domingo, 30 de agosto de 2015

Futuro do Quarteto

Salve, salve galera! LP está na área e embora eu não tenha muita ideia do que postar hoje, eu resolvi batucar no teclado e ver o que sai. Na verdade, verdade mesmo uma coisa passou pela minha cabeça, a possibilidade de que talvez ainda seja necessário que eu tenha que me provar como conhecedor de filmes então por isso decidi fazer o post de hoje.
Mas antes acho que preciso começar apresentando a minha nova escala de notas de filmes, baseada em: diretores.




  •     Martin Brest: Um fracasso total, tão destruído pela critica e pelo publico que definitivamente é uma perda de tempo assisti-lo. (1/5)





  •  Irmãos Wachowski: Começa bem, desanda pelo caminho e no fim acaba escorregando feio, consegue ser mais instável que a programação da tarde do SBT, porém ainda há pontos positivos que valem ser ressaltados. (2/5)



  • James Cameron: Na sua maior parte é mediano, no entanto, ao contrario do que a intriga da oposição diz, seus pontos altos são tão altos que por vezes vocês tem certeza que o filme é genial. (3/5)


  • Francis Coppola: Não tem foto porque se você nunca assistiu a um filme dele, você não merece respirar e se não conhece você me dá vergonha, afinal os geniais nem precisam, seus nomes é que serão lembrados pela eternidade. (estou me sentindo poético). Para assistir esses filmes você estaria disposto a lutar contra oito búfalos, jacarés, tubarões e a divida grega, mas no fim saberia que tudo valeu a pena. (4/5)


  • David Fincher: Seus filmes farão seu cérebro explodir, como uma roupa apertada frente ao derradeiro brigadeiro. Então quando assistirem um filme em cuja a critica aparecer essa foto, acreditem, o filme é excelente. (5/5)




