotas que mostram a bandeira dos EUA o tempo todo; heróis de guerra ou de missões, história de vida sobre grandes gênios ou pessoas que possuem alguma doença que mude suas vidas são também os tipos favoritos da Academia. Quantos filmes de gênios que não ganharam o prêmio máximo e/ou de melhor ator? Quantas atrizes não ganharam ou foram indicadas como Melhor Atriz por interpretarem personagens com algum tipo de doença ou distúrbio mental? Filmes que são baseados em fatos reais ou grandes pessoas da história também possuem um lugar guardado especialmente para eles nas indicações.
Lembrando que houveram algumas mudanças, em tese radicais no que diz respeito a premiação. Aumentaram o número de filmes que concorrem nas principais categorias. “Legal”, você deve estar pensando. Mas vamos voltar ao fatídico ano que deu ao DiCaprio seu tão sonhado prêmio, o ano passado. Naquele ano Mad Max estrada da fúria ganhou nada menos que 6 estatuetas na parte técnica, a exceção o de melhor filme. É tipo premiar todos os jogadores, menos o técnico. Simplesmente não faz sentido! Estamos vendo a mesma coisa com La La Land agora, 14 indicações e pode-se ter praticamente certeza que ganhará vários prêmios na parte técnica, mas em melhor filme? Não merece tanto, principalmente concorrendo com tantos filmes do “gênero da Academia” e um em especial, A Chegada, que de longe foi o melhor filme de 2016, além que é um filme extremamente metafórico só que é ficção científica… Parece que temos um embate aqui.
Outro advento muito curioso está no fato de que se voltarmos para 2002, ano da primeira premiação na categoria de Melhor Animação, veremos uma coisa incrível: a Dreamworks é o estúdio com mais indicações ao Oscar de Melhor Animação, com um total de 11, seguido de perto por Disney e Pixar com 10 cada uma. A parte interessante vem agora, o estúdio responsável por Shrek só ganhou duas vezes a cobiçada estatueta, enquanto o estúdio do Jobs levou 8 para casa, ao passo que o estúdio do Rato já possui 2 e não me surpreenderia com a terceira esse ano. Agora, sabem quem foi o único filme a estrangeiro a ganhar esse prêmio? A viagem de Chihiro, lá em 2003, um verdadeiro cala a boca de quem reclamar. E para deixar a injustiça mais evidente, esse ano a Disney concorre com dois filmes, Moana e Zootopia… Será que tá faltando animações de qualidade lá fora? No duro? Sendo que praticamente todo ano temos as incríveis obras do Studio Ghibli, da Blue Sky e da mais nova Laika e no fim temos 50% de chance de Disney/Pixar levar contra todos os outros estúdios que fazem animações com exímia expertise em técnicas diferentes, com histórias e personagens muito ricos contra a simplicidade dos já citados.


Apesar de termos muitos pontos que podemos aprofundar, quem sabe em uma próxima vez. Será que o Oscar realmente merece todo seu ibope? Vemos claramente diversas injustiças nas premiações todo ano, como o descaso com Amy Adams que fez dois filmes com uma aceitação absurda. Ou Garota Exemplar de David Fincher em 2014 que foi literalmente jogado de lado por um ano com filmes “básicos” na concorrência, eu e o LP apostamos que se tivesse um “baseado em fatos reais” estaria mais do que ganhando tudo no Oscar, já que em outras premiações Garota Exemplar foi bastante nomeado e vencedor.
"Por mim, Carol, acho que a melhor parte é acompanhar a alta costura no tapete vermelho, já que o Oscar morreu para mim em 2011 quando começou uma seleção de filmes fraquíssimos sendo nomeados e o tombo de Jennifer Lawrence mostrando toda deselegância da Academia, pois foi isso que eu vi  aliás que filme fraco. Como um bom estadunidense, o Oscar quer ser algo apreciado mundialmente, mas apenas louvando eles mesmos."
Já pro LP que vós fala, a cerimônia ainda conta com alguma força entre seus espectadores e como eu tenho uma Tia chamada Esperança, né? Mas a realidade é que já faz pelo menos umas 4 ou 5 edições que esse aclamado prêmio desceu a ladeira de qualidade, tal qual um carro com os freios cortados. Resta a pergunta, ainda há espaço para minha Tia?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Conexão Hollywood: The Batman

Salve, salve galera! Manda LP aqui com mais uma conexão Hollywood. No post de hoje eu trago até vocês a mais recente polemica dos cinemas norte americano, pelo menos a que mais me interessa. Ben Affleck desiste do posto de diretor do filme solo do Batman!
Vamos analisar o porquê disso ter acontecido, o que levou o astro a tomar essa decisão, quem é o candidato preferido ao posto, quais as consequências que essa escolha trará ao filme, não perca isso e muito mais hoje no Globo Re... Opa me equivoquei.
Pra começar uma teoria gente. Nós já vimos Argo, que rendeu dois óscares ao Ben, posso afirmar sem sombras de dúvidas que isso foi o que deu crédito para ele assumir todas as funções possíveis nesse filme, dirigir, estrelar, escrever o roteiro, etc... Só que todo mundo deve imaginar que não deve ser exatamente fácil ter que assumir todos esses papeis, uma vez que exige um trabalho e demanda um esforço gigantesco por parte do ator e há, em filme de heróis um fator que eleva ainda mais a dificuldade.
Eu quero que vocês percebam que de fato ninguém liga muito para filmes de circuito, aqueles que vão para os festivais, que costumam a ter um orçamento módico. Mas em se tratando do sucesso que filmes de super-heróis, ainda mais se pensar que os fãs da DC são chatos pra caralho, bem as coisas mudam de figura.
É até por isso que vocês nunca vão me ver comentar um filme turco em preto e branco que ninguém entende, se 99% de vocês não viu e os que viram não gostaram de 2001 que é Hollywoodiano, por que caralhos eu iria me dar ao trabalho de comentar um filme que passa lá no cu do mundo e que ninguém entendeu bosta nenhuma, se é que viram?