Agora que já chamei a atenção de vocês para a escala que haverá nas críticas dos filmes, posso voltar para o que eu queria desde o início, falar um pouquinho sobre o futuro de Quarteto Fantástico no cinema e com isso levantar um ou outro ponto interessante sobre a franquia e o cinema no geral. Então, vamos lá?
Com um orçamento beirando aproximadamente os 120 milhões de dólares e uma arrecadação de 130 milhões ao redor do globo (17 de agosto de 15) o que podemos tirar de informação destes números em um primeiro momento é que o filme foi, de certa forma, um fracasso de bilheteria (calma, segurem essas pedras) pelo fato de ter apenas conseguido se pagar e ter obtido US$ 10,000,000.00 de lucro para a Fox, qualquer coisa menor do que isso, pode ser considerada como um desastre e vou ilustrar isso para vocês. Em 2012 a Disney apostou cerca de duzentos e cinquenta milhões em John Carter, um filme de orçamento monstruoso, vide Vingadores do mesmo ano que teve duzentos e vinte, detalhe que ambos são do mesmo estúdio. Não estou aqui para determinar qualidade, pelo menos não hoje, mas Carter foi um desastre mundial tão imenso que custou a cabeça do presidente dos estúdios do Mickey.
Percebam, de um ponto de vista econômico, o que ocorreu com a primeira família da Marvel foi péssimo para o estúdio, os milhões ali em cima investidos tendem a dizer respeito “apenas” ao que foi gasto com o filme, fora parte campanhas publicitarias e de marketing que normalmente são uma nota.  Mas o que causou tudo isso? Você deve estar se perguntando.
Bom, na verdade existe alguma nevoa ao redor desta produção, para começar o diretor Josh Trank disse que a Fox iria lhe entregar um filme com um grande orçamento, mas que no fim o orçamento foi cortado pela metade. Os valores que nós temos são os cento e vinte e pouco, uma conta rápida nos diz que esse filme teria o que? 240.000.000,00 de orçamento? Quase o mesmo orçamento que o principal filme da DC para o próximo ano, ou colocando de uma maneira mais tangível, maior que o da principal franquia do mesmo estúdio, os X-Men.
Uma rápida pesquisa nos principais sites de entretenimento e twitter falam que o diretor entrou em conflito com o estúdio de gravação, um assunto polêmico, mas que não nem um pouco novidade, posso citar a exemplo disso o próprio Fincher que ilustra nossa escala que mais de uma vez brigou com a mesma Fox no passado e que hoje é tão amado por ela, além de Coppola com sua trilogia do poderoso chefão que dizem a lenda, certa vez foi visitado por Scorsese nos estúdios da Paramount e este o viu chorando. Imaginem o quanto não deve ter sido duro, no entanto é preciso ter em mente que por mais que você no papel do diretor se apegue ao trabalho, aquilo não é seu, o que você está fazendo pertence ao produtor, pertence a quem entra com a grana e eles querem ver o dinheiro de volta, é difícil? É. É chato? Com certeza, mas não dá pra discutir com quem está pagando, agora o Josh deve passar um bom tempo na geladeira devido a esse conflito.
Nesse caso em especial teve um nome que terminou por enterrar tudo, isso porque eu só estou falando da briga de engravatados, ainda vou entrar no elenco, seu nome Simon Kinberg. O que ocorreu no caso é que Josh estava cotado para Star Wars, porem o produtor que é um dos nomes mais fortes na Fox e que também está por trás de guerra nas estrelas simplesmente mandou ele pegar suas coisas e ir embora, Star Wars não é para o seu bico. Ou seja, o diretor já não estava sendo bem visto em nenhum lugar.
Para terminar ainda temos as notícias de que o diretor quase saiu no tapa com o Miles Teller, o ator
principal, um adendo que James Cameron também é tido como um esquentadinho, palavras ditas por ninguém menos que o próprio Arnold Schwarzenegger,  durante a produção de Exterminador do Futuro, só que, acredito eu, brigar ou irritar-se e partir para agressão física sejam duas vertentes bem distintas entre si e aparentemente esta última foi o ponto do diretor. E quando você acaba por sair na mão com alguém, você perde qualquer razão que possa ter, além do respeito de toda a sua equipe.
Então é isso pessoal, eu acredito que o que vai ocorrer é o seguinte, o diretor ficará algum tempo na geladeira, se conseguir arranjar algum trabalho agora que está tão mal visto. Por outro lado, desde que perdeu os direitos de Demolidor a troco de nada a Fox tem uma encrenca muito grande com a Marvel-Disney e as consequências disso meu povo? Ela fará outro filme, ainda que tenha que adiar, ainda que não una necessariamente agora os universos dos mutantes e do Quarteto, ela vai fazer outro filme, a raposa não vai entregar os direitos assim facilmente.

É isso pessoal, deixem as opiniões de vocês sobre o que acontecerá aí nos comentários...

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Veredito: Quarteto Fantastico

Salve, salve galera, aqui é o LP em uma nova coluna onde irei passar-lhes o veredito dos filmes que saíram recentemente no cinema. E para o filme de hoje, embora já tenha saído no começo do mês, vamos falar do conturbado Quarteto Fantástico.
“Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell). ”
É gente, nem parece, mas faz dez anos desde que o primeiro Quarteto Fantástico foi lançado no cinema e o que vemos hoje é uma Marvel bem consolidada com seus filmes além de uma Fox que já atingiu um forte patamar de excelência com sua principal franquia, os X-Man. Voltando-se então para um novo Quarteto, o resultado obtido pelo estúdio é amplamente superior ao que vimos nos filmes estrelados por Ioan Gruffudd e Jessica Alba, principalmente por adotarem uma formula que há muito tempo vem dando certo nos filmes, a receita de se humanizar os personagens, que quase sempre acaba por ser tornar uma busca desesperada para trazer relações que por fim acabam deixando os filmes ainda mais clichês e de almas perdidas.
O que vemos no enredo é uma maior exploração das ligações de amizades e de família, quero dizer, o ritmo com o qual as relações vão sendo construídas obedece uma lógica quase indiscutível, porém mesmo isso parece que ficou incompleto. Simon KinbergJeremy Slater e Josh Trank (esse último sendo o diretor) optaram por contar a história pela ótica de Reed Richards, tal qual o universo ultimate, ponto para eles nesse aspecto. Mas apenas esse ponto, já que logo depois disso as coisas resolvem dar uma ligeira desandada.
Sem precisar de muitas explicações por operar em terreno emocional conhecido, o filme teoricamente funciona bem nesse sentido. O casal de irmãos Susan e Johnny e sua relação com o pai são retratados de maneira competente, porém os vínculos de amizade entre Reed e Ben Grimm (Jamie Bell) são econômicos demais, quase não parecendo justificáveis, ou mesmo plausíveis. E, quando os mundos se encontram, eis que entra em cena o desconfiado e genial Victor Von Doom (Toby Kebbell) que me pareceu um tanto subaproveitado sob o pretexto de segundo homem mais inteligente da terra e que, diga-se de passagem, tem uma história de origem interessantíssima.
Mesmo assim o filme ainda teria créditos como sendo uma ficção científica digerível nos momentos de toque de horror como quando surgem os superpoderes, as habilidades do quinteto jamais são tratadas como uma dádiva, mas como uma reação fisiológica tão exuberante quanto perigosa e com isso os militares se encantam.
Mas é só isso, a partir de então ele se perde, aparentemente motivado por uma Fox que queria uma maior participação dos super-heróis, vale ressaltar que este não é um filme comum de super-herói, há ele pode até ser visto como um tanto parado, devido ao fato de passar boa parte dele em um só lugar, mas aparentemente Trank teve que fazer mudanças de última hora no roteiro e em todo o último ato, ainda que se perceba isso a impressão que fica é que o filme se constrói como se não conseguisse justificar a cena passada e por isso prefere deixa-la de lado.
Talvez o pior mesmo seja para quem conhece um outro trabalho do diretor (Poder Sem Limites) vai saber que ele leva um bom tempo para montar a historia, construir os personagens e ao fim ele resolve tudo muito rapidamente, o que acaba atrapalhando o andamento geral do filme.
Vale ressaltar que a interpretação dos garotos foi notável, de todos eles e mesmo que o orçamento de U$$ 120,000,000.00 seja um dos mais baixos de toda a Marvel, o que prejudicou muito os efeitos especiais e o próprio acabamento de personagens como o Dr. Destino. No entanto torna-se difícil produzir qualquer coisa decente quando diretor entra em confronto tanto com o elenco quanto com o próprio estúdio, que diga-se de passagem paga toda a produção.
Por hora, o que falta é esperar o resultado desse filme e vermos como o estúdio da raposa irá reagir a ele, mas agora colocando um pouco da minha própria opinião, o que falta para eles é encontrar um Kevin Feige, ou Chritopher Nolan para reger os movimentos de seus filmes. Brian Singer poderia ser um bom nome.