Retomando, por mais que as más línguas digam que o Batman quis se isentar da responsabilidade de assumir toda a carga sozinho, eu acredito em outra teoria. O último filme dele, A Lei da Noite sofreu um prejuízo de R$ 75,000,000.00 o que poderia passar facilmente desapercebido se tivesse conseguido alguma indicação ao óscar, porem ele foi totalmente esquecido. Eu assumo que ele fez um laboratório de experiência com esse filme, pra sentir o drama de fazer tudo sozinho e percebendo o quanto seria difícil ele simplesmente decidiu pular fora. E aqui eu vou bater de maneira fudida de frente com o Omelete, grave bem essas palavras: “Os caras disseram que há um problema, uma vez que estúdio nenhum dá liberdade total para o diretor. ” Mas não se esqueçam que o Geoff Johns é o dono da DC, então se o Ben abandonou o projeto não foi por causa disso.
Na parte do roteiro, eu só me limito a dizer que eu duvido, simplesmente duvido que o roteiro desse filme já não esteja pronto. Partindo dessa premissa, alguns nomes de diretor surgem no horizonte e o que mais ganhou força foi o de Matt Reeves, diretor de O Planeta dos Macacos, mas eu tenho a leve impressão, mesmo não tendo nenhum palpite, que a pessoa que vai assumir esse cargo será alguém que já trabalhou com ele em algum filme mais recente. O diretor de O Contador é uma possibilidade.
O problema é que, existem algumas consequências com esse impasse no diretor, uma vez que sem uma das principais engrenagens haverá um atraso evidente no cronograma do calendário da DC, já que tanto Flash (que passa por uma total reestruturação no roteiro) quanto esse filme do Batman não possuem ninguém nesse cargo.
Na verdade eu procuro sempre defender tanto a Warner quanto a DC da maioria dos ataques da galera, mas observar a forma desorganizada e um pouco despreocupada com a qual eles estão levando seu calendário de filmes de super-heróis me deixa profundamente receoso.
Porém, só nos resta esperar e ver o que acontece.
E vocês galerinha, o que acham do universo cinematográfico da DC?
Atualização:
Os teóricos da conspiração estão alegando categoricamente que Matt Reeves será anunciado muito em breve, uma vez que começou a seguir o todo poderoso Geoff Johns...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TAG Preferências Literárias (Adaptado)


Salve, salve galera! Manda LP chegando de volta e mais uma vez e no post de hoje, que eu propositalmente enrolei o máximo possível pra fazer eu vou responder uma TAG. É isso aí, a gente vai fazendo pra ver se sai um pouco da rotina.
Quem me indicou foi a dona Pâm do ID e foi criada pela Bianca do Lendo com a Bianca e pela Renata do Who’s that Girl? (vou dar um salve nelas)
Bora Lá, porque minhas TAGs são sempre adaptadas para filmes…

1- Qual seu Estilo de filme preferido?
Atualmente, super-heróis.

2- Como você descobriu esse gênero?
É uma história engraçada, porque só foram determinar o tipo de filme como super-herói com a Marvel lá nos idos de 2008 e só recentemente alguns e repito, alguns, consideram esse um gênero de filme. Talvez isso vá render um post a parte, mas meu primeiro filme de super-herói foi Blade, o Caçador de Vampiros.

3- Você costuma ver apenas filmes desse gênero ou vê outros também?
Vou fingir que nem vi essa pergunta -.-

4- Cite um personagem favorito que faça parte desse gênero.
É sério isso Pâm? Acho que se olharem o layout do blog vão ter sua pergunta respondida.

5- Cite seu diretor favorito.
Zack Snyder (Porque eu to aqui é pra causar)

6- Você já pensou em ser roteirista ou já escreveu algum roteiro? Se sim, quais seriam os elementos perfeitos para prender um telespectador, na sua opinião?
A primeira pergunta eu respondo dizendo que, mais ou menos. Percebam, ao tentar escrever meu primeiro livro eu me descobri com algum talento pra argmentista, que é o cara que escreve a base das histórias de filmes, eles costumam a vir antes dos roteiristas. Fazem o grosso e dão pro cara terminar de matar. Então roteirista propriamente dito não, mas argumentista já.
Pra segunda eu digo que sim 90% das historias que eu já escrevi são bons argumentos que carecem ser melhor trabalhadas.
Na terceira, bem: jornada do herói, com um protagonista desajustado, relutante com a missão, que vive e se descobre em um mundo fantástico. Coisas básicas que sempre atraem e sempre vão atrair o público.

7 - Qual o gênero que você menos curte?
Terror, simplesmente não dá. Assisto, mas assisto sempre forçado por pressão dos amigos.

8 - O que exatamente você não curte nele?
99,9% dos filmes de terror seguem uma fórmula idêntica, o que me irrita profundamente. Além de todos eles abusarem do recurso Diabolus ex machina (que pode ou não render um post explicando) o que deixa a trama um ânus.

E é isso aí galera, TAG respondida, quase não vai mais deu. Até a próxima que eu, do fundo do coração, espero que só role em 2018.
Ah! E antes que eu me esqueça, faz essa TAG quem tiver a fim, beleza!


LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...