NOTA: 2/5





sexta-feira, 7 de agosto de 2015

[Pega a Pipoca] Filme Eu Sou a Lenda

Salve, salve galera Pega a Pipoca diferente hoje, só para quebrar paradigmas, sair da rotina, então o Pega a Pipoca que normalmente é feito lá no ID, hoje será aqui nesse blog e lá no ID teremos uma discussão que na verdade deverá se arrastar para aquele grupo no facebook (se não participa, clique no link e venha trocar uma ideia conosco).
Bom, hoje eu vou falar de um filme que me emocionou muito, um tipo de história que esteve mais em alta, mas eu prefiro mesmo é sair do modismo, hoje vamos falar de zumbis, ou mais precisamente I am Legend. E para não perder o hábito, em português Eu Sou a Lenda.
Então meus caros, peguem seus companheiros mais próximos e vamos lá.
Na tentativa de criar uma vacina para o câncer, a humanidade acaba criando um terrível vírus incurável que dizima a partir de Nova York toda a população mundial. Robert Neville (Will Smith) é um cientista brilhante que, sem saber como, é imune ao vírus. Há 3 anos ele percorre a cidade enviando mensagens de rádio, na esperança de encontrar algum sobrevivente. Robert é sempre acompanhado por vítimas mutantes do vírus, que aguardam o momento certo para atacá-lo. Paralelamente ele realiza testes com seu próprio sangue, buscando encontrar um meio de reverter os efeitos do vírus.
Por onde começo? Talvez por um toque pessoal, eu adoro esse filme, mesmo. Eu tenho para mim que esse é um dos papeis mais icônicos e que mais exigem do ator Will Smith, além do físico, tem também toda a parcela emocional e isso é o que eu quero trabalhar com vocês agora. Na verdade, essa é uma adaptação do livro homônimo de 1954, sendo que o mesmo estúdio, a Warner detém os direitos dessa história desde 1970 e essa já é a terceira adaptação as telas, acaba que a junção de um produtor oscarizado, do diretor Francis Lawrence e de Will termina por realizar o que hollywood pode fazer de melhor, gigantescas cenas megalomaníacas como a da cidade de Nova York deserta, que de fato foi gravada dentro da cidade. O diretor não esconde que duas versões do final da produção foram gravadas sendo a primeira mais filosófica, subjetivo, porem acaba por ser removido em detrimento de um final "mais comercial", nas palavras do próprio diretor (e honestamente, o final comercial nos deixa até mais revoltados).
O filme em si é silencioso, passa quase dois terços apoiados apenas em um personagem e uma cachorra. O cineasta conta sua história com imagens e Will Smith responde a isso. O bom ator, perfeito no papel de Robert Neville, tem alguns monólogos e acompanha seu diretor nos pequenos momentos que dão toda a riqueza do filme. A gente até repara em alguns pontos, mais fracos, se podemos assim chamar, como os monstros fora dos padrões, quero dizer se você assiste os extras do filme, você percebe o quanto aquilo foi levado a sério em termos de realismo, houve pesquisas no NIV (instituto nacional de virologia em inglês). Lá é dito que essa doença seria uma mistura de várias outras, dentre elas a raiva, mas não explica como essa doença mudou as pessoas fisicamente, mas deixemos isso de lado, o filme é bom demais para se ater a esse detalhe. E essa pesquisa no instituto americano de virologia não é unica, nos extras vemos todo o preparo do ator e mais bacana ainda, o da cachorra, todo o cuidado que tiveram com ela, gente é uma coisa impressionante, tentarei disponibilizar se eu achar.
Smith está competente como nunca (atenção para a cena com o cachorro no laboratório e as discussões com Ana, vivida pela brasileira Alice Braga), o cineasta sabe direitinho o que faz e o roteiro tem um ritmo diferente do que normalmente se vê por aí. Quando ele declara com absoluta certeza, que pode consertar tudo, que pode fazer as coisas voltarem ao normal, você é capaz de sentir as emoções transbordando dele, o cara é muito zica.

Roteiro: Preciso dizer mais? Ritmado, com bons monólogos e que se desenvolve em boa parte com apenas um humano racional, o roteiro do filme, mais as passagens em uma Nova Iorque totalmente deserta incluindo a cena em um porta aviões, faz deste um filme que mesmo tendo que atender apelos comerciais, ainda seja uma obra que vale a pena ser vista.

Personagens:
Smith: É um baita ator, segura sozinho toda a dificuldade que seu personagem deve passar, está em ótimo preparo, físico e mental, dramático nas cenas necessárias, transmitindo para os expectadores seu desespero e esperança de que ainda pode consertar tudo sozinho. Por favor reparem bem na cena do cachorro, confesso que me emocionei em determinada cena mais com a dublagem brasileira do que com a voz original, mas enfim.
Braga: Isso mesmo, temos uma atriz brasileira aqui e olha, o papel e o comprometimento da atriz, digo isso depois de acompanhar algumas peculiaridades dos extras, são realmente impressionantes, o papel dela é desproporcional se compararmos ao do Will, mas o filme retrata a história de um homem solitário em uma cidade vazia, ainda assim ela consegue conduzir muito bem aquele papel de mediadora, entre Robert e Deus, mandando ele escutar o plano e sendo meio que sua voz da consciência, Alice é na falta de outra expressão, encantadora demais.
“Vou dizer o que acho do plano do seu Deus. Havia 6 bilhões de pessoas no mundo quando vírus se tornou letal, o vírus matou 90% das pessoas, são 5,4 bilhões de pessoas mortas e todas sangraram até morrer. Menos de 1% de imunidade e restaram 12 milhões de pessoas saudáveis como eu e você, todos os outros 588 milhões se transformaram em vampiras e elas ficaram com fome. E elas mataram e se alimentaram de todo mundo. Todas as pessoas que você, ou eu conhecemos morreram. MORRERAM! Deus não existe! Deus não existe." - Will Smith.

Obs: Há um final alternativo neste filme e eu pretendo falar sobre ele no ID assim que possível, claro que vamos discutir isso lá no grupo também.

Obs: Tentarei por no grupo o link para algumas animações do filme, para podermos conversar sobre elas.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Grupo Pega a Pipoca

Salve, salve galera. Demorou mais saiu. Fiz o grupo, comecei chamando um pessoal da minha roda mais próxima claro, meio que pra não ficar vazado porque eu preciso ter a visão das coisas primeiro, mesmo que quem esteja em um primeiro momento pouco vá se manifestar a respeito. Ele é mais nosso mesmo e como eu tenho um grande coração ele vai ficar aberto para quem quiser se achegar. É isso aí gente, vamos lá.

Link (galera basta clicar na palavra link pra ser redirecionado ao grupo)
Podem acessar aqui da frente também. https://www.facebook.com/groups/1667911346765434/
Espero vocês lá!!!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Explicando Interstellar

Salve, salve galerinha. Bem, antes de começar o post de hoje, eu tenho alguns anúncios que preciso fazer.
Primeiro: Não me apressem pelo grupo, ele vai sair, eu acabei de chegar de viajem, então agora é que começarei a trabalhar nele.
Segundo: Justamente por estar chegando de viajem é que não postei isso antes, por favor tenham paciência comigo.
Terceiro: O post de hoje vai ser complexo pra burro, duvidas coloquem nos comentários.
Então é isso pessoas, uma vez que já dei os avisos eu peço que vocês apertem os cintos, porque vamos mergulhar no mudo da física espacial...
Olha, eu não sabia bem ao certo como desenvolver esse post em especial, a começar por que ele pode ser o começo de uma coluna onde eu vou tentar explicar para vocês as teorias dos filmes de Hollywood, depois tem o fato de que ele tem muitas teorias físicas, vamos entrar em teoria da relatividade, mecânica das estrelas e várias outras e eu preciso fazer tudo isso de forma simples, o que é bem difícil, mas vamos lá, como disse Henry Cavill em o Homem de Aço: “Não posso deixar que isso me impeça de tentar.”
Para começar eu preciso por algumas teorias físicas para vocês, depois tentarei explicar alguns eventos, a seguir eu comentarei as teorias por trás do filme do Chris Nolan, por fim depois de chorar em razão de uma explicação demorada e um post gigante, eu irei até Los Angeles dar um tiro no diretor.
Em linhas gerais vou começar com a teoria da relatividade.
A teoria da relatividade possui dois postulados principais ditos pelo nosso querido, imagino que todos que o estudam na escola devem ama-lo, físico Albert Einstein.
Postulado da relatividade: "As leis da física têm a mesma forma em todos os referenciais inerciais."
Postulado da constância da velocidade da luz: "A velocidade da luz é independente do movimento de sua fonte."
Essa é talvez a principal teoria do filme, a seguir temos alguns fenômenos:
Buraco negro, nada mais é do que um fenômeno resultante da morte de uma estrela supermaciça, a estrela libera energia na forma de uma supernova e caso seu núcleo ainda seja denso o suficiente, o que sobrara será uma singularidade com um ponto de gravidade tão poderoso que nem mesmo a luz pode escapar dele. É preciso dizer também que neste tipo de evento, baseado na teoria acima colocada, gravidade interfere diretamente no tempo, logo as duas são "forças conjuntas".
Ainda temos mais uma teoria/possibilidade que existe no filme, os buracos de minhoca. O filme nos explica o que vem a ser estes buracos, mas em linhas gerais eles tendem a ser passagens no espaço-tempo que permitem a ida de um ponto x a um ponto y no espaço, evidente que para isso é necessária uma quantidade de energia tão massiva e “única” que não sabemos nem se ela existe.
Não posso esquecer do tesserato que é um cubo da quarta dimensão, que está dentro do Gargantua. Bom, esse cubo no filme, é um espaço onde as leis da física não têm limites, no filme nada mais é do que uma forma arranjada para poder explicar as contradições de espaço e tempo existentes.   
Dita esta parte, passemos para o filme:
Alerta de Spoiler, se não assistiu ao filme pare IMEDIATAMENTE.
Vamos por partes, o filme contém alguns paradoxos sim, caso surja alguma dúvida, digo novamente, deixem nos comentários que sanarei da melhor forma que puder.
Fazendo um apanhado geral, o filme se baseia na tentativa de salvar a raça humana de uma Terra condenada, de duas formas diferentes, deixando todos para trás e salvando embriões congelados, ou movendo todos do planeta, para achar um mais habitável.
Ao longo do filme Cooper e a NASA no geral recebem a ajuda de seres superiores, que mais tarde se revelam como sendo o próprio Cooper e humanos mais evoluídos do futuro. Ao fim, alguns eventos que se pensavam ser obra dos tais seres, na verdade eram feitos do próprio Matthew, que após ter passado pelo buraco negro fica preso dentro do Tesseract.  O cubo é colocado pelos próprios humanos, que em um ponto viraram o Dr. Manhattan e agora conseguem observar tanto presente, quanto passado e futuro, dessa forma eles viabilizam a salvação da humanidade.
Sobre espaço-tempo, o que acontece no filme e é elucidado de maneira bem forte é que quanto mais perto do horizonte de eventos de um buraco negro, maior é sua influência sobre a gravidade, dessa forma o tempo é distorcido por este. O que acontece é isso, a gravidade maior do buraco negro faz com que o tempo e reduza de maneira significativa, em relação a terra, ou mesmo ao que está mais longe dele, prova disso é o que acontece no primeiro planeta, onde depois de problemas eles levam cerca de 2 a 3 horas para voltar e isso lhes custa 23 anos em relação a Romilly que está na nave a espera deles. Na terra ocorre o mesmo, prova disso é que os filhos de Cooper agora são adultos. Na medida em que a equipe se distancia do buraco negro, a desproporção do espaço-tempo diminui e, ao chegar ao planeta do astronauta Mann, a urgência é bem menor. Outro efeito expressivo da gravidade no espaço-tempo é o que acontece no Tesseract. Dentro desta, a gravidade trespassa para outras dimensões no espaço e no tempo, permitindo que Cooper, empurrando livros da estante de Murph, mandasse uma mensagem. Também permite que Cooper comunique, espalhando poeira pelo chão (em binário), as coordenadas da estação espacial da NASA para a versão passada de si mesmo. E, mais importante, permite que Cooper manipule os ponteiros do relógio de Murph, passando, assim, os dados (que TARS havia adquirido dentro do buraco negro) em código morse. Depois, traduzindo os dados codificados, Murph consegue a informação necessária para fazer com que o "Plano A" desse certo.
Dentro do hipercubo teoricamente não há regras, ele foi colocado lá de forma que pudesse ser acessível a todos os momentos da vida do personagem vivido por Matthew, quando ele sai de lá a desproporção no espaço-tempo e o fato de voltar ao sistema solar permite que Cooper se encontre com Murph.
A partir daqui é pura especulação, mas ao fim quando o astronauta volta e vê que sua filha já está no fim da vida e seu filho está aparentemente morto ele parte de volta para o planeta de Edmonds, onde há os sinais de ser uma colônia habitável, mas que aparentemente teve seu descobridor morto. O tempo do outro lado do buraco de minhoca está passando muito mais devagar. Sendo assim, é totalmente possível encontrar Amelia no planeta de Edmonds pouco tempo depois dele ter sacrificado a si próprio e se lançado no espaço.
Deduzo que no fim do filme seja uma intenção de mostrar Amelia e Cooper como novos genitores da raça, tipo Adão e Eva.

Gente desculpa o tamanho, mas é mais ou menos isso.
Outra coisa, esse pode ser o inicio de uma coluna, onde lá no Interruptedreamer eu falo do filme e aqui eu explico ele para vocês, Lembrando que o da Lucy foi o primeiro.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Não consegui pensar em nenhum titulo melhor, então não pus nenhum...

Salve, salve galerinha linda! Eis-me o LP aqui mais uma vez.
Isso aí gente, eu passei um tempinho tentando pensar em como faria esse post e confesso que não foi sozinho que o escrevi, minha amicíssima amiga Pâm me ajudou a formular essas palavras que vocês leem neste momento.
A essa altura já devem estar se perguntando o porquê desse post, já que eu não deixei claro no título. Basicamente tivemos uma ideia e que me pareceu um tanto bacana. Eu sinto a necessidade constante de estar falando com o pessoal de maneira mais dinâmica, e eu acho que a melhor forma de fazer isso é por hang-out, mas como isso tomaria um tempo exageradamente longo e por isso seria inviável houve outra ideia. A segunda opção sugerida pela Pâm, foi um grupo de facebook. Aí eu pensei, por quê não? Pode ser bacana.
Eu vou criar um grupo no face e depois nós podemos evoluir para um whatsapp, onde rolaria de tudo, desde dicas de livros, até vocês me perguntando sobre filmes e teorias físicas.
Então é isso, manolos e manolas, vou deixar uma enquetezinha rolando para vocês decidirem se é uma boa ou não, ou se querem participar, ou se participariam, enfim.
A enquete vai ficara aqui no blog (pq eu não descobri como fazer na pagina (até descobri, mas da trabalho demais para fazer))

domingo, 24 de maio de 2015

Por que o mundo precisa do Superman?

Olá pessoas, como vão vocês aí em casa?
Sabe, o objetivo original deste espaço sempre foi o de promover e divulgar o livro que estou escrevendo “Quatro Selos”, porem forças maiores me obrigaram a, nas poucas vezes que escrevo algo aqui, fazê-lo de uma forma mais variada além daquela que só abrange uma narrativa própria. Eu nunca, em momento algum, primei por visualizações, ou comentários, essa nunca foi minha intenção, se apenas uma única pessoa ler o que quer que eu tenha escrito aqui já terei ganho meu dia e se eventualmente comentar dizendo que gostou ou odiou, poxa melhor ainda.
É nessa pegada de posts diferentes e pouca divulgação que eu venho escrever o texto de hoje. Vocês não têm ideia do quanto é difícil para mim escrever isso, porque na minha concepção não envolve apenas uma única frente, mas sim várias e várias, não se trata apenas de fantasia, trata-se de uma maneira talvez esquecida, quiçá totalmente nova de ver o mundo ao nosso redor. E não pedirei para que peguem a pipoca, tão pouco a fondue, não acho que vá ter tantas pessoas assim lendo, eu apenas peço que para aqueles que não fecharam a página até agora, leiam as próximas linhas com tanto carinho quanto eu as escrevo e, bem, eu acho que nos vemos no final... 
Superman, por que o maior de todos os heróis é também o mais odiado?
Não há maneira fácil de explicar essa questão em particular. O que há de errado nos mais de setenta e cinco anos de existência deste personagem? Vou tentar explicar.
“Superman é muito apelão”
“Ele é meio bobo”
“Personagem vazio, sem conteúdo”
As pessoas não entendem, Clark não foi concebido lá em 1938 como um simples herói comum, ou pelo menos essa não seria a dinastia dele. Não, com o passar do tempo ele passou a representar algo maior, todo um conceito, uma forma de ver e viver, infelizmente nosso mundo atual não acompanhou. Desde meados dos anos 90 nós passamos a idolatrar um novo tipo de conceito, os anti-heróis, mais violentos, tidos como mais realistas, com poucos valores morais e muito conflito interno, isso tudo porque? Apenas porque nós nos sentimos familiarizados com isso?
Passamos a achar normal as estatísticas que rondam por aí assolando o mundo, aceitamos, mesmo que de má vontade tudo aquilo que nos é empurrado garganta a dentro. Buscamos a saída mais fácil e vantajosa não importando a quem ela vá prejudicar e toda vez que uma luz incide sobre nós, rastejamos de volta a escuridão, pois ela machuca nossos olhos. Pois é difícil demais sermos bons, é impossível.
É fácil criticar alguém que se preste a ajudar sem se importar consigo mesmo, é difícil acreditar, como poderíamos assumidamente agradecer pela presença de um salvador, ainda que rezemos secretamente no leito de nossas camas por um. Superman para mim não é um reflexo da realidade como é, ele é um reflexo do que deveria ser e seus poderes, que muitas vezes o tornam tão sem sentido são apenas para que torne ainda mais fácil, ou mais difícil a tarefa de ajudar o próximo.
Sacrifício em prol da felicidade dos outros, ajudar sem esperar nada em troca, fazer o que é certo, pelo simples fato de ser o certo, tudo poderia ser deixado de lado quando se tem poder o bastante e nós sabemos o quanto o poder corrompe, não é? Ainda assim, em uma luta diária consigo mesmo ele consegue fazer o que é correto, o que nos impede de fazer isso também? Porque a verdadeira força está em ajudar os outros a encontrar a sua! 
Logo eu vejo o ódio irascível por ele, não apenas a persona Kal-el criado pela Detective Comics, eu acho que a raiva destoa quase de algo psicológico, eu acho que vem mais de uma questão simbolista, nós não gostamos do símbolo que ele representa, simplesmente porque é um ideal difícil demais de se alcançar, algo que exigiria esforço e sacrifício e os resultados viriam em um tão longo prazo que ao avaliarmos as condições, não valeria a pena sermos sequer um por cento igual a ele.
Quanto ao conteúdo de história, antes que me venham com essa parte, principalmente no que remete ao Homem de Aço, eu quero que façam essa reflexão:
Todos nós passamos nossa vida toda aprendendo, desenvolvendo características a fim de que possamos nos tornar pessoas melhores, pelo menos do ponto de vista pessoal. E mesmo aquele destinado a nos salvar seja nas histórias, seja no plano real, – e aqui não coloco religião nenhuma, pelo simples fato de o homem, como animal pensante, precisa acreditar em alguma coisa e
mais, precisa de um exemplo não importa de onde venha – precisa começar de algum lugar sua empreitada que não é fácil, nem para ele, nem para ninguém.
Por fim, deixo esse texto em aberto para que possamos ponderar: será que é tão difícil sermos melhores?
Tenhamos em mente que ele pode não nos salvar, mas ainda nos dá esperança de que existe algo melhor e nos inspira a dar o melhor de nós mesmos... 

LJB: Liga da Justiça

Isso é o que nós sabemos. O mundo tornou-se mais sombrio. E, enquanto temos motivos para temer, temos a força para não fazê-lo. Há heróis